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Coreia do Norte: Mundo seria mais seguro e pacífico sem planos hegemônicos dos EUA

Liderança do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, disse ainda que Casa Branca impulsiona guerra com envio de armas à Ucrânia
Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Pyongyang

Tradução:

A Rússia instou, neste sábado (28), todos os implicados na situação em torno da península da Coreia a evitarem um choque nuclear aberto no nordeste da Ásia, declarou o vice-ministro de Negócios Exteriores Serguei Riabkov.

O vice-titular afirmou que não gostaria de falar sobre as perspectivas de um confronto nuclear nesta parte do mundo, pois os esforços de todos os envolvidos devem concentrar-se em evitar tal confronto, segundo destacou no sábado a agência de notícias Sputnik.

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Riabkov afirmou que, para resolver os numerosos problemas da sub-região, inclusive o nuclear, deveria ser criado um sistema de manutenção da paz na base dos princípios de igualdade e escalonamento, que dê garantias a todas as partes.

O vice-chanceler afirmou que a Rússia está pronta para o diálogo e aberta a contatos construtivos com todas as partes interessadas na base de iniciativas conjuntas com a China, uma folha de rota e um plano de ação para uma solução integral dos problemas da península da Coreia.

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“Quanto à questão do hipotético reconhecimento do status nuclear da República Popular Democrática da Coreia, gostaria de confirmar que a Rússia está plenamente comprometida com o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), segundo o qual só cinco países têm tal status”, destacou.

O TNP, em vigor desde 1970, só permite a Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia (substituindo a União Soviética) possuir armamento nuclear e lhes proíbe de transferir a qualquer outra nação este tipo de armas ou o controle sobre elas.

As cláusulas do acordo também proíbem estes cinco Estados de ajudar os países não possuidores de armas nucleares, sejam ou não parte do Tratado, de fabricar, adquirir ou ter controle sobre as armas e dispositivos de destruição em massa, enquanto que estes últimos se comprometem a não desenvolvê-las.

Liderança do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, disse ainda que Casa Branca impulsiona guerra com envio de armas à Ucrânia

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Coreia do Norte: Governo estadunidense e seus aliados ocidentais vulnerabilizam a paz e a segurança mundial




RPDC acusa EUA de agravar conflito na Ucrânia com mais armas

A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) acusou, na última sexta-feira (27) os Estados Unidos de serem os responsáveis pelo agravamento do conflito na Ucrânia ao abastecerem Kiev com armamento em sua tentativa de destruir a Rússia.

Em uma declaração publicada pela agência estatal de notícias ACNC, a subchefe do departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, afirmou que o governo estadunidense e seus aliados expõem todo o continente europeu ao sério perigo da guerra.

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“Recentemente Washington evidenciou sua postura agressiva contra Moscou com a publicação oficial do fornecimento às tropas ucranianas do tanque principal utilizado pelas forças armadas norte-americanas”, afirma o texto.

Kim Yo Jong considera que o abastecimento armamentista por parte dos Estados Unidos faz parte do que qualificou de sinistra intenção de ampliar a guerra para conseguir a destruição da Rússia.

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A porta-voz assegurou que o mundo seria mais seguro e pacífico sem os planos hegemônicos de Washington, que constituem sérias ameaças e desafios para a segurança estratégica da Rússia.

Além de expressar sua preocupação, a alta funcionária condenou categoricamente a conduta da Casa Branca de produzir uma escalada da guerra com o envio de equipamentos bélicos para o ataque terrestre na Ucrânia.

Também acusou o governo estadunidense e seus aliados ocidentais de vulnerabilizar a paz e a segurança mundial e assegurou que não têm autoridade moral para censurar o direito de autodefesa dos Estados soberanos.

Não obstante, Kim Yo Jong manifestou sua confiança na vitória do povo e do exército russos frente aos planos de Washington e de seus seguidores.

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“Por muito desesperadas que sejam as ações das forças aliadas imperialistas, jamais poderão subjugar o ímpeto heroico do exército e do povo da Rússia, que encarnam patriotismo, tenacidade e grande força espiritual”, acrescentou.

Por último, reiterou o apoio do governo e do povo da RPDC a seus homólogos russos que defendem a dignidade e a honra do Estado, assim como a soberania e a segurança do país.

Redação | Prensa Latina
Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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