Pesquisar
Pesquisar

Renúncia de Evo Morales foi causada por forças externas, diz analista política

A socióloga Veronica Navia também falou sobre a auditoria dos resultados das eleições presidenciais bolivianas, que ocorreram no dia 20 de outubro
Redação Sputnik Brasil
Sputnik Brasil
São Paulo (SP)

Tradução:

De acordo com a analista política e socióloga russa Veronica Navia, forças externas também foram responsáveis pela renúncia do presidente boliviano e pelos atos de violência que arrasaram o país sul-americano.

O que está agora acontecendo na Bolívia não é apenas caos, segundo a analista, mas, sim, um atentado contra toda a institucionalidade boliviana.

A socióloga Veronica Navia também falou sobre a auditoria dos resultados das eleições presidenciais bolivianas, que ocorreram no dia 20 de outubro

Marcelo Bello
A especialista enfatizou que Morales decidiu renunciar para pacificar a situação no país.

“O objetivo dos golpistas era tirar Morales da presidência, eles conseguiram fazê-lo apesar de Morales ter lutado por muito tempo e ter ganhado muitas batalhas durante esta época neoliberal, bem como contado com o apoio de muitos seguidores”, reforçou.

“Temos tido com ele, o melhor presidente, o melhor período. Bolívia conseguiu sair da pobreza. Não penso que o presidente, ao renunciar ao cargo, realmente renuncie ao estilo de vida tido que é a luta pelo povo”, disse Navia em entrevista à Sputnik Mundo.

A analista acredita que Morales hoje em dia não só conta com muito apoio social dentro da Bolívia, como também internacional.

Segundo a socióloga, o único motivo que levou os manifestantes a se mobilizarem foi precisamente porque queriam recuperar o poder, que estava sendo impedido de conseguir com Evo Morales na presidência.

“Não há mais motivos. Já são anos de perseguição, que o presidente Evo Morales vinha enfrentando no governo”, salientou Navia.

A especialista enfatizou que Morales decidiu renunciar para pacificar a situação no país.

“A pacificação do país e seu amor pela Bolívia obrigaram que ele renunciasse”, sublinhou Navia.

Veronica Navia não deixou de comentar durante entrevista à Sputnik Mundo a questão relacionada à auditoria dos resultados das eleições presidenciais bolivianas, que ocorreram no dia 20 de outubro.

A socióloga destacou que o relatório preliminar da OEA (Organização dos Estados Americanos) é bastante claro. Seus autores não mencionam em nenhum momento uma fraude eleitoral, mas, sim, “manipulação informacional”, que ocasionou toda esta violência, concluiu.

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.

Redação Sputnik Brasil

LEIA tAMBÉM

PascualHernandezCUC
“Do genocídio praticado contra indígenas na Guatemala surgiu o termo palestinização”, afirma CUC
Peru-mulheres-indigenas-rio-maranon
Mulheres indígenas enfrentam petroleira para proteger Rio Marañón, no Peru
Cuba-bloqueio
EUA mantêm Cuba como patrocinadora do terrorismo para afogar projeto cubano de soberania
medicos-Cuba
Em 60 anos, médicos cubanos já socorreram 165 países e resistem à perseguição dos EUA