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Gesto de Lula é gigantesco e aumenta pressão sobre Netanyahu em momento crucial

Não há precedente histórico para tamanho horror; a comparação de presidente brasileiro é óbvia para quem tem o mínimo de honestidade intelectual
Redação Fepal
Fepal
São Paulo (SP)

Tradução:

O presidente Lula logrou êxito ao comparar o genocídio palestino com o holocausto euro-judeu e as políticas da Alemanha nazista na Europa. Nós da FEPAL agradecemos o gesto corajoso de Lula, que em sua ação lava a alma dos palestinos e daqueles que ainda tem alguma humanidade e decência de reconhecer a magnitude da tragédia humanitária que vivemos neste momento.

E tem implicações internacionais importantíssimas.

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O sionismo é uma ideologia genocida, colonial, supremacista e que impetra um apartheid sobre os palestinos. Suas táticas são tão violentas quanto as práticas nazistas e segue à risca a cartilha das ideologias supremacistas que o mundo conhece e condena. Lula, nesse sentido, ao compreender a magnitude da tragédia que Gaza vive hoje, relaciona ao infeliz acontecimento do holocausto.

Portanto, nos debruçamos à tal comparação para trazer em números uma triste realidade: o genocídio que “israel” faz na Palestina não tem precedente histórico. Basta ver os números.

12 perguntas sobre o genocídio em curso: e se Gaza for a Auschwitz do século 21?

Em 135 dias de genocídio (18/02/2024) na Palestina:

– Mortos: 29.398 e 8 mil corpos desaparecidos sob escombros. Total: 37.398 palestinos assassinados. Isso representa 1,68% da população de Gaza.

Aplicada porcentagem equivalente:

Em 135 dias, no mundo seriam 136 milhões de mortos em 135 dias; na Europa, 12,6 milhões; no Brasil, cerca de 3,4 milhões de assassinados.

Nessa escala de extermínio, em 6 anos, duração da Segunda Guerra Mundial, seriam:

– 2,3 bilhões de mortos no mundo.
– 214 milhões de mortos na Europa, 3 vezes mais que na Segunda Guerra Mundial.

– 58,5 milhões de mortos no Brasil.

Falando apenas de crianças, “israel” mata, proporcionalmente, no mínimo 236 vezes mais crianças que a Segunda Guerra Mundial.

Não há precedente histórico para tamanho horror; a comparação de presidente brasileiro é óbvia para quem tem o mínimo de honestidade intelectual

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula tem razão: o genocídio palestino é perfeitamente comparável ao holocausto euro-judaico e deve cessar imediatamente




Para além dos números

Se os números não bastam, puxemos na memória os horrores que se vê em Gaza. “israel” mata em escala industrial. Uma população miserável, indefesa e composta por 73% de refugiados da Nakba entre 1947 e 1951. Factualmente, não há precedente histórico para tamanho horror. A comparação de Lula é óbvia para quem tem o mínimo de honestidade intelectual. O genocídio palestino é, factualmente, igual ou pior que holocausto euro-judaico.

No entanto, a grandeza de Lula não está só na coragem de dizer o óbvio, mas também no “timining“! “israel” está prestes a invadir Rafah, extremo sul de Gaza e que abriga mais de 1,5 milhões de palestinos em tendas.

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Ao mesmo tempo, o maior campo de refugiados da história, um campo de concentração gigantesco e em vias de se tornar o maior campo de extermínio já visto. Nesse contexto, Lula joga os holofotes e muita pressão internacional em Netanyahu em um momento-chave da história e do genocídio palestino, o primeiro televisionado, testemunhado por bilhões de pessoas nas telas de TV, computadores e celulares, páginas de jornais e revistas, na locução de rádios, púlpitos e praças públicas.

A falta de condenação internacional, principalmente dos aliados ocidentais de Netanyahu, às declarações de Lula, escancaram o isolamento internacional de “israel” e dão ao presidente brasileiro apoio, no mínimo, tácito.

Em última instância, o gesto de Lula pode ter freado – ou ao menos retardado – a invasão a Rafah. Isso é gigantesco.


Luta anticolonial

A Causa Palestina é hoje o epicentro da luta anticolonial no mundo. Lula reafirma sua posição como liderança do Sul-Global e desafia o Norte-Imperial e cada vez menos global na licença concedida por este ao genocídio que “israel” promove na Palestina.

Lula pode e deve ir além: romper laços diplomáticos, suspender acordos de cooperação e liderar o Sul Global em uma campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções a “israel”. Sob o bastião de Lula, o Brasil e o Sul Global podem fazer cessar o genocídio palestino. Lula e o Brasil têm prestígio, relevância e força internacional para isso.

EUA e Israel na areia movediça: o fracasso em Gaza e o fim da ordem imperialista mundial

Podemos imaginar que se houvesse ao menos um Lula nos idos de 1939, talvez a Alemanha nazista tivesse sido parada muito antes, e seus crimes, incluindo o holocausto euro-judaico, não tivesse acontecido. O silêncio dos que se acovardaram diante de Hitler não é o de Lula hoje diante do holocausto palestino.

Lula tem razão. O genocídio palestino é perfeitamente comparável ao holocausto euro-judaico e deve cessar imediatamente.

Palestina livre do apartheid a partir do Brasil, dia 19 de fevereiro de 2024.

Redação FEPAL


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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