Pesquisar
Pesquisar

Para combater ingerência estadunidense, Maduro aprova Universidade de Comunicação

Em congresso, delegações advertiram ao mundo sobre as intenções da Casa Branca de impor sua hegemonia com bloqueios econômicos e golpes de Estado
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Caracas

Tradução:

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aprovou a criação da Universidade Internacional de Comunicação, para a formação de comunicadores sociais que lutem contra o neoliberalismo e a favor dos povos da América Latina.

“Uma universidade para a libertação, para a consciência e a defesa da verdade diante da agressão midiática”, enfatizou o chefe de Estado após a constituinte Tania Díaz apresentar a proposta, coordenada durante o Congresso Internacional de Comunicação. 

Maduro precisou que o Governo nacional aportará recursos financeiros e logísticos para a fundação da instituição, que prevê iniciar suas atividades acadêmica no primeiro trimestre de 2020. 

Em tal sentido, instruiu o ministro para a Educação Universitária, César Trómpiz, a elaborar a arquitetura do que deve ser o processo pedagógico e comunicacional, assim como seu início de funcionamento.

Em congresso, delegações advertiram ao mundo sobre as intenções da Casa Branca de impor sua hegemonia com bloqueios econômicos e golpes de Estado

Prensa Latina
Maduro precisou que o Governo nacional aportará recursos financeiros e logísticos para a fundação da instituição,

Durante o encerramento do I Congresso Internacional de Comunicação, as delegações acordaram um plano de luta contra as ingerências do Governo estadunidense na América Latina e no Caribe.

Este plano contempla a criação de uma rede mundial de comunicadores, articulada aos partidos e movimentos sociais da região, para respaldar as lutas dos povos, além da conformação de uma multiplataforma internacional para o intercâmbio de conteúdos.

Os participantes no congresso advertiram ao mundo sobre as intenções da Casa Branca (sede do Executivo estadunidense) de impor sua hegemonia com bloqueios econômicos e golpes de Estado. 

Exigiram ao Governo dos Estados Unidos a cessação imediata da ingerência estadunidense nos assuntos internos dos países da região.

Para o próximo ano, as delegações planejam se reunir na Nicarágua, onde criariam um regulamento básico e uma estrutura de funcionamento.

Com o lema “Agora falam os povos”, o I Congresso Internacional de Comunicação reuniu em Caracas uns 500 delegados de mais de 40 países, com o propósito de desmontar a campanha midiática contra as autoridades e o povo da nação sul-americana.

*Prensa Latina especial para Diálogos do Sul – Direitos reservados

**Tradução: Beatriz Cannabrava

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Prensa Latina

LEIA tAMBÉM

Petro-Colombia
Petro reage a ataques de guerrilheiros contrários ao acordo de paz: "Não toleraremos"
Milei
"Barbárie" e "desequilíbrio emocional": Petro e Fernández criticam nova selvageria de Milei
José Raúl Mulino
Eleição no Panamá simboliza crise sistêmica que atinge democracia "representativa"
Vox-Abascal-Milei
Xenofobia e delírios ultradireitistas: Vox reúne asseclas em Madri