Pesquisar
Pesquisar

Irã promete se vingar dos EUA pela morte do general iraniano Soleimani

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse aos "criminosos" que assassinaram o major-general Qasem Soleimani que uma dura vingança os espera
Redação Sputnik Brasil
Sputnik Brasil
Rio de Janeiro (RJ)

Tradução:

De acordo com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, a perda de Soleimani é amarga, mas a luta continuará até a vitória para que a vida dos criminosos seja ainda mais amarga.

Leia também:

Saiba quem era o general Qassem Soleimani, militar iraniano assassinado pelos EUA

Irã vai se vingar dos EUA pela morte do comandante da unidade Força Quds, do Corpo de Guardiões da Revolução islâmica, disse Mohsen Rezaei, ex-chefe deste corpo de elite e atual secretário do Conselho de Conveniência, órgão assessor ao líder supremo do Irã.

“O mártir tenente-general Qasem Soleimani se juntou aos seus irmãos mártires, mas nós nos vingaremos com veemência dos EUA”, escreveu ele no Twitter.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã convocou uma reunião extraordinária após a morte do general Soleimani.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, disse aos "criminosos" que assassinaram o major-general Qasem Soleimani que uma dura vingança os espera

Reprodução: WinkieMidia
Soldados irã marchando

“Nas próximas horas será realizada uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional onde será analisado o criminoso ataque contra Soleimani em Bagdá que levou à sua morte”, declarou o porta-voz desta entidade, Keivan Khosravi, informa Iran Front Page. 

Por sua vez, o chanceler iraniano, Mohamad Zarif, disse que o ataque que vitimou o tenente-general Soleimani é um “ato de terrorismo internacional” e que os EUA serão responsabilizados pelas respetivas consequências. 

“O ato de terrorismo internacional dos EUA, que atacaram e assassinaram o general Soleimani – a força mais eficaz na luta contra o Daesh, Al Nusra, Al Qaeda [organizações terroristas proibidas na Rússia], etc. – é extremamente perigoso e constitui uma estúpida escalada [de tensões]. Os EUA são os responsáveis por todas as consequências do seu aventureirismo desonesto”.

Em um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, o chanceler ressaltou também que a “imprudência das forças terroristas dos EUA que assassinaram o comandante Soleimani […] reforçará sem sombra de dúvida a árvore de resistência na região e no mundo”. 

Para além disso, o Ministério das Relações Exteriores iraniano convocou o embaixador suíço, Markus Leitner, que representa em Teerã os interesses dos EUA, manifestando-lhe o seu protesto pela morte de Soleimani.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, prometeu se vingar dos EUA pela morte de Soleimani e declarou três dias de luto nacional, informa Associated Press.

Soleimani foi morto em bombardeio no Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, junto com o vice-chefe da Forças de Mobilização Popular Shia do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, e outras vítimas. 

De acordo com Washington, Soleimani havia autorizado ataques contra a embaixada dos Estados Unidos no Iraque, que foi recentemente invadida por manifestantes, e também um ataque contra a base de Kirkuk, que matou um soldado terceirizado dos Estados Unidos e deixou estadunidenses e iraquianos feridos.


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Redação Sputnik Brasil

LEIA tAMBÉM

Netanyahu
Pouco há para comemorar na decisão da Corte Penal Internacional contra Netanyahu
Nationale Sozialisten,Demonstration,Recht auf Zukunft,Leipzig,17
Conluio da extrema-direita realizado em Madri é só a ponta do iceberg
EUA-fentanil
A DEA, a ofensiva contra o México, o fentanil e os mortos por incúria
Wang-Wenbin-China
China qualifica apoio dos EUA a separatismo em Taiwan como “grave violação” e exige retratação