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Petrobras, a população brasileira e a infraestrutura

Guilhermina Coimbra

Tradução:

Profa. Guilhermina Coimbra*

Estacao-de-Compressao-de-Gases-do-Gasoduto-Brasil-Bolivia-da-Petrobras-size-598Os residentes no Brasil delegaram o poder de governar aos governantes, mas, está atenta, principalmente, sobre os temas referentes á Petrobras e a infraestrutura do Brasil.

Se é preocupante o balanço da Petrobras com lucro operacional e prejuízo contábil (de papel) pelo segundo ano seguido – muito mais preocupante é a venda dos estratégicos gasodutos, anunciado pelo presidente da empresa, ou seja, pelo governo. Porque:
– os gasodutos são itens obrigatórios para a produção de petróleo;
– eles constituem um monopólio de fato do Brasil;
-os gasodutos fazem parte da estrutura de Empresa Integrada de Energia brasileira;
-denunciar a criminosa venda dos gasodutos da Petrobras é mais do que preciso.
Trata-se do seu, do meu, do nosso patrimônio –dinheiro público que está sendo desviado do caixa do Tesouro Nacional- a que faz a distribuição de rendas entre os setores carentes do Brasil: Infraestrutura, Educação e Saúde, entre os mais importantes!
– um dos possíveis compradores é a Canadense Brookfields, com histórico operacional típico da colonizadora. Foi criada em 1899 para fornecer energia elétrica ao Rio de Janeiro. Virou posteriormente a Light, acumulando muitos dólares ao longo dos seus 117 anos de concessão. Incluídos aí a não transferência dos ativos para o Estado brasileiro ao final do contrato, não cumprimento dos investimentos previstos, explosão de bueiros em Copacabana e outras regiões populosas, e, ainda assim, renovação após renovação, do contrato de concessão. Também, tem shoppings em São Paulo, onde foi acusada de pagar propina a fiscais. Face ao histórico, pergunta-se: quem está ganhando quanto a custa da inocência da população? PF investigando, TJs e outros julgando é mais do que preciso;
– a nova operadora monopolista de gasodutos tem que ser de brasileiros residentes no Brasil porque a população brasileira exige a segurança e a manutenção da soberania energética nas mãos  de residentes no Brasil: ridículo por demais tentar argumentar o  contrário!;
– a venda deste ativo dará um prejuízo incomensurável maior no futuro. Necessidade urgente e premente de manutenção do ativo, independentemente do aumento – ou, não – da dívida pública;
 ninguém fala sobre os gasodutos –porque são mais de 10 bilhões de dólares estimados pelos gasodutos: verificar nos sites internacionais através das palavras – Nova Transportadora do Sudeste;
– o comprador vai operar o monopólio adquirido, exercendo o monopólio – e os residentes no Brasil vão ficar reféns dos preços impostos pelo  comprador;
– o transporte do gás no Brasil passará a ser monopólio privado e os consumidores residentes no  Brasil ficarão a mercê dos preços e da disposição da distribuição do monopólio;
– a venda deste ativo estratégico dará um prejuízo incomensuravelmente maior no futuro do que qualquer aporte que venha a ser feito pelo Governo  e que  resulte em aumento da dívida, porque, neste cenário, a necessidade urgente e premente  é a necessidade de manutenção do ativo;
– não condiz com a importância deste negócio público de interesse vital para os residentes no Brasil, o silêncio da mídia, o silêncio dos Sindicatos e o silêncio da Empresa acerca do assunto, porque,  o clima de sigilo nas operações induz ao entendimento de que estão ganhando muito a custa da ignorância da população brasileira sobre tema de seu maior interesse;
– a população brasileira inteligentemente está parando de se preocupar em acompanhar pequenos e grandes escândalos forjados ou, na melhor  das hipóteses, escândalos divulgados no  tempo e na hora das conveniências dos divulgadores  – e se concentrando no que  é verdadeiramente de interesse para a população: impedir que o dinheiro público continue trabalhando contra os interesses dos residentes no Brasil!.
Observa-se que …” a ditadura entreguista – mal disfarçada de democracia – vem sendo implantada passo a passo, cumprindo roteiro e planejamento baseados na lógica imperial, de acordo com a qual as concessões obtidas permitem ganhar terreno, proporcionando além de vantagens imediatas – a ocupação de espaço e poder para extorquir novas concessões.” (In Benayon, Adriano, Economista, Diplomata, MRI do Brasil).
A população brasileira – amiga, hospitaleira, bem-humorada e atenta –  merece respeito.
* Colabora com Diálogos do Sul – Curriculum Lattes, Pesquisadora, CNPq, SIAPE, CAPES, FAPERJ, FGV-Rio.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Guilhermina Coimbra

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