Pesquisar
Pesquisar

Sem reajuste salarial há 5 anos, servidores federais marcam paralisação para 10 de março

Categoria sofre com desmontes desde golpe contra Dilma Rousseff; vagas de aposentados não são respostas e áreas estratégicas não recebem investimento
Altamiro Borges
Blog do Miro
São Paulo (SP)

Tradução:

Apesar do silêncio da mídia privatista, segue a revolta dos servidores federais com seus salários congelados há cinco anos. A insatisfação cresceu ainda mais após Jair Bolsonaro anunciar reajustes somente aos agentes da Polícia Federal e da PRF. Diante da chiadeira, o fascista até recuou da “generosidade” com sua base eleitoral, mas não convenceu o funcionalismo.

Segundo o noticiário, vários protestos ocorrerão nesta semana. Os funcionários do Banco Central, os mais mobilizados, agendaram uma paralisação para 10 de março. Já os servidores do Tesouro Nacional e da Controladoria-Geral da União (CGU) realizarão atos um dia antes. Outros setores públicos também marcaram manifestações por reajuste salarial.

“Passado o Carnaval, e encurtando cada vez mais o prazo para fechamento da janela orçamentária, a pressão vai aumentar”, garantiu ao site Metrópoles o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), Rudinei Marques, que planeja protestos nas sedes da CGU e do Tesouro Nacional.

Categoria sofre com desmontes desde golpe contra Dilma Rousseff; vagas de aposentados não são respostas e áreas estratégicas não recebem investimento

Facebook
Servidores federais durante manifestação

Revolta e debandada

A revolta do funcionalismo federal é plenamente justificada. Desde o golpe do impeachment contra Dilma Rousseff, em 2016, a categoria tem sofrido duros retrocessos. Além da ausência de reajuste salarial, o setor está sendo desmontado – sem novos concursos para repor as vagas dos que se aposentam e com queda de investimentos em áreas estratégicas.

Diante do caos reinante, desde o final do ano passado houve um movimento inédito de exoneração dos cargos de chefia. A debandada atingiu funções importantes no Banco Central, Receita Federal e Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), entre outras áreas, com os profissionais exigindo “respeito, valorização e dignidade”.

Como registrou na época o site UOL, “o empenho direto do presidente Jair Bolsonaro na articulação que garantiu uma reserva no Orçamento de 2022 para dar aumento a policiais já começou a ter efeito em outras categorias de servidores, como os da Receita Federal e do Banco Central, que ameaçam debandada e manifestam indignação”.

Já a Folha enfatizou na mesma ocasião que “enquanto lutou pelo reajuste dos policiais federais, Jair Bolsonaro deixou de lado aproximadamente 1 milhão de servidores ativos, aposentados e pensionistas que estão com a remuneração congelada há cinco anos”. Agora, os servidores públicos federais prometem dar o troco ao desrespeito do “capetão”. A conferir!


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Assista na TV Diálogos do Sul


Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:

  • PIX CNPJ: 58.726.829/0001-56 

  • Cartão de crédito no Catarse: acesse aqui
  • Boletoacesse aqui
  • Assinatura pelo Paypalacesse aqui
  • Transferência bancária
    Nova Sociedade
    Banco Itaú
    Agência – 0713
    Conta Corrente – 24192-5
    CNPJ: 58726829/0001-56

       Por favor, enviar o comprovante para o e-mail: assinaturas@websul.org.br 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Altamiro Borges

LEIA tAMBÉM

Lula-RS-Brasil (2)
Nas mãos de Lula, caos no RS é sequela do bolsonarismo: desmonte ambiental e fake news
mães - palestina
Dia das Mães: algumas mães só querem a paz de presente, lembra ato pró-Palestina em Brasília
RS - inundações
Chamado à solidariedade internacionalista: inundação no RS demanda mobilização
Lula - 1 de maio
Cannabrava | Lula se perdeu nos atos de 1º de maio