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"Tarefa impossível": Estados Unidos precisam de Huawei para desenvolver 5G, diz especialista

Nova medida não representa um afrouxamento das medidas em relação à companhia chinesa, visa apenas manter a competitividade dos produtores americanos
Redação Sputnik Brasil
Agência Sportlight
São Paulo (SP)

Tradução:

De acordo com a nova regulamentação do Departamento de Comércio dos EUA, Washington irá permitir que as empresas americanas cooperem com a Huawei no desenvolvimento de padrões para rede 5G.

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Informa-se também que a nova medida não representa um afrouxamento das medidas em relação à companhia chinesa, visando apenas manter a competitividade dos produtores americanos.

Além de deixar empresários estadunidenses inquietos com a inserção da gigante tecnológica chinesa na lista negra do Departamento do Comércio dos EUA, alguns políticos também ficaram preocupados por essa decisão poder ter um impacto negativo sobre as empresas americanas.

Nova medida não representa um afrouxamento das medidas em relação à companhia chinesa, visa apenas manter a competitividade dos produtores americanos

Reprodução: Flick
Washington irá permitir que as empresas americanas cooperem com a Huawei no desenvolvimento de padrões para rede 5G.

Dois senadores dos EUA, Marco Rubio e Tom Cotton, enviaram uma carta ao Departamento do Comércio, Departamento de Estado e Pentágono ressaltando a necessidade de elaboração de normas legislativas que permitissem aos EUA participarem do desenvolvimento de padrões mundiais para a rede 5G.

Por causa na colocação no ano passado da empresa Huawei na lista negra, as empresas dos EUA desistiram de qualquer tipo de colaboração com parceiros chineses para evitar que elas mesmas sejam sancionadas.

As restrições tinham como objetivo limitar a transferência à China de qualquer tecnologia e propriedade intelectual dos EUA. Portanto, a cooperação entre as empresas de ambos os países relativamente aos padrões da rede 5G foi efetivamente suspensa.

Cessar a cooperação com a gigante tecnológica chinesa levou apenas ao fato de que os próprios EUA ficaram excluídos do processo de desenvolvimento de padrões internacionais, incluindo do 5G.

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Atualmente, empresas chinesas possuem cerca de 35% de todas as patentes do 5G, em comparação, as companhias americanas representam apenas 13%.

A decisão de Washington de permitir que suas empresas cooperem com a Huawei significa que sem a China já não é possível instalar redes de telecomunicações de 5ª geração, comentou em entrevista à Sputnik China Xu Canhao, professor do Instituto de Ciências e Tecnologias de Computação da Universidade de Suzhou.

“Atualmente a Huawei possui uma parcela muito grande das patentes mundiais na área 5G, sendo estas as patentes fundamentais, e em geral os padrões [da rede] 5G já foram desenvolvidos. Claro que os EUA podem começar a ‘reinventar a roda’ e aí eles vão precisar de novos padrões 5G. Mas esse é um trabalho muito complicado, é claramente uma tarefa impossível”, comentou o professor chinês. 

Contudo, o processo de desenvolvimento de redes de 5ª geração é um processo global, e nenhum país conseguirá sozinho realizar esta tarefa com sucesso, garante Xu Canhao. 

“Penso que a questão-chave consiste na cooperação internacional. Nenhum país consegue resolver por si só a tarefa de criação de redes 5G. A elaboração destas redes é um processo complexo, a Huawei não é a única empresa que possui as principais competências neste campo. As companhias ZTE, Samsung, Nokia, Ericsson possuem muitas patentes que são indispensáveis. Por isso, nesta área a cooperação internacional é uma componente muito importante, e não há uma única empresa que possa monopolizar o mercado de desenvolvimento das redes 5G”, concluiu o especialista. 

As tensões entre os EUA e a Huawei se intensificaram depois que a empresa foi colocada na Lista de Entidades pelo Departamento de Comércio em maio de 2019, restringindo a capacidade de a empresa comprar tecnologia norte-americana em meio à guerra comercial entre a administração Trump e Pequim.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Sputnik Brasil

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