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Paz? Três anos depois, oposição extremista da Venezuela volta a participar de eleições

Processo está sendo coordenado por México e Noruega e é visto como forma superar as sanções econômicas impostas pelos EUA de forma unilaterais ao país
Redação Desacato
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Florianópolis (SC)

Tradução:

A Plataforma Unitária, composta por quatro partidos da oposição da Venezuela, anunciou, na terça-feira (31/08), que irá participar das eleições regionais e municipais previstas para 21 de novembro no país.

Após três anos de boicote ao sistema eleitoral, a informação foi publicada em diversas redes sociais das legendas. O dirigente do partido Ação Democrática (AD), Henry Ramos Allup, pediu que a decisão seja “respeitada” por aqueles que “não queiram participar” do pleito.

“Respeitamos a vontade daqueles que não queiram participar das eleições. Assim como também pedimos que se respeite a nossa e a de todos os candidatos que decidam exercer seu direito constitucional de votar”, disse.

O anúncio acontece no meio do processo de diálogo entre o governo venezuelano e a oposição com o intuito de construir um acordo com fins democráticos e uma convivência pacífica na Venezuela.

Conhecido também como o G4, a Plataforma inclui, além do Ação Democrática, os partidos Vontade Popular, do ex-deputado opositor Juan Guaidó, o Primeiro Justiça e a legenda Um Novo Tempo.

Por sua vez, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, parabenizou o anúncio da oposição, declarando que os eleitores “exerçam seu direito”. “Construímos um diálogo nacional inclusivo em prol da estabilidade e da paz. Somos respeitosos do povo, de todas as instituições da vida nacional. Trouxemos toda a oposição venezuelana ao campo eleitoral”, disse.

Processo está sendo coordenado por México e Noruega e é visto como forma superar as sanções econômicas impostas pelos EUA de forma unilaterais ao país

Montagem Diálogos do Sul
A Plataforma Unitária, composta por 4 partidos da oposição da Venezuela, anunciou que irá participar das eleições regionais e municipais.

Maduro afirmou que a participação da oposição é um “reconhecimento” à “legitimidade” do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), assim como, com a participação, os opositores estão “reconhecendo” a Assembleia Nacional formada em janeiro.

“Declaro que as eleições de 21 de novembro são um triunfo total da cultura política, democrática e inclusiva do chavismo no poder”, declarou o presidente, apontando é “questão de tempo para voltarmos a trazer estes setores do extremismo ao caminho eleitoral”.

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Mesa de diálogo

Com mediação do México e da Noruega, o governo e a oposição venezuelana deram início em agosto ao diálogo. Como primeiro acordo, ambos assinaram um memorando de entendimento entre as partes.

Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, é o representante do governo e disse que a primeira deliberação do diálogo acontece nesta sexta-feira (03/09) também no México. 

Para ele, o povo venezuelano “pode se orgulhar”, pois a “resistência” dos venezuelanos “obrigou esses setores da oposição a assumirem que não há outra forma diferente que a via constitucional e democrática”.

“As eleições de novembro ocorrerão em um momento de profunda inflexão política e social na Venezuela, em um contexto em que o povo conseguiu derrotar o mais brutal bombardeio violento que recebeu há 150 anos”, disse.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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