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Sábado Resistente lança livro sobre Honestino Guimarães

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Evento será no dia 24 de fevereiro, às 14h00, com entrada gratuita e a presença da autora de “Paixão de Honestino”, Betty Almeida, Mariana Dias, Ricardo Azevedo e Dorgival Henrique.

Divulgação*

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No dia 24 de fevereiro, o Memorial da Resistência, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promoverá mais uma edição do Sábado Resistente, projeto realizado em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política. O evento será às 14h00 e lançará o livro “Paixão de Honestino”, de Betty Almeida.

Honestino Monteiro Guimarães (1947-1973) foi líder estudantil, presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1971. Militou também contra a ditadura civil-militar como membro da Ação Popular Marxista-Leninista (AP). Em 1973, foi sequestrado pelas forças de segurança e desapareceu.

A obra “Paixão de Honestino” narra a trajetória do combatente, que a autora conheceu quando era estudante secundarista. Para elaboração do livro, esteve em contato com familiares, amigos e companheiros de luta de Honestino. Além de uma obra biográfica, o livro também é ferramenta de inspiração e aprendizados para os jovens que compõem a luta nos dias atuais.

O livro estará a venda por R$ 50,00 no dia do evento. Serão aceitos pagamentos em dinheiro e cartão.

PROGRAMAÇÃO

14h00 – Boas-vindas – Julia Gumieri (Memorial da Resistência de São Paulo)

14h10 – Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h20 – Exibição do vídeo “Honestino Guimarães”, de Paula Damasceno, produzido pelo Instituto CUCA da União Nacional dos Estudantes (UNE)

14h30 – Depoimento de Juliana Botelho Guimarães Lopes

14h40 – Mesa Redonda

Betty Almeida foi militante estudantil na UNB até 1968 e depois na UFRJ, onde terminou seus estudos. Mais tarde, já professora do Departamento de Química da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, participou do movimento sindical dos professores universitários. Hoje atua no movimento por memória, verdade e justiça e por direitos humanos. É autora de Paixões de Honestino, pela Editora Universidade de Brasília.

Dorgival Henrique, militante da Ação Popular processado e condenado, viveu na clandestinidade na década de 1970. Estudante de Direito afastado da UnB por perseguição política, onde militou com Honestino. Integrado à AP desde 1966 em São José do Rio Preto.

Ricardo Azevedo, jornalista e escritor. Ex-preso e exilado político. Dirigente da Ação Popular (AP), junto com Honestino. Autor de Por um triz – memórias de um militante da AP, Editora Plena.

Mariana Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE).

16h10 – Debate

SERVIÇO

Memorial da Resistência de São Paulo

Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz – Auditório Vitae – 5º andar
Telefone: (011) 3335-4990faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br

Aberto de quarta a segunda (fechado às terças)

Entrada Gratuita

Sobre o Livro:

PAIXÃO DE HONESTINO

Autora: Betty Almeida
Editora: Editora Universidade de Brasília
ISBN: 9788523011802
Ano: 2017
capa_plana_PaixaoHonestino“Os olhos azuis de sonhador – Sérgio Maggio” “Betty Almeida era uma secundarista durante a ditadura militar, quando encontrou o jovem Honestino, estudante de forte carisma e rosto expressivo, que irradiava energia e dinamismo. Dono de olhos azuis de brilho intenso, o estudante de Geologia da UnB transmitia franqueza e simpatia. “Era difícil não gostar dele à primeira vista”. Talvez tenha nascido nesse encontro a fagulha para Betty Almeida perseguir, com tanto afinco, a feitura da biografia Paixão de Honestino. O livro, um relato histórico, mas, sobretudo, afetivo e memorial, não é só a tentativa de contar a trajetória violentamente interrompida em 10 de outubro de 1973, quando o estudante foi sequestrado, torturado e morto.Diante do mistério sobre as circunstâncias da morte de Honestino, Betty Almeida elege a vida, a luta e a resistência como personagens centrais da obra. São 27 capítulos e anexos dedicados a Honestino e suas relações políticas, familiares e afetivas, que revelam a humanidade abrigada no jovem que se mitificou como mártir. Paixão de Honestino não localiza os restos mortais de uma vida interrompida pela força brutal da ditadura militar, nem desfaz os segredos da morte, mas traz aos olhos do leitor a alma de um homem e de seu tempo, num trabalho no qual memória, afetos e história se alinham e se sustentam..”


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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