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FEPAL publica carta de apoio à jornalista e ativista Lúcia Helena Issa

Escritora é ameaçada após conceder entrevista denunciando tráfico de mulheres para Israel; história teria inspirado novela da Globo
Redação Fepal
Fepal
São Paulo (SP)

Tradução:

Em face dos violentos ataques e ameaças à jornalista, escritora, conferencista e ativista pelos direitos humanos Lúcia Helena Issa, sofridos a partir de entrevista ao programa Tons de Resistência (TV 247), quinta-feira (20), sobre o “Tráfico de Mulheres para Israel”, esta Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) manifesta-lhe apoio e solidariedade e tece as considerações que seguem:

1.   A entrevista tratou das judias pobres da Europa traficadas para prostituição, cuja ação se dava em comunidades euro-judaicas e seus operadores se davam por judeus, elemento (o credo religioso) fundamental nesta “empresa” cruel e desumana;

2.   Também tratou do tráfico de mulheres na atualidade, por quadrilhas sediadas em Israel ou noutros países, cujos membros têm cidadania israelense obtida pelo critério religioso, a anacrônica forma com que o estado israelense reconhece a nacionalidade; 

Assista reportagem do Fantástico sobre o tema:

3.   Esclareceu quanto à novela “Salve Jorge” (Globo), que tratou do tráfico de mulheres para a prostituição em Israel a partir da trágica morte da brasileira Kelly Fernanda Martins, mas que romanceou os fatos como acontecidos na Turquia, e não em Israel;

Escritora é ameaçada após conceder entrevista denunciando tráfico de mulheres para Israel; história teria inspirado novela da Globo

Reprodução/Facebook
Entrevista com denúncias ao tráfico de mulheres para Israel foi retirada do ar

 4.   Divergir da jornalista não autoriza à acusação indevida, equivocada e manipuladora de “antissemitismo” ou racismo e, menos ainda, de “negacionismo”, chantagem inovadora para calar quem denuncia o regime sionista israelense como de apartheid;

5.   Os defensores de Israel, que não confundimos com o judaísmo, um dos patrimônios do monoteísmo, aos quais dedicamos respeito e solidariedade, mais bem fariam a si e à humanidade se compreendessem que seu verdadeiro inimigo são os crimes israelenses de lesa-humanidade na Palestina, hoje notórios ao mundo;

O mundo diante da permanente tentativa de “normalizar” o Apartheid na Palestina Ocupada

6.   Ao retirar a entrevista do ar, o respeitável site Brasil 247 cedeu aos que temem a liberdade de expressão e contribuiu com o intento sionista de criminalizar pessoas e organizações que denunciam os crimes de Israel, inclusive buscando construir nos tribunais brasileiros, artificialmente, jurisprudência que garanta esta criminalização; e

7.   Por fim, estendemos solidariedade e apoio à jornalista Lúcia Helena Issa, vitimada por ódio e intolerância dos que ainda refutam conviver em sociedade democrática e plural.

Palestina Livre a partir do Brasil, 24 de janeiro de 2022, 75º ano da Nakba


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