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Por que contraofensiva da Ucrânia é um fracasso? Zelensky abre o jogo

Segundo o The Wall Street Journal, as ações de Kiev "correm o risco de chegar a um ponto morto"
Redação RT
RT en Español
Moscou

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O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, atribui a falta de avanços significativos da contraofensiva de Kiev contra as tropas russas à carência de munições e ao nível insuficiente de preparação de seus militares para manejar equipamentos ocidentais.

“Tínhamos planos para iniciar [a contraofensiva] na primavera. Mas não fizemos isso porque, francamente, não tínhamos suficientes munições nem armamentos, nem suficientes brigadas devidamente treinadas nestas armas, e mais, considerando que as missões de treinamento se realizavam fora da Ucrânia. Mas, ainda assim, começamos. E isto é importante”, insistiu Zelenski em uma entrevista com o jornalista Fareed Zakaria, da cadeia estadunidense CNN emitida neste domingo.

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O mandatário ucraniano também reiterou seus argumentos expressos durante o fórum de segurança de Aspen realizado na sexta-feira (21), indicando que os atrasos nas entregas de armas ocidentais permitiram ao Exército russo minar os territórios pelos quais as tropas ucranianas tentam avançar, agora sem maiores êxitos.

“E como começamos um pouco mais tarde, pode-se dizer, e será verdade compartilhada e compreendida por todos os especialistas, que a Rússia ganhou tempo para minar todas as nossas terras e construir várias linhas de defesa. E, definitivamente, tiveram até mais tempo do que necessitavam”, argumentou Zelenski para explicar a lentidão da contraofensiva.

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Neste contexto, o mandatário ucraniano voltou a assegurar que para suas forças a prioridade passa por minimizar as baixas entre o pessoal e a técnica militar. “Sim, entendo que sempre é melhor que a vitória chegue logo. Isso é o que também queremos. Mas a questão é o preço desta vitória. Portanto, não vamos jogar as pessoas literalmente embaixo dos tanques. Planifiquemos nossa contraofensiva como sugerem nossos analistas, nossa inteligência”, declarou.

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Neste mesmo domingo o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou, durante uma reunião com seu homólogo bielorrusso, Alexánder Lukashenko, que a contraofensiva de Kiev “fracassou”. Em particular, indicou que as perdas irrecuperáveis das forças ucranianas desde o começo da contraofensiva, em 4 de junho último, já superam os 26.000 efetivos.

Enquanto isso, o diário The Wall Street Journal relatou que o Ocidente sabia que Kiev não tinha armas suficientes para sua contraofensiva, mas esperava que a “coragem e o engenho” dos ucranianos compensassem o déficit. Segundo o jornal, as ações de Kiev “correm o risco de chegar a um ponto morto”.

Redação RT em espanhol
Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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