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Venezuela considera "histórica" eleição para o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Governo bolivariano derrotou Grupo de Lima na eleição do Conselho de Direitos Humanos da ONU e representará a América Latina e Caribe até 2022

Redação AbrilAbril
AbrilAbril
Lisboa

Tradução:

A Venezuela e o Brasil foram os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) eleitos, nesta quinta-feira, para ocupar os dois assentos do Grupo da América Latina e Caraíbas no Conselho de Direitos Humanos para o mandato de 2020-2022.

A composição do organismo, que integra 47 estados, foi decidida ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo o Brasil obtido 153 votos e a Venezuela alcançado 105. De fora, no grupo da América Latina, ficou a Costa Rica, com 96 votos, informa a TeleSur.

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Em coletiva de imprensa realizada na Casa Amarela (sede do Ministério venezuelano dos Negócios Estrangeiros), o titular da pasta da diplomacia bolivariana, Jorge Arreaza, classificou como “histórica” a eleição, na medida em que, disse, o seu país hoje “enfrenta uma campanha feroz comandada pelos Estados Unidos e apoiada por seus governos satélites”.

Arreaza lamentou ainda que a “diplomacia costa-riquenha tenha incorrido no erro histórico de apresentar a candidatura do seu país para impedir que a Venezuela entrasse no Conselho dos Direitos Humanos”, na sequência das manobras levadas a cabo nesse sentido pelo chamado Grupo de Lima, os EUA e a União Europeia, revela a Prensa Latina.

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O diplomata informou que a Venezuela realizou uma campanha para a eleição no âmbito do protocolo das Nações Unidas, “apresentando contribuições e propostas, e não com falsas intenções, como alguns países”.

Finalmente, reafirmou o compromisso da República Bolivariana da Venezuela com os princípios do multilateralismo e a defesa dos direitos humanos, e disse que o seu país não irá faltar à confiança daqueles que o apoiaram, nomeadamente os países não-alinhados

Governo bolivariano derrotou Grupo de Lima na eleição do Conselho de Direitos Humanos da ONU e representará a América Latina e Caribe até 2022

ONU/Elma Okic
Sessão especial do Conselho de Direitos Humanos em Genebra

Triunfo do povo venezuelano

Na sua conta de Twitter, o embaixador da Venezuela junto as Nações Unidas, Samuel Moncada, afirmou que “hoje é um dia histórico” para a Venezuela. “Triunfou o direito internacional e a tentativa de impor um enclave colonial na Venezuela fracassou”.

O diplomata sublinhou que a vitória resulta de um esforço coletivo do corpo diplomático no meio de adversidades nunca vistas, num contexto inédito, na medida em que o país sul-americano “nunca antes tinha enfrentado eleições contra forças tão grandes e poderosas”.

O triunfo é também do povo venezuelano, “da sua heróica resistência face às agressões coloniais, da sua dignidade perante aqueles que se humilham pedindo invasões estrangeiras e violações dos direitos humanos de milhões de inocentes com cruéis extorsões chamadas sanções”, frisou Moncada.

Em nome da República Bolivariana da Venezuela, exigiu ao grupo de países “saqueadores dos bens venezuelanos no mundo que devolvam o que roubaram ao povo”.

A eleição da Venezuela foi criticada por figuras como Mike Pompeo, secretário de Estado estadunidense – que, sem olhar para seu país, acusou Nicolás Maduro de destruir os direitos humanos de cada venezuelano – e Carlos Holmes Trujillo ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, também sempre disposto a mentir sobre o “ditador Maduro”, enquanto a chacina e a miséria continuam em seu país. No Twitter, Jorge Arreaza respondeu a um e a outro.

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Redação AbrilAbril

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