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Queda na popularidade e negacionismo já se refletem em críticas a Bolsonaro na TV Record

As críticas da emissora, mesmo tímidas, surpreenderam os telespectadores e devem ter irritado o vingativo "capetão"

Altamiro Borges
Blog do Miro
São Paulo (SP)

Tradução:

A desmoralização de Jair Bolsonaro no embate sobre as vacinas produziu um primeiro abalo no bloco televisivo de apoio e bajulação ao governo – formado por Record, SBT e RedeTV!. Como registra Maurício Stycer no site UOL, “até a Record critica Bolsonaro por postura diante de vacina da China”.

Em matéria nesta segunda-feira (18), o especialista em mídia ironizou: “Aliada incondicional do governo Bolsonaro, a Record não teve como defender a postura do presidente diante do início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil”. As críticas da emissora, mesmo tímidas, surpreenderam os telespectadores e devem ter irritado o vingativo “capetão”.

As críticas da emissora, mesmo tímidas, surpreenderam os telespectadores e devem ter irritado o vingativo "capetão"

Palácio do Planalto
Record não teve como defender a postura do presidente diante do início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil"

Dados negativos da pesquisa XP

O principal telejornal da emissora “não foi tão generoso, como de hábito, com o presidente. Com muito cuidado e sutileza, ele fez críticas a Bolsonaro”. O “Jornal da Record” destacou a falta de entusiasmo do genocida com a esperada notícia sobre a aprovação da CoronaVac pela Anvisa.

“A apresentadora Christina Lemos observou que Jair Bolsonaro demorou um dia para falar sobre a decisão da Anvisa”, registra Maurício Stycer. Ainda sublinhou que, em outubro, o governo suspendeu acordo do Ministério da Saúde com o Instituto Butantan para comprar 46 milhões de doses da CoronaVac e agora fala, cinicamente, em “vacina do Brasil”.

Para atazanar ainda mais o psicopata, “o JR emendou o noticiário com dados da pesquisa XP-Ipespe sobre avaliação do governo Bolsonaro em janeiro na comparação com dezembro de 2020. Os dados mostram aumento de ‘ruim/péssimo’ de 35% para 40% e queda de 38% para 32% dos que acham ‘ótimo/bom'”.

Edir Macedo fará o despacho do “capetão”?

Ao final, o JR ainda destacou as críticas do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), à ausência de um plano consistente de vacinação. “Foram apenas 2 minutos e 20 segundos de más notícias para o governo. Mas pareceu uma eternidade para um governo que está acostumado a ouvir basicamente boas notícias no telejornal”.

Será que está em curso uma nova cisão na base governista, desta vez no campo midiático? Será que o “bispo” Edir Macedo, dono da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e Rede Record, vai promover um despacho do “capetão”? Ou será apenas só jogo de cena, mais uma chantagem mercenária? Como reagirá o presidente psicopata, que tem mania de perseguição e dorme com uma arminha do lado na cama. A conferir!


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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