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Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos se reúne no Chile

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

 

Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos
Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos

Waldo Mendiluza Rodríguez*

Em 2013, a América Latina e o Caribe buscarão consolidar seus esquemas de integração, objetivo pelo qual está reservado um papel chave à única entidade multinacional que agrupa os 33 países independentes da região.

O bloco da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) terá em fins de janeiro sua primeira reunião de cúpula, onde encarará desafios como a concertação política em foros internacionais, a crise econômica, a mudança climática, a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável.

Santiago de Chile acolherá nos dias 27 e 28 deste janeiro quase a totalidade dos chefes de Estado e de Governo da região, que deverão subscrever uma Declaração Política e um Plano de Ação, este último com as projeções da organização para 2013 nos diferentes tópicos.

O país anfitrião deverá entregar a Cuba a presidência pro tempore da Comunidade, que surgiu em dezembro de 2011 em Caracas, onde líderes latino-americanos e caribenhos a consideraram como a concretização do sonho de próceres e precursores da unidade regional como Simón Bolívar e José Martí.

A propósito do papel de Cuba na presidência da Celac, o presidente Raúl Castro considerou que “representa, ademais de uma alta honra, uma grande responsabilidade a qual consagraremos os maiores esforços e energia”.

Apesar de todas as dificuldades e perigos, “Nossa América” preserva em seus objetivos de independência, soberania, desenvolvimento e integração, sabendo que sem justiça social e uma distribuição mais equitativa da riqueza isso não seria possível, disse Raúl no ano passado no encerramento da VII Legislatura do Parlamento cubano.

Em encontro com jornalistas em Havana, o vice-chanceler Abelardo Moreno adiantou algumas das projeções de Cuba na presidência da Celac. Disse que La Habana terá na agenda o impulso à integração, a solidariedade e a paz regionais.

 

Cuba e a Celac em 2013

Em 28 de janeiro, na segunda e última jornada da I Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Celac, Cuba receberá dos anfitriões chilenos a presidência pro tempore do bloco. Para Moreno se trata de uma grande responsabilidade, a partir das expectativas fixadas por latino-americanos e caribenhos em uma entidade cujo nascimento foi acordado por mandatárias da área em Cancún, México, durante a Cúpula da Unidade, realizada em fevereiro de 2010.

Esclareceu que entre os objetivos da gestão cubana estarão questões de integração, como a busca por uma maior concertação de cara às discussões dos grandes temas no cenário internacional – Nações Unidas, por exemplo – e na coordenação no marco da Celac dos blocos já existentes.

Em América Latina e Caribe funcionam vários instrumentos de consenso político, econômico e social, como a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), a Unasul, Caricom, Mercosul, o Sistema de Integração Centro-americana e a Comunidade Andina.

Na presidência Cuba também impulsará a solidariedade como conceito reitor da cooperação entre os países.

Até agora se trabalhou, ou pelos caminhos das uniões alfandegárias, a redução dos tarifas, em outras palavras, poucas experiências fora desse caminho trilhado, segundo Moreno. Nesse sentido mencionou a Alba como um mecanismo caracterizado por seus princípios de complementação e enfoque social.

Tomando a Alba, acreditamos que no marco da Celac pouco  a pouco se pode ir modificando o conceito da cooperação e distanciá-lo das ataduras e condicionamentos que soem se apresentar nas ajudas de países doadores (desenvolvidos) o que devemos mudar porque não guarda relação com uma nova América Latina, completou.

Acrescentou que Cuba deverá trabalhar também com o propósito de considerar a região uma zona de paz, “onde exista o compromisso de todos os países que a integram de resolver conflitos e diferenças pelas vias do diálogo e a negociação”.

 

Fóruns da Celac neste ano

Com relação aos fóruns previstos para a Celac durante a gestão cubana, destaca-se a I Reunião de Ministros de Educação, programada para La Habana em 7 de fereveiro no marco da Pedagogia 2013, encontro internacional que se realizará no Palácio das Convenções. Também será realizado em Paramaribo, Suriname, um encontro dos titulares de Cultura do bloco e no transcurso do ano se celebrarão outros encontros sobre drogas, infraestrutura e a procura de uma nova arquitetura financeira regional.

* Editor-chefe da redação nacional de Prensa Latina.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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