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Eleições 2022: Quem considera que política não se discute quer que tudo continue como está

O voto é secreto e trata-se do exercício de um componente da cidadania. Mas será muito bom que o debate político, educado, faça parte e ajude nessa escolha
Claúdio di Mauro
Diálogos do Sul Global
Uberlândia (MG)

Tradução:

A luta para conseguir os votos que darão vitória para um dos candidatos precisa ocorrer sem desespero, sem agressividade.

Lembremos, em geral, que brasileiros(as) são gentis, educados(as), repletos(as) de amor, solidariedade e alegria.

As ameaças e a agressividade não ajudam no convencimento de quem ainda não decidiu seu voto.

Por isso, a busca de votos deve ser com determinação, respeito e educação.

Não adianta gastar tempo com quem já decidiu seu voto. A busca deve ser entre os que se abstiveram, os eleitores que votaram em Simone Tebet, no PDT e Ciro. Esses são os eleitores que precisam ser convencidos pelas propostas dos candidatos.

Por isso, torna-se indispensável o discurso da democracia aprofundada.

Mesmo com votação acirrada, novos apoios devem garantir vitória a Lula no 2º turno

O que fez com que o nível de abstenção fosse tão elevado? Quem são os setores sociais que não conseguiram votar? É muito importante que as pessoas saibam que seus votos são necessários para decidir quem governará o Brasil.

Independentemente do candidato que as pessoas escolherem, torna-se indispensável que votem, exerçam a cidadania. É necessário que essas pessoas entendam e saibam distinguir o que é informação verdadeira e o que é notícia falsa, fake news.

Assista na TV Diálogos do Sul

Há quem diga que política e religião não se discute.

Isso não é verdade, a política precisa ser discutida.

Politicamente o País é governado. O preço da farinha, do feijão, da carne, do gás, da passagem do ônibus, tudo isso é definido politicamente.

É indispensável debater política e escolher o candidato que poderá atuar nesses setores.

É politicamente que se decide o respeito pelo Nordeste do Brasil e pelos nordestinos. Temos que reconhecer a grandeza de todo o povo brasileiro, independente da região em que vivem e suas escolhas.

Se não quisermos a política que privilegia a Casa Grande contra as Senzalas, contra os Quilombolas, contra as Nações Indígenas, devemos ficar atentos para decidir politicamente.

Quem considera que temas políticos não se discutem é pelo motivo de saber que a Casa Grande está vencendo e quer que tudo continue igual. As pessoas podem sim fazer essa escolha, mas o debate temático ajuda nessa tomada de decisão.

Cada um pode escolher seu caminho e seu voto. Afinal, o voto é secreto e trata-se do exercício de um componente da cidadania. Mas será muito bom que o debate político, educado, faça parte e ajude nessa escolha.

O voto é secreto e trata-se do exercício de um componente da cidadania. Mas será muito bom que o debate político, educado, faça parte e ajude nessa escolha

Freepik
Nossas escolhas precisam ser tomadas com a consciência de que estamos definindo nosso futuro e o de milhões de pessoas

É possível avaliar a importância da inclusão social? Os subalternizados poderão ser incluídos em condições de cidadania? Como isso poderá acontecer? Isso tem importância na definição do voto?

Uma sociedade que privilegia o individualismo em detrimento do bem coletivo, se desagrega e seu futuro é de destruição. Disputas desenfreadas, sem respeito às regras e pactos estabelecidos, tendem a desencadear sociedades com futuro sombrio.

Torna-se necessária e indispensável a valorização da soberania do País. Isso deveria ser inegociável. Brasileiros(as) precisam se dedicar na construção de um País com povo livre, valorizado e perseverante.

Brasileiros devem nutrir esperanças, com fé. Sabendo que “…fé sem obras é fé morta”!!! Nossas escolhas precisam ser tomadas com a consciência de que estamos definindo nosso futuro e o de milhões de pessoas!!! O amanhã deve ser melhor do que hoje!!!

Mas, não abrimos mão de que A ESCOLHA É DE CADA UM!!!

Cláudio Di Mauro | Geógrafo e colaborador da Diálogos do Sul.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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