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Temo um genocídio indígena, diz prefeito de Manaus sobre avanço da COVID-19

Até o momento, 25 indígenas morreram na floresta tropical enquanto o surto penetra lentamente em aldeias remotas; mais de 100 morreram em área urbana
Redação Sputnik Brasil
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Manaus

Tradução:

O prefeito da maior cidade da Floresta Amazônica afirmou que a pandemia do novo coronavírus está matando indígenas e alertou para um “genocídio” se o governo Jair Bolsonaro não proteger tribos vulneráveis. 

Até o momento, 25 indígenas morreram na floresta tropical enquanto o surto penetra lentamente em aldeias remotas, mas mais de 100 foram mortos pelo vírus em áreas urbanas, informaram autoridades de saúde e grupos indígenas. 

“Eu tenho medo de um genocídio”, disse Arthur Virgílio Neto, prefeito de Manaus, cidade de dois milhões de habitantes e capital do Amazonas, em um vídeo postado na mídia social na terça-feira (19).

Até o momento, 25 indígenas morreram na floresta tropical enquanto o surto penetra lentamente em aldeias remotas; mais de 100  morreram em área urbana

Facebook / Reprodução
Até o momento, 25 indígenas morreram na floresta tropical enquanto o surto penetra lentamente em aldeias remotas

O prefeito explicou que o governo Bolsonaro não estava preocupado com a situação dos povos indígenas e não fez nada para salvar vidas ameaçadas pelo surto.

“É um crime contra a humanidade o que eles estão fazendo aqui no meu estado do Amazonas, na minha região”, prosseguiu.

https://www.facebook.com/9af726bf-578e-4f3c-903b-a25617c99318

O gabinete de Bolsonaro não respondeu aos pedidos de comentário.

Os cuidados com a saúde dos povos indígenas são de responsabilidade do Ministério da Saúde e de seu serviço de saúde indígena Sesai, que não trata membros de uma tribo que migraram para longe de suas terras ancestrais.

Especialistas em saúde dizem que o surto que começou nas cidades agora está se espalhando para áreas isoladas, onde a população não tem acesso a cuidados intensivos de saúde.

Autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde declararam em uma entrevista virtual na terça-feira (19) que estavam particularmente preocupadas com o contágio na região da fronteira da Amazônia entre Colômbia, Peru e Brasil.

Redação Sputnik Brasil


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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