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Soberania já Dilma! Lembremo-nos de Alcântara.

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Explosão na base de Alcântara. Crime ou acidente?
Explosão na base de Alcântara. Crime ou acidente?

João Vicente Goulart* 

Submissão e servilismo aos espiões não!

É de imensa falta de soberania o não esclarecimento imediato a nossa população o que faz uma base da NSA americana (National Security Agency) na capital de nosso país, em nossas barbas , em nossa casa, monitorando nosso governo, nossos planos militares, nossas estratégias e o pior, fazendo de bobo o povo brasileiro ao querer convencer- nos de que isto é normal em um país democrático?  Nossa embaixada em Washington é “target” prioritária?

Agora sabemos que o monitoramento se dá através de satélites por nós alugados dos nossos soberanos imperialistas que como quer convencer o embaixador Shannon é um monitoramento corriqueiro, em explicação ao ministro Paulo Bernardo das Comunicações. Ridículo se não fosse grave.

Será que para entender isto temos que voltar a agosto de 2003, onde a explosão até hoje não esclarecida pegou o Brasil e o Governo Lula de surpresa quando misteriosamente explodiu nossa base militar de Alcântara três dias antes do lançamento de nosso foguete transportador de um satélite brasileiro? Sabe-se que dias antes mais de 20 “turistas estadunidenses” estavam há dias nas pequenas pousadas de Alcântara, subitamente despertada para tão grande movimentação turística norte-americana? Onde foi parar a investigação daquele fato?

É sabido a aversão que os estadunidenses desenvolvem com quem quer ter a tecnologia de lançamento e construção de satélites próprios, mas o que diz nosso governo? Vamos fazer um protesto através da nossa chancelaria e pedir explicações ao embaixador dos Estados Unidos pensando que vamos ter um esclarecimento claro como merece nossa soberania? Ou teremos uma desculpa espalhafatosa e fica tudo por isso mesmo?

Nossa tecnologia espacial foi para o espaço ao custo da perda de 21 dos melhores técnicos e engenheiros aeroespaciais, atrasando em décadas nosso próprio satélite de comunicações e nós, mesmo sem apurar se foi ou não um atentado de sabotagem, passamos a usar através de aluguel satélites estadunidenses para nossas comunicações e deixamos para lá as investigações de quem foram os sabotadores?

Não custa lembrar que em 2011, o Governo FHC quase transfere essa base de Alcântara aos Estados Unidos e graças a um relatório do então Deputado Waldir Pires o Congresso soberanamente após ver o absurdo daquela operação onde o Brasil não poderia sequer entrar nas dependências da base optou por rejeitar aquele crime de “lesa-pátria” que se estava cometendo.

E hoje? Que respondemos ao Tio Sam? Vamos romper o contrato que mantemos com eles e os seus satélites ou vamos pedir ao mexicano Slim que nos empreste os dele para nossos planos estratégicos, sejam eles militares, de comunicação ou segurança de nossas fronteiras?

E depois ainda tem gente que defende a privatização de tudo, inclusive de nossa soberania…

João Vicente Goulart – Diretor do IPG- Instituto Presidente João Goulart


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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