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Venezuela denuncia uso da pandemia como arma de extermínio pelos Estados Unidos

"É um experimento genocida que nossa nação nunca havia enfrentado e nos exige máxima disciplina e consciência para salvar nosso povo”, diz embaixador

Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Caracas

Tradução:

O governo dos Estados Unidos apelou à pandemia de Covid-19 como pretexto para escalar na política de agressões contra a Venezuela, disse o embaixador do país sul-americano ante à ONU, Samuel Moncada.

“[Donald] Trump e seus sequazes usam a pandemia como arma de extermínio com a asfixia econômica. É um experimento genocida que nossa nação nunca havia enfrentado e nos exige máxima disciplina e consciência para salvar nosso povo”, escreveu Moncada na rede social Twitter.

Em tal sentido, denunciou que o Centro para Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS por sua sigla em inglês) usa o coronavírus como desculpa para um novo ataque militar.

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“Segundo eles, em uma primeira fase, a Venezuela seria desbordada por contágios e os venezuelanos desesperados colapsariam os serviços de saúde da Colômbia e do Brasil”, assinalou o diplomata ao recordar o papel do CSIS como um dos órgãos de propaganda de Washington mais ativos na campanha para a invasão do país sul-americano.

"É um experimento genocida que nossa nação nunca havia enfrentado e nos exige máxima disciplina e consciência para salvar nosso povo”, diz embaixador

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Os ataques dos vizinhos contra a Venezuela se produziriam antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos

Brasil e Colômbia como arietes

Em uma segunda etapa da estratégia intervencionista, os governos da Colômbia e do Brasil, “desesperados pela ameaça pandêmica da Venezuela pediriam a intervenção de organismos internacionais sem obter resposta”, alertou o funcionário.

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Acrescentou que os ataques dos vizinhos contra a Venezuela se produziriam antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, ao tempo que a agressão se apresenta como um ato de “autopreservação” ou “legítima defesa” diante da ameaça venezuelana.

Diante desse cenário, Moncada assinalou que ainda falta ser cumprida a principal condição para realizar os planos intervencionistas, ao apresentar a Venezuela resultados superiores no enfrentamento à pandemia em comparação com seus vizinhos sul-americanos.

De acordo com as cifras oficiais, as autoridades venezuelanas reportaram 36 868 casos de Covid-19, 69% destes já recuperados, e um saldo fatal de 303 falecidos, menos de 1% do total de contágios.

Em contraste, o Brasil contabilizou três milhões 470 mil e 517 pessoas infectadas e 111 443 vítimas fatais, enquanto na Colômbia esses indicadores acendem a 502 178 e 15 979 respectivamente, segundo dados do portal worldometers.info.

“Lição para todos, os inimigos da Venezuela estão usando a pandemia como arma de guerra”, asseverou o diplomata venezuelano, o qual qualificou o plano nacional de saúde pública como pilar fundamental na defesa do país.

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução: Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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