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Tumbas vazias são obstáculo para identificar vítimas de invasão dos EUA ao Panamá

Não há uma explicação precisa do porquê debaixo de lápides não há restos humanos e os trabalhos de exumação serão estendidos por mais dois meses

Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Cidade do Panamá

Tradução:

Lápides com nomes, mas com tumbas vazias e acúmulo de meia centena de cadáveres sem identificação, é o novo cenário enfrentado pela exumação de vítimas da invasão estadunidense ao Panamá (1989).

Em um polígono de 320 metros quadrados, dentro do cemitério Jardim de Paz, na capital, encontraram-se os restos de 53 pessoas até a semana passada, em uma diligência legal sob a supervisão do Ministério Público (MP), solicitada por familiares de 14 falecidos e pela Comissão 20 de Dezembro. 

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A nova situação alterou o processo original de busca e identificação aberto por 14 expedientes, advertiu o diário La Estrella de Panamá, o qual aventou a possibilidade de que o trabalho se estenda aos 123 cadáveres supostamente enterrados nessa fosse comum; uma decisão ainda pendente. 

Não há uma explicação precisa do porquê debaixo de lápides não há restos humanos e os trabalhos de exumação serão estendidos por mais dois meses

Prensa Latina
Exumações revelam ausência de restos debaixo de lápides

Perguntas sem respostas

Não há uma explicação precisa do porquê debaixo dessas lápides não há restos humanos e parte do trabalho do MP e da Comissão é determinar que os cadáveres sepultados coincidam com a lista de nomes. 

A rigor, as autoridades seriam obrigadas a exumar todos os corpos enterrados na fossa comum para realizar as provas de DNA e compará-lo com os familiares, o que seria reconstruir o que foi feito entre março e maio de 1990, quando foram desenterrados para identificação, opinou uma fonte.

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Exumações revelam ausência de restos debaixo de lápides, é o título do jornal, que informou que, após explorar quatro tumbas vazias com nomes e encontrar restos no que supunham que era uma vereda para caminhar, autoridades e especialistas decidiram escavar toda a área de enterramento. 

“Há placas que identificam tumbas, mas embaixo não se encontram os restos das pessoas que inumaram”, confirmou a promotora Geomara Guerra ao jornal La Prensa, e qualificou de “surpresa” o ocorrido, um reflexo de que as vítimas foram levadas ao cemitério sem conservar sua identidade. 

Explicou que as provas de DNA confrontadas com familiares deverão ser feitas em Costa Rica, onde existe a tecnologia para estudar enterramentos de mais de 30 anos. 

Por isso, José Luis Sosa, secretário executivo da Comissão 20 de Dezembro, grupo que busca esclarecer a verdade sobre a invasão dos Estados Unidos ao Panamá em 1989, manifestou que os trabalhos de exumação, previsto para serem concluídos no próximo 20 de março, serão estendidos por até dois meses mais. 

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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