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Médicos para Cuba e para o mundo

Revista Diálogos do Sul

Tradução:

Vivian Collazo Montano*

Universidade de Ciências Médicas de Havana
Universidade de Ciências Médicas de Havana

Com o compromisso de honrar a mais nobre das profissões, formaram-se na Universidade de Ciências Médicas de Havana, 2.492 estudantes, nas carreiras de Medicina, Estomatologia, licenciaturas em Enfermagem, Tecnologias da Saúde e Psicologia.

Na oportunidade, deste prestigioso centro docente saíram 1.382 médicos, dos quais 879 são jovens de outras nacionalidades, o que mostra uma vez mais a vocação solidária de Cuba no empenho em contribuir para o desenvolvimento de outros povos.

“Nossa universidade acumula já mais de 285 anos formando médicos; com uma história de mais de 65.000 graduados como profissionais da saúde nos últimos 50 anos”, informou o reitor da sede, doutor Jorge González Pérez.

Vocês venceram um rigoroso plano de aprendizagem, e estudaram em múltiplos cenários docentes, razão pela qual podemos dizer que estão prontos, como já o demonstraram nas comunidades, para contribuir com as estratégias sanitárias em função da saúde do povo, asseverou o médico.

O período escolar 2013-2014 concluiu com a formação em todo o país de 24.342 novos profissionais da saúde. Deles, 20.773 são cubanos e 3.569 estrangeiros, de 77 nações.

Em uma recente visita a Cuba, a diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, destacou o papel da nação caribenha na formação de médicos de muitos países, inclusive dos Estados Unidos: “uma contribuição generosa, solidária e gratuita da ilha para quem precisa, um compromisso incrível com o mundo”, disse.

Chan ressaltou que são necessários ainda milhares de médicos e enfermeiras em todo o planeta e destacou o papel do Estado cubano na preparação de profissionais da saúde da Ásia, África, América do Norte e América Latina.

Reiterou que o país está comprometido não apenas com a saúde de seu povo, mas também com a da região e de outras partes do mundo, o que se expressa em sua solidariedade.

Chan destacou também o trabalho dos pesquisadores e cientistas cubanos, que felicitou em nome da OMS por seu compromisso, solidariedade e árduo trabalho.

Disse que o fruto do trabalho destes especialistas beneficiará muitas pessoas no mundo.

Saúde pública depois de 2015 

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

À medida que se aproxima o ano de 2015, data fixada para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, acelera-se o debate em torno dos novos propósitos que a comunidade mundial deverá estabelecer para substituir aqueles.

Sobre se continuará sendo importante o tema da saúde pública global na agenda de desenvolvimento posterior a essa data, disse a doutora Chan: “Se a saúde não for incluída como prioridade, alguma coisa não vai bem, porque é condição prévia para o desenvolvimento, e é preocupante que nos últimos 50 anos esta seja a pior etapa no que se refere ao crescimento das desigualdades no acesso aos serviços de saúde no mundo”, acrescentou.

“A cobertura sanitária universal é um dos fatores de equidade mais importantes em nível social; se estes temas transformarem-se em temas prioritários e tiverem mais destaque na futura agenda para o desenvolvimento, posterior a 2015, poderemos ter um futuro mais saudável para todos no planeta”, disse ela.

A doutora Chan visitou Cuba acompanhada de Carissa Etienne, Diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS).

Juntas visitaram vários centros científicos da capital, e participaram, junto com o presidente cubano, Raúl Castro, da inauguração da nova sede dos centros para Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed) e Nacional Coordenador de Ensaios Clínicos (Cencec).

*Prensa Latina, de Havana para Diálogos do Sul – Tradução de Ana Corbisier

 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
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