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Tribunal Eleitoral da Guatemala barra lawfare e progressista Bernardo Arévalo vai ao 2º turno

Candidato à presidência foi alvo de um processo do Ministério Público por suposto caso de corrupção na tentativa de tirá-lo da disputa
Redação Telesur
Telesur
Caracas

Tradução:

O Tribunal Supremo Eleitoral da Guatemala confirmou na terça-feira (18) em um comunicado ao Ministério Público (Procuradoria) que não vetará o candidato presidencial Bernardo Arévalo de León, do partido político de corte socialdemocrata Semilla, em resposta a uma nova solicitação de suspender a mencionada organização.

A requisição, avalizada pelo juiz Fredy Orellana, vem a ser uma nova tentativa por parte do Ministério Público de anular a participação do Movimento Semilla nas eleições presidenciais do país centro americano, depois do seu avanço nas eleições gerais de 25 de junho último.

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Em 12 de julho, o Ministério Público gerou polêmica ao tentar tirar Semilla da disputa pela presidência guatemalteca por um suposto caso de corrupção, vinculado à entrega de assinaturas falsas, exigindo a expulsão do agrupamento das eleições. Esta ordem foi anulada pela Corte de Constitucionalidade.

Diante desta nova petição do Ministério Público, o Tribunal Supremo Eleitoral limitou-se a reiterar a necessidade de obedecer à decisão da Corte de Constitucionalidade, máxima instância legislativa em matéria eleitoral.

Candidato à presidência foi alvo de um processo do Ministério Público por suposto caso de corrupção na tentativa de tirá-lo da disputa

Telesur
O Movimento Semente de Arévalo de León conseguiu uma segunda volta eleitoral que será realizada no próximo dia 20 de agosto

A campanha do Ministério Público contra o Movimento Semilla gerou uma série de manifestações sociais por três dias, em frente ao órgão judicial, dirigido pela procuradora-geral, Consuelo Porras, sancionada em 2021 pelos Estados Unidos por “socavar” a Justiça na nação centro-americana.

Apesar de ganhar as eleições de 25 de junho, como anunciavam todas as pesquisas, a Unidade Nacional da Esperança (UNE), da ex-primeira dama Sandra Torres Casanova, Arévalo de León a surpreendeu ao conseguir um segundo lugar que alavancou 23 dos 160 deputados, tornando-se Semilla a terceira força do parlamento.

Graças a isso, o Movimento Semilla de Arévalo de León provocou um segundo turno eleitoral que ocorrerá em 20 de agosto próximo.

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O processo contra Semilla é liderado pelo chefe de seção Rafael Curruchiche, sancionado também pelos Estados Unidos em 2022, quando retiraram seu visto sob acusações de “criar falsos casos” contra ex-autoridades.

O juiz Fredy Orellana, que assinou a solicitação de suspensão, também fora encarregado do processo que imputou e encarcerou o reconhecido jornalista José Rubén Zamora Marroquín, por ser um dos principais críticos do Governo de Alejandro Giammattei.

Redação Telesur
Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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