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Ramaphosa alerta: África do Sul será alvo de retaliações por denunciar Israel em Haia

Segundo o presidente, é preciso estar “completamente vigilante e resoluto” para campanhas de "mudança de regime" contra o país sul-africano
Redação Monitor Do Oriente Médio
Monitor Do Oriente Médio
São Paulo (SP)

Tradução:

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, alertou na última terça-feira (30) sobre uma “campanha sistemática de revide” e uma “agenda de mudança de regime” contra seu país depois de levar Israel ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) a acusação de genocídio contra os palestinos, informou o Daily Maverick. Ramaphosa fez seus comentários em seu discurso de encerramento em um evento do Congresso Nacional Africano em Boksburg.

“Haverá campanhas sistemáticas de combate, e digo isso para que estejamos cientes delas”, disse ele. “A batalha pode se concentrar na política interna e nos resultados eleitorais, a fim de prosseguir com a agenda de mudança de regime.” Enfatizando a necessidade de ser “completamente vigilante e resoluto”, Ramaphosa acrescentou que “o caminho à frente não é fácil” e “a competência do governo liderado pelo ANC nunca deve ser questionada”.

O presidente sul-africano ressaltou que o sucesso do caso da República no TIJ não apenas revelou as atrocidades cometidas por Israel, mas também revelou a falência moral dos países que permitem que o genocídio ocorra em Gaza, por meio de suas ações e com seu apoio. “Não há dúvida de que essas forças farão tudo o que estiver ao seu alcance para impedir que a África do Sul leve seu caso até o fim”, acrescentou.

A África do Sul levou o caso de genocídio contra Israel ao TIJ no final de dezembro e pediu ao tribunal que concedesse medidas de emergência para acabar com o derramamento de sangue em Gaza, onde pelo menos 26.900 palestinos foram mortos desde 7 de outubro.

Na semana passada, o TIJ, sediada em Haia, ordenou que Israel “tomasse todas as medidas ao seu alcance” para evitar mais derramamento de sangue em Gaza, de acordo com suas obrigações segundo a Convenção sobre Genocídio de 1948. O tribunal também exigiu a libertação imediata de todos os reféns. O tribunal também ordenou que Israel tomasse medidas “imediatas e eficazes” para permitir o fornecimento de serviços urgentemente necessários e assistência humanitária em Gaza, mas não chegou a ordenar um cessar-fogo.

As autoridades israelenses condenaram a decisão do tribunal, alertando que ela prejudicou a imagem de Israel no mundo. Eles também se comprometeram a continuar a guerra contra os palestinos na Faixa de Gaza, com o apoio do Ocidente. Centenas de outros palestinos foram mortos por Israel, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia ocupada, desde a decisão do TIJ, que Israel parece estar ignorando e tratando com desprezo.


Redação | Monitor do Oriente Médio


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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