Pesquisar
Pesquisar

Prensa Latina: comunicação confiável a serviço do combate à pandemia em quase 40 países

Com uma marcada vocação latino-americanista, Prensa Latina completará seu 61º aniversário no próximo dia 16 de junho, combatendo a desinformação
Jorge Luna
Prensa Latina
Havana

Tradução:

Os correspondentes da agência Prensa Latina, em quase 40 países, redobram hoje a transmissão de detalhes do enfrentamento mundial à pandemia do novo coronavírus, com os riscos inerentes aos seu trabalho profissional e muitas vezes obrigados a denunciar numerosas notícias falsas. 

Um registro interno reflete o aumento significativo do número de despachos sobre a Covid-19, assim como seu crescente impacto entre meios e leitores tanto em espanhol como em inglês. 

Desde o primeiro caso positivo de contágio, na China em fevereiro passado, esta agência estabeleceu em seu site www.prensa-latina.cu um portal especializado no SARS Cov2, que provoca a Covid-19, com fontes autorizadas na matéria, evitando qualquer conteúdo alarmista ou especulativo. 

Os correspondentes, atualmente trabalhando nos cinco continentes, assim como os redatores na sede central de Havana, assumiram como alta prioridade este tema, que já causou milhares de vítimas fatais no mundo, com taxas de mortalidade particularmente altas nos Estados Unidos, na Europa e, nesta região, no Brasil. 

Com uma marcada vocação latino-americanista, Prensa Latina completará seu 61º aniversário no próximo dia 16 de junho, combatendo a desinformação

Facebook / Reprodução
A agêrncia, nasceu em 1959, após uma reunião de 400 jornalistas internacionais, denominada “Operação Verdade"

Os jornalistas desta agência consultam as fontes mais confiáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições especializadas, além de ter acesso direto ao solidário trabalho das brigadas médicas cubanas que colaboram em dezenas de países, na primeira linha do enfrentamento.

Entre outras instituições, a Comissão para a Pastoral da Comunicação da Conferência Episcopal Mexicana, acaba de assinalar que “abundam as fake news, os boatos, a distorção, a informação enviesada ou distorcida”. 

Agregou que “as redes sociais fizeram com que a abundância de informação, sem controle, nos faça experimentar com força não só a pandemia, mas também a infodemia”.

Especialistas em temas de saúde também alertaram sobre os perigos da “infodemia”, enquanto outros analistas a descrevem como uma “desinfodemia”, em momentos em que milhões de pessoas no mundo buscam dados reais sobre o novo e pouco estudado vírus. 

O desafio é maior quando Prensa Latina, como toda Cuba, é afetada pelo recrudescido bloqueio econômico, comercial, financeiro e midiático que os Estados Unidos mantém há décadas contra a ilha. 

Em aberta recusa a pedidos diversos de levantar essas medidas agressivas que, inclusive, impedem a aquisição de medicamentos, alimentos, combustíveis e outros bens de urgência em plena pandemia, Washington aumentou as medidas contra Cuba, praticamente uma por semana, segundo o mencionado informe. 

Com uma marcada vocação latino-americanista, Prensa Latina cobriu todos os cenários de conflito da América Latina e do Caribe, assim como na América do Norte, África, Ásia e Europa, informando objetivamente sobre a ação de governos, partidos e organizações progressistas, como, por exemplo, o Movimento de Países Não Alinhados. 

Há muitos anos, vem resistindo a ações estadunidenses que obstaculizam seu pleno funcionamento, mediante a censura de suas notícias em meios afins, perseguições bancárias e o arbitrário impedimento de vistos ao seu jornalistas, entre outras. 

Várias de suas sucursais sofreram as adversidades da situação política do momento e não poucas foram fechadas por ordem de Washington. Apesar disso, Prensa Latina aceitou, em cada ocasião, o desafio e assumiu novamente o compromisso de resistência. 

Não obstante, continua sendo uma importante fonte de referência internacional e suas plataformas digitais, publicações e serviços de rádio e televisão são cada vez mais consultadas, graças a uma trajetória de veracidade e rapidez, apesar de todo tipo de agressões, incluindo – em diferentes tempos  e lugares – a detenção, deportação e até o assassinato de seus correspondentes. 

Além disso, suas notícias podem ser vistas nas redes sociais, como Twitter: @PLprensalatina; Telegram: https://t.me/TesoroLatino; e Instagram: @PrensaLatinaCuba)

Prensa Latina vai cumprir seu 61º aniversário no próximo dia 16 de junho, enfrentando simultaneamente os efeitos da pandemia e do bloqueio, contribuindo com informação veraz sobre a atual emergência mundial. 

De fato, nasceu em 1959, após uma reunião de 400 jornalistas internacionais, denominada “Operação Verdade”, convocada por Fidel Castro precisamente para rechaçar fortes campanhas de desinformação dos mais poderosos meios estadunidenses sobre o nascente processo político cubano. 

Foi descrita então como “a agência que faltava”, frase que a cada dia vem cobrando maior vigência.

Jorge Luna, da Redação de Prensa Latina em Havana

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Jorge Luna

LEIA tAMBÉM

Gustavo Petro
Violação dos acordos de paz: entenda por que Petro vai denunciar a própria Colômbia na ONU
Haiti
Haiti: há pelo menos 20 anos comunidade internacional insiste no caminho errado. Qual o papel do Brasil?
Betty Mutesi
“Mulheres foram protagonistas na reconstrução da paz em Ruanda”, afirma ativista Betty Mutesi
Colombia-paz
Possível retomada de sequestros pelo ELN arrisca diálogos de paz na Colômbia