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Terremoto na Turquia também atinge Síria e agrava crise humanitária fruto da guerra civil

País sírio tem mais de 1.444 vítimas, que se somam às mais de 2.300 do território turco

Redação Rede Brasil Atual
Rede Brasil Atual
São Paulo (SP)

Tradução:

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* Atualizado em 06/02/2023 às 20h15.

Um forte terremoto atingiu na madrugada desta segunda-feira (6) o sudeste da Turquia e o noroeste da Síria . Até a última atualização desta matéria, as notícias dão conta de pelo menos 2.300 pessoas mortas no país turco e 1.444 na nação síria.

Há ainda mais de 13 mil feridos na Turquia e outros 3.500 na Síria. O terremoto, que durou cerca de um minuto e meio, também foi sentido no Líbano e no Chipre.

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Ainda é esperado um aumento dramático do número de mortes, à medida em que avancem os trabalhos de resgate em busca de sobreviventes nas regiões afetadas. Só na Turquia, os relatos são de que ao menos 5,6 mil prédios desabaram devido ao terremoto.  

Segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, o epicentro do tremor foi a 10 quilômetros da superfície. A autoridade turca responsável por administrar desastres e emergências disse que o tremor em 7,8 na chamada escala Richter e que a origem se deu perto da cidade de Kahramanmaras. Na Síria, as províncias mais atingidas foram Hama, Aleppo e Lataquia.

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O abalo derrubou prédios em várias cidades e equipes de regaste buscam por sobreviventes nos escombros. A terra começou a tremer pouco depois das 4h. A região passa por um período de inverno rigoroso e a noite além de fria, foi chuvosa e com neve. Enquanto as construções desabavam, fortes tremores secundários eram registrados.

Vários edifícios também foram destruídos em partes da cidade síria de Aleppo, informou o canal de TV Suriya, daquele país. O ministro do Interior turco, Suleyman Soylu, disse que o nível de alerta máximo foi emitido no país devido aos terremotos que afetaram várias regiões.

País sírio tem mais de 1.444 vítimas, que se somam às mais de 2.300 do território turco

Montagem
A Turquia está situada numa das zonas sísmicas mais ativas do mundo

Resgates

O governo turco declarou “nível de alarme 4”, ou seja, clamando por ajuda internacional. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que está em contato permanente com as autoridades das cidades atingidas. “Espero que possamos superar esse desastre juntos o mais rápido possível e com o mínimo de danos”, completou, em mensagem pelas redes sociais.

O primeiro-ministro Rishi Sunak afirmou no Twitter que o Reino Unido está pronto para oferecer assistência à Turquia e à Síria: “Meus pensamentos estão com o povo da Turquia e da Síria esta manhã, especialmente com os socorristas que trabalham tão bravamente para salvar aqueles presos pelo terremoto. O Reino Unido está pronto para ajudar da maneira que pudermos”, postou.

Em meio a grave crise humanitária, terremoto mata mais de mil pessoas no Afeganistão

Por sua vez, o conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, emitiu comunicado no mesmo sentido. “Estamos prontos para fornecer toda e qualquer assistência necessária. O presidente Biden instruiu a USAID e outros parceiros do governo federal a avaliar as opções de resposta dos EUA para ajudar os mais afetados. Continuaremos a monitorar de perto a situação em coordenação com o governo da Turquia”.

Síria abalada

O presidente sírio, Bashar al-Assad, convocou reunião de gabinete de emergência para avaliar os danos e discutir as medidas a serem adotadas.

O terremoto de hoje, quando chovia até granizo, é mais um duro golpe para a população das cidades afetadas, em meio à guerra civil no país que já dura quase 12 anos.

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A Turquia está situada numa das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Em novembro, um sismo de magnitude 5,9 atingiu a província turca de Düzce, a 200 quilômetros ao leste de Istambul, deixando pelo menos 68 feridos.

Redação | Rede Brasil Atual
Com agência Sputnik e redações


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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