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Panamá: Após onda de protestos, organizações sociais conquistam melhorias na Educação

Serão melhoradas as condições das equipes, além da garantia de uma educação intercultural bilíngue e a conclusão de 103 projetos de infraestrutura
Redação Telesur
Telesur
Cidade do Panamá

Tradução:

Os representantes do Governo do Panamá e as diferentes organizações que convocaram as manifestações contra o alto custo de vida, reunidos em mesa de diálogo, chegaram no último sábado (31/07) a acordos no quesito educação, entre eles a atribuição de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) no orçamento para o setor em 2024.

Segundo o acordo, isso equivale a dedicar naquele ano 1,2 bilhão de dólares ao orçamento da educação. A ministra da Educação, Maruja Gorday, comprometeu-se a dedicar 5,5% do PIB no ano fiscal de 2023.

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Entre outros acordos, que são mais de 20 (segundo a mídia local), serão eliminadas cerca de 1.200 escolas ou aulas rancho que subsistem no país.

Serão melhoradas as condições das equipes (sobretudo em áreas rurais e comarcas indígenas), além da garantia de uma educação intercultural bilíngue e a conclusão de 103 projetos de infraestrutura escolar e 122 em execução.

Além disso, o Ministério da Educação tomou nota da necessidade de acabar com a burocracia para o acesso ao dinheiro do Fundo de Equidade e Qualidade da Educação (FECE) e de um novo mecanismo para contratações menores relacionadas com os centros educativos. 

Serão melhoradas as condições das equipes, além da garantia de uma educação intercultural bilíngue e a conclusão de 103 projetos de infraestrutura

TeleSur
Setores populares devem manter-se alertas, pois o Governo caracterizou-se por responder aos interesses dos ricos, afirma liderança




Mesa Educativa

Depois dos debates, a Arquidiocese do Panamá (mediadora no processo de negociação) deu a conhecer que será instalada uma Mesa Educativa no próximo dia 13 de agosto “para fortalecer a agenda traçada no Compromisso Diálogo pela Educação, no Plano Estratégico 2019-2024”.

Desde o início das manifestações antineoliberais, em 6 de julho passado, os docentes exigem também que os centros educacionais contem com água e banheiros dignos, que sejam postos em funcionamento os refeitórios escolares e os internatos, e que sejam equipados os laboratórios de física, química, biologia, ciências naturais e de outras matérias.

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Depois dos acordos, a Associação de Educadores Veragüenses (AEVE) e outros grupos ainda devem discutir temas como volta às aulas e possíveis datas para tanto.

Um dos líderes do Sindicato Único Nacional de Trabalhadores da Indústria da Construção e Similares (Suntracs), Saúl Méndez, que participa da mesa de diálogo, alertou que os setores populares devem manter-se alertas, pois o Governo caracterizou-se por responder aos interesses dos ricos e não cumprir seus compromissos.

Outros assuntos também a serem debatidos pelas organizações são quatro temas pendentes, dos oito propostos pelas organizações e movimentos populares, como a redução do preço da energia.

Redação TeleSur.
Tradução: Ana Corbisier.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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