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Tarso Genro | Resposta aos golpistas deve ser democrática, sofisticada e orgânica

As ações criminosas globais não mais se desvincularão da política interna
Tarso Genro
Diálogos do Sul Global
Porto Alegre (RS)

Tradução:

Os últimos acontecimentos golpistas do dia 8 mostram que a separação entre “Segurança de Estado” e “Segurança Pública” (interna), hoje, com a globalização da ideologia fascista – financiada pelo tráfico de drogas, de pessoas, e pela lavagem de dinheiro clandestino – integraram a criminalidade comum com as políticas do terrorismo político e com a subversão fascista. Os atores visíveis do dia 8 provam a afirmação: parte dos militares podem até ter ficado na “espreita”, mas o movimento veio de consórcios políticos criminosos organizados nas redes, em conluio com grupos políticos internos e externos da extrema direita.

A globalização financeira – legal/ilegal – se juntou “numa coisa só”, Segurança do Estado para a Democracia e Segurança Pública para a Cidadania. Quem viveu viu: o evento foi o mais visível do mundo ocidental, mas não foi o único.

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Documentos e depoimento comprovam apoio e proteção do Exército a extremistas golpistas

O nosso Governo deve responder a esta tentativa golpista dentro dos parâmetros democráticos, de forma sofisticada e orgânica no Estado, tanto no que refere à Segurança Nacional do Estado Democrático, como no plano da Segurança Pública Cidadã.

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Ambas, aliás, já são inseparáveis e as ações criminosas globais não mais se desvincularão da política interna, pois ela já tem presentes muitos “atores” da destruição ambiental e do tráfico de dinheiro sujo, nas instituições, nos partidos e nas religiões do dinheiro.

É isso!

Tarso Genro | Advogado, ex-governador do Rio Grande do Sul e colunista na Diálogos do Sul


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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Tarso Genro

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