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Ruralistas ampliam ação no Congresso e desmatamento volta a crescer no Brasil

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

DEsmatamento Katia Abreu
Ofensiva ruralista é comandada pela Senadora Katia Abreu (PSD-GO)

Depois da aprovação do Código Florestal, uma nova batalha começa a ser disputada pelos ambientalistas no Congresso Nacional já que as Unidades de Conservação, as Terras Indígenas e os assentamentos da reforma agrária são os novos alvos da voracidade da bancada ruralista. Representantes do atraso, em nome de um suposto progresso, os parlamentares ruralistas querem a abertura de mais áreas de florestas, não se importando com o alarmante nível de desmatamento e com flagrantes violações dos direitos de povos tradicionais como os indígenas.

Segundo os ambientalistas, as áreas protegidas são as últimas barreiras à expansão desenfreada das fronteiras agrícolas no Brasil e por isso são alvo de uma forte ofensiva comandada pela Senadora Katia Abreu (PSD-GO), através da apresentação de projetos de lei, emendas à Constituição e diversas outras medidas que fragilizam a preservação do meio ambiente. Tudo sob um olhar generoso e complacente do atual govêrno, mais preocupado com a queda dos números de aprovação popular e da taxa de crescimento econômico.

Neste ambiente, o desmatamento voltou a aumentar na Amazônia Legal, conforme apontou o Instituto Imazon, que acompanha o desmatamento florestal com base nas imagens de satélite SAD. Segundo o instituto, entre agosto de 2012 e maio de 2013, foi desmatada uma área de 1.654 quilômetros quadrados, 89% acima do período anterior. Pelo estudo ficou constatado que o estado em que mais se desmatou foi o Pará, que responde por 41% do total (674 km²), seguido por Mato Grosso (532 km²), Rondônia (226 km²), Amazonas (171 km²) e Tocantins (74 km²). Nesses cinco estados, a tendência foi de aumento de perda florestal e chama atenção o Amazonas, onde o crescimento chegou a 140%. Em Roraima (13 km²) e no Acre (14 km²), a tendência foi de redução em relação ao período anterior. Os dados do Maranhão não foram observados.

Indios e o desmatamento
Terras indígenas são novo alvo da bancada ruralista no Congresso Nacional

Já em relação aos direitos dos povos indígenas, os ambientalistas chamam atenção para a continuidade da tramitação da PEC 227 e para a nova política de demarcação das terras indígenas adotada pelo Governo Dilma Roussef são apenas as pontas mais visíveis da voracidade com que o agronegócio avança no Brasil em detrimento do bem estar da imensa população brasileira.

Atendendo apelos dos ruralistas, em maio, o governo decidiu interromper, a demarcação de terras indígenas em regiões de conflito e submeter os processos a pareceres da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, órgãos notoriamente vinculados aos interesses do agronegócio.

Justificada como uma medida necessária à redução dos conflitos judiciais que surgem antes e após a criação das reservas, na verdade apenas desacelera e impõem novas burocracias em detrimento aos direitos dos povos indígenas.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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