Pesquisar
Pesquisar

Rússia denuncia política desestabilizadora e de manipulação dos EUA no mundo

Política estadunidense inclui a saída do Tratado de Armas Nucleares de médio e curto alcance e sanções unilaterais contra países
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Moscou

Tradução:

O ministro do Exterior da Rússia, Sergey Lavrov, denunciou hoje (17) a política de desestabilização e sanções implementadas pelos Estados Unidos no mundo, ao contrário da formação de um mundo multipolar.

Essa política inclui a saída do Tratado de Armas Nucleares de médio e curto alcance, sanções unilaterais contra países desconfortáveis para Washington, guerras comerciais com a China e ações para aumentar a tensão no Oriente Médio, disse Lavrov.

Além disso, o Ocidente promove a abordagem da Organização do Tratado do Atlântico Norte em relação aos limites ocidentais deste país e restrições unilaterais, incluindo as aplicadas ao gasoduto Torrente Norte 2, apesar da oposição europeia, afirmou o ministro.

A Casa Branca também manipula a concessão de um visto para viagens de funcionários de outros estados à ONU, contra os compromissos assumidos na época pelo país do norte como sede desse órgão internacional, disse Lavrov em sua entrevista anual à imprensa.

A Rússia, por outro lado, busca relaxamento para evitar a escalada de conflitos e promove o diálogo com outras nações, disse o chefe da diplomacia russa.

Moscou mantém sua forte luta contra o terrorismo internacional, inclusive na Síria, país em que coopera no desenvolvimento de um processo político e soluções para problemas humanitários, ao mesmo tempo em que defende corrigir o erro de expulsar a Síria da Liga Árabe, disse ele.

Além disso, destacou a expansão dos laços da União Econômica da Eurásia (Rússia, Cazaquistão, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão), com o Vietnã, Cingapura e Sérvia, com os quais foram assinados acordos de livre comércio e negociações para fazê-lo com o Irã, Turquia e Egito.

O ministro confirmou o bom desenvolvimento dos laços com a América Latina e a África, com cujas nações a primeira cúpula desse continente e a Rússia foi realizada em 2019, no resort de Sochi, no sul.

Lavrov considerou positivos os resultados da recente cúpula do Quarteto da Normandia (Rússia, França, Alemanha e Ucrânia) em Paris, apesar de achar que os acordos alcançados lá não devem ser deixados sozinhos nos jornais, como fez o ex-presidente Piotro Poroshenko na época.

A Rússia também se pronuncia por impedir a implantação de armas no cosmos e por uma luta coordenada contra crimes no ciberespaço e por estender a responsabilidade dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas para preservar a estabilidade mundial.

Veja também


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Prensa Latina

LEIA tAMBÉM

Netanyahu
Pouco há para comemorar na decisão da Corte Penal Internacional contra Netanyahu
Nationale Sozialisten,Demonstration,Recht auf Zukunft,Leipzig,17
Conluio da extrema-direita realizado em Madri é só a ponta do iceberg
EUA-fentanil
A DEA, a ofensiva contra o México, o fentanil e os mortos por incúria
Wang-Wenbin-China
China qualifica apoio dos EUA a separatismo em Taiwan como “grave violação” e exige retratação