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Sanções dos EUA contra a Venezuela caracteriza prática de terrorismo de estado

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela denunciou os ataques constantes dos EUA depois de Pompeo ter anunciado novas sanções a empresas
Redação AbrilAbril
AbrilAbril
Lisboa

Tradução:

Jorge Arreaza denunciou uma nova manobra da administração estadunidense com vista a intensificar o bloqueio comercial e financeiro que os EUA impõem à Venezuela.

Depois de o secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo, ter anunciado sanções a novas empresas que se encarregam de comercializar petróleo venezuelano, o diplomata afirmou, na sua conta de Twitter, que se trata de uma “obsessão criminosa”.

“A primeira coisa que o secretário Pompeo faz de manhã é anunciar outra agressão à Venezuela. Obsessão criminosa. Quer que os venezuelanos fiquem sem gasolina, que o Estado não possa vender petróleo para importar medicamentos, tratamentos, alimentos e insumos para produzir: Crime contra a humanidade”, escreveu Arreaza.

As afirmações do ministro venezuelano seguiram-se ao anúncio de Pompeo, também no Twitter: “Hoje, os Estados Unidos estão a sancionar quatro empresas pelo seu papel em facilitar o roubo de petróleo venezuelano por parte do regime de Maduro. Estas sanções isolam ainda mais o regime e são outro passo para alcançar a liberdade e a prosperidade para o povo da Venezuela”.

Trata-se, de acordo com a TeleSur, das empresas Adamant Maritime, Afranav Maritime e Sanibel Shiptrade, todas registadas nas Ilhas Marshall, e da grega Seacomber. Todas comercializam petróleo venezuelano.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela denunciou os ataques constantes dos EUA depois de Pompeo ter anunciado novas sanções a empresas

VicePresidencia de Venezuela
A ONU condenou estas sanções, sobretudo quando são utilizadas como meio de coerção política contra países

Crimes de guerra, terrorismo e atos de genocídio

Foi nestes termos que, nesta terça-feira, um grupo de especialistas e diplomatas classificou as sanções econômicas impostas contra países, ao participarem no seminário virtual “O impacto das medidas coercitivas unilaterais na luta mundial contra a Covid-19”, organizado pelas missões diplomáticas de Bielorrússia, China, Nicarágua, Cuba, Irã, Rússia, Síria, Venezuela e Zimbabué junto das Nações Unidas.

Os intervenientes defenderam como fundamental a unidade da comunidade internacional na condenação dessas medidas arbitrárias, por serem contrárias à Carta das Nações Unidas, ao direito internacional e por afetarem os direitos humanos à vida, à saúde, à alimentação, ao desenvolvimento dos povos.

Na sua intervenção, o representante permanente da Venezuela junto das Nações Unidas, Samuel Moncada, explicou que as sanções representam um “obstáculo ilegal” que torna “praticamente impossível” aos países a elas sujeitos “terem acesso ao sistema financeiro internacional ou ao comércio com liberdade para adquirir medicamentos e alimentos prioritários para enfrentar a crise pandêmica”, lê-se numa nota do Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros.

Sansões são condenadas pela ONU

O diplomata sublinhou que a ONU condenou estas sanções, sobretudo quando são utilizadas como meio de coerção política contra países, e lamentou que os estados que as aplicam “não tenham ouvido tais apelos e continuem a agir com impunidade contra a vida humana”. Neste sentido, explicou, trata-se de um “crime contra a humanidade”.

No contexto da luta contra a epidemia do novo coronavírus, Moncada exigiu ainda aos países que impõem sanções que “ponham de parte os interesses políticos e apoiem o interesse comum de salvar vidas”.

Redação AbrilAbril


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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