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Venezuela mostra provas dos danos causados pelas sanções dos EUA: "Autoridades sabiam"

O governo venezuelano apresentou no Tribunal Penal Internacional um novo informe sobre os efeitos das medidas coercivas unilaterais impostas pelos estadunidenses
Redação AbrilAbril
AbrilAbril
Lisboa

Tradução:

Numa conferência de imprensa, ontem, no Palácio de Miraflores (sede do executivo), a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, disse que o seu país entregou no Tribunal Penal Internacional (TPI) um relatório contendo provas dos danos causados pelas sanções norte-americanas ao povo venezuelano.

Os ataques dos Estados Unidos contra o país sul-americano têm um só objectivo político, que é derrotar um governo não alinhado com os seus interesses, destacou a vice-presidente.

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Rodríguez sublinhou o carácter criminoso das sanções, que a Venezuela denunciou no TPI, em Fevereiro de 2020, como crimes contra a humanidade, uma vez que constituem um ataque sistemático contra a população civil, refere a TeleSur.

Esses crimes eram do conhecimento das autoridades dos Estados Unidos, afirmou Rodríguez, que apresentou algumas declarações de funcionários norte-americanos que provam que estavam a par das acções que se aplicavam contra a Venezuela para provocar o colapso da sua economia.

O governo venezuelano apresentou no Tribunal Penal Internacional um novo informe sobre os efeitos das medidas coercivas unilaterais impostas pelos estadunidenses

Montagem Diálogos do Sul
Crimes eram do conhecimento das autoridades dos Estados Unidos.

Do relatório agora entregue no TPI no contexto do processo «Venezuela II», constam textos e declarações do Departamento de Estado, do ex-secretário de Segurança Nacional, John Bolton, do ex-embaixador dos EUA na Venezuela, William Brownfield, e do ex-secretário de Estado, Mike Pompeo, entre outros.

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Um dos países mais castigados pelas sanções

«A Venezuela, no curto período de cinco anos, situa-se no quinto posto dos países com maior número de medidas coercivas unilaterais», entre mais de trinta na mesma situação, disse Rodríguez.

A aplicação sucessiva de medidas coercivas por parte de Washington nos últimos anos conduziu ao bloqueio da indústria petrolífera venezuelana, provocando uma queda drástica na entrada de divisas no país, recordou a vice-presidente.

Entre os prejudicados pelas medidas dos EUA com vista a uma mudança de regime, a Venezuela regista 192 pessoas directamente visadas, 150 empresas (dez estatais e 140 privadas), 69 embarcações, 30 petroleiros e 58 aeronaves.

Além disso, as sanções levaram ao roubo de 31 toneladas de ouro venezuelano (depositadas no Banco de Inglaterra), bem como ao congelamento de sete mil milhões de dólares no estrangeiro, acrescentou.

Estas medidas são extraterritoriais e ilegais, porque violam a jurisdição venezuelana, destacou Rodríguez, que condenou o seu impacto em todos os programas sociais do governo.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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