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Marina Silva "lembra" aos EUA que, apesar de vital ao planeta, Amazônia pertence ao Brasil

Segundo Marina Silva, a visita de John Kerry foi um “desdobramento” do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden
Eduardo Maretti
Rede Brasil Atual
São Paulo (SP)

Tradução:

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou reconhecer a importância da ajuda global às políticas ambientais brasileiras. Mas deu a entender também que a busca de apoio internacional não conflita com a defesa da soberania nacional sobre a Amazônia. Marina e o assessor especial do governo dos Estados Unidos, John Kerry, falaram com jornalistas nesta terça-feira (28), após última reunião entre ambos no país.

“Nossa soberania impõe responsabilidade. Entendemos o caráter da Amazônia de equilíbrio do planeta, mas temos a clareza da soberania sobre esse território e buscamos ajuda. Mas uma ajuda soberana com a qual queremos compartilhar a responsabilidade da proteção em bases econômicas, tecnológicas, de recursos. E compreendendo que é um esforço de proteção das florestas do mundo”, disse a ministra.

Segundo Marina Silva, a visita de John Kerry foi um “desdobramento” do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden em Washington, no começo do mês. Sua fala foi precedida de pronunciamento de Kerry em que o assessor de Biden afirmou que a Amazônia é “um tesouro extraordinário que pertence a todos”.

Segundo Marina Silva, a visita de John Kerry foi um “desdobramento” do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Joe Biden

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Marina Silva e John Kerry reafirmaram que os dois países trabalharão permanentemente em parceria

Parceria permanente

Os dois países, de acordo com a ministra, terão agenda de trabalho até abril, quando haverá um encontro do G20. No evento, o tema do clima deverá ser debatido por países “comprometidos com essa transição para um mundo mais sustentável, mais justo e mais fraterno e de paz”.

“Discutimos o tema dos Estados Unidos cooperarem com o Fundo Amazônia, que já vem acontecendo em relação à Noruega, Alemanha e outros países têm sinalizado. Reconhecemos que o Fundo Amazônia é um dos instrumentos da cooperação, mas existem outros multilaterais que podem ajudar, como os créditos de carbono”, afirmou ela.

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Marina Silva e John Kerry reafirmaram que os dois países trabalharão permanentemente em parceria, tendo a “compreensão de que temos grande desafio de resolver o problema da mudança climática e como combater os efeitos negativos da mudança do clima sem causar prejuízo em ganhos sociais e econômicos que melhorem a vida das pessoas”, nas palavras da ministra brasileira.

O presidente Biden “acredita nessa questão, tem seu comprometimento e pediu para vir aqui e detalhar ainda mais o que (ele e Lula) concordaram quando se encontraram em Washington”, disse Kerry. “Vamos trabalhar juntos não apenas de forma bilateral, mas mundial. Estamos comprometidos a trabalhar com o Fundo Amazônia e outras formas também”, acrescentou. Mas ele não falou em valores.

Visita à floresta

Segundo o norte-americano, o compromisso é de “trabalhar bilateralmente na área de desenvolvimento, pesquisa, ciência, novos produtos e possibilidades”. O assessor da Casa Branca para o Clima afirmou que gostaria de visitar a floresta Amazônica já na visita ao Brasil, que se encerrou na terça-feira.

Mas insinuou que tal movimento exige mais tempo e é preciso “trabalhar para criar uma estrutura” para isso. “Espero voltar nos próximos meses para fazer uma visita e Marina disse que vai comigo”, afirmou.

Assista à coletiva:

Eduardo Maretti | Rede Brasil Atual


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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