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"Sistema de votação da Venezuela está longe de ser destruído", diz presidente do CNE

Tibisay Lucena anunciou que o Ministério Público já apontou dois magistrados como responsáveis pela condução da investigação sobre o incêndio no Conselho Nacional Eleitoral
Redação AbrilAbril
AbrilAbril
Caracas

Tradução:

Em coletiva de imprensa realizada ontem na sede do CNE – Conselho Nacional Eleitoral, a presidenta do órgão Tibisay Lucena anunciou que o Ministério Público já apontou dois magistrados como responsáveis pela condução da investigação sobre o incêndio que, no último sábado (07) praticamente destruiu um armazém com material eleitoral em Filas de Mariches, no município de Sucre (estado de Miranda), na Grande Caracas.

Lucena afirmou que as autoridades consideram diversas hipóteses quanto à origem do incêndio, que se propagou muito rapidamente e destruiu mais de 500 computadores, 49 mil máquinas de votação e outros materiais que seriam utilizados em atividades eleitorais.

Neste contexto e diante dos prejuízos, a presidente do CNE da Venezuela garantiu que o “sistema de votação do país está longe de ser destruído”, ressaltando que o organismo irá assegurar a realização das eleições previstas.

“Foi pouco o que se conseguiu resgatar”, disse Lucena, que insistiu na capacidade do CNE para manter a agenda eleitoral do país sul-americano. “Se há grupelhos imaginando que com tais ataques vão travar os processos eleitorais, estão enganados”, frisou.

Tibisay Lucena anunciou que o Ministério Público já apontou dois magistrados como responsáveis pela condução da investigação sobre o incêndio no Conselho Nacional Eleitoral

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Pelas redes sociais, venezuelanos compartilharam imagens do incêndio que destruíu depósito do CNE em Sucre

Tibisay Lucena afirmou ainda que as autoridades já estão investigando  as causas do incêndio e recolhendo provas. “O CNE quer saber a verdade. Qual foi a origem do fogo e por que se propagou tão rapidamente. Nenhuma hipótese está sendo descartada; “mas deixemos os relatórios das investigações determinem as causas e os autores do crime”. 

A presidente do CNE ressaltou que não é a primeira vez que isto acontece, lembrando que, em 2017, o órgão eleitoral sofreu um sinistro parecido, no âmbito das eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, em que foram queimadas máquinas de votação e agredidos trabalhadores.

Este incêndio ocorre no ano em que são eleitos os novos deputados da Assembleia Nacional venezuelana e num contexto em que a extrema-direita, apoiada por Washington, ameaça gerar focos de violência e de desestabilização no país caribenho.

Washington tem medo das eleições

“A administração estadunidense demonstra que teme o povo da Venezuela e eleições democráticas”, denunciou Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, em declarações sobre o incêndio do armazém do CNE.

Considerando-se os dados preliminares que apontam para uma ação de sabotagem, Rodríguez sublinhou que “o povo venezuelano está comprometido com a democracia” e insistiu que Washington apoia “um títere”, em referência ao autoproclamado Juan Guaidó e ambos “tem medo das eleições”.

“Assim, mesmo que continuem financiando e praticando ações de sabotagem, haverá eleições na Venezuela e eles sabem o que os espera: uma derrota inquestionável e acachapante”, finalizou.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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