Pesquisar
Pesquisar

Procuradoria denuncia cinco militares por morte de Rubens Paiva

João Baptista Pimentel Neto

Tradução:

Rubem Paiva
Ruben Paiva

O Ministério Público Federal denunciou nesta segunda cinco militares acusados de participar da morte e da ocultação do cadáver do deputado Rubens Paiva, em 1971. O parlamentar foi morto sob tortura e é um dos mais conhecidos desaparecidos políticos da ditadura brasileira (1964-1985).

O general reformado José Antonio Nogueira Belham, que comandava o DOI-Codi no Rio, e o coronel Rubem Paim Sampaio, ex-integrante do CIE (Centro de Informações do Exército), foram denunciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa armada.

Se a denúncia for aceita pela Justiça Federal, eles podem ser condenados, ao fim do processo, a até 37 anos de prisão. O coronel reformado Raymundo Ronaldo Campos e os militares Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza foram acusados de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada. As penas para estes crimes chegam a dez anos de prisão.

Foram usados como provas documentos apreendidos na casa do coronel Paulo Malhães, morto em abril. Entre eles, recortes de jornais sobre o caso Rubens Paiva e a ficha funcional do militar, que mostra que o general Belham continuou a atuar na inteligência do Exército até 1981.

A denúncia do Ministério Público Federal, sustenta a tese de que a Lei da Anistia não deve valer para os chamados crimes contra a humanidade. Os militares devem se dizer anistiados em suas defesas.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
João Baptista Pimentel Neto Jornalista e editor da Diálogos Do Sul.

LEIA tAMBÉM

protestos-peru
Cleptocracia, ignarocracia, bufocracia: o declínio do substantivo "democracia" no Peru
Bolivia-guerra-hibrida-eua (1)
Guerra híbrida na Bolívia entra em nova fase e EUA querem "mudança de regime" até 2025
Petro-Colombia
Petro reage a ataques de guerrilheiros contrários ao acordo de paz: "Não toleraremos"
Milei
"Barbárie" e "desequilíbrio emocional": Petro e Fernández criticam nova selvageria de Milei