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Política econômica brasileira esmaga população em nome do capital estrangeiro

País é “campeão mundial” nas elevadas taxas de juros com remuneração super elevada em favor de investimentos financeiros internacionais
Claúdio di Mauro
Diálogos do Sul Global
Uberlândia (MG)

Tradução:

No dizer do economista Paulo Kliass, o Brasil é um País que está sendo destruído. Com isso corrobora o senador e ex governador do Paraná, Roberto Requião, ao dizer que nosso País já foi a sexta economia do mundo e hoje é apenas a décima terceira.

Na análise dos dois estudiosos e políticos, há precarização do trabalho com desarticulação dos sindicatos. A destruição do País tem sua face demonstrada pela situação crescente do desemprego e das oportunidades de trabalho para sua população, que foi submetida a uma reforma trabalhista que reduziu as chances de emprego, nas condições de emprego e salário, bem como do trabalho nas relações de trabalho e renda. Cresce o número dos milhões de desempregados, dos que estão em busca de uma atividade remunerada, dos que já desistiram de procurar emprego, dos empurrados para a margem social e da sobrevivência.

As aposentadorias estão cada vez mais prejudicadas por um modelo que pretende culpar os aposentados pelos deslizes nacionais. Uma mentira deslavada. O que ocorre de fato é um processo de destruição, liquidação das aposentadorias. Pessoas que trabalharam por toda sua vida são praticamente descartadas até mesmo de condições para a sobrevivência.

Mas a precarização não se restringe ao trabalho da população com idade para entrar no ”mercado” de trabalho e às aposentadorias. Ela se estende para as Casas Parlamentares. É de lamentar a maneira como se relaciona o Executivo com o Legislativo. Poderes que se misturam em troca de favores e benevolências com privilégios pessoais e familiares. 

Depois do desastre neoliberal de Bolsonaro, Brasil precisa de Projeto de Salvação Nacional

É certo que um País que não valoriza sua população está na contramão do verdadeiro desenvolvimento. Promove o crescimento econômico de alguns setores com a transferência do que deveria ser ganho das populações empobrecidas e subalternizadas.

Para sustentar esse modelo de destruição do País que já se constituiu na esperança de futuro para seu povo e mesmo de admiração no mundo, há, na Visão de Kliass e Requião, processos em andamento.

País é “campeão mundial” nas elevadas taxas de juros com remuneração super elevada em favor de investimentos financeiros internacionais

avilasoaresiago – Pixabay

Não é possível continuar a sangria que transfere as rendas da população brasileira para atender os interesses de corporações estrangeiras

O Brasil abandonou seu protagonismo de Estado. O modelo adota os investimentos na “financeirização” voltada para a aplicação do capital nas bolsas de valores e não na produção. É incrível como as pessoas são estimuladas a se preocupar com a variação da Bolsa de Valores muito mais do que com o desemprego e a falta de investimentos na produção, capaz de gerar trabalho e renda, emprego e salário. Assim é que o liberalismo econômico entregou o Banco Central do Brasil nas mãos dos setores financeiros.

Atualmente a chamada “independência do Banco Central” o colocou nas mãos de interesses privados que são inclusive os que indicam Presidente e Diretores dessa instituição que deveria ser controlada em favor dos interesses nacionais. Agora mesmo o Banco Central faz projeção do crescimento da inflação. É a confirmação de que as medidas econômicas adotadas não resolvem os problemas que interessam à população.         

Pior, o Brasil tem entregado sua visão mundial e sua presença geopolítica nas mãos das potências ocidentais com presença hegemônica dos Estados Unidos da América do Norte. Atualmente o Brasil é “campeão mundial” nas elevadas taxas de juros com remuneração elevadíssima em favor dos investimentos financeiros, favorecendo especialmente estrangeiros.

O modelo vigente é vinculado a uma visão comercial de país que não se concentra em controle dos capitais. Ao contrário, os capitais que se destinam ao Brasil deveriam se submeter aos interesses nacionais com regras muito bem expressas. Não é possível continuar a sangria que transfere as rendas da população brasileira para atender os interesses de corporações estrangeiras, o mercado.

É uma questão de Soberania. O Brasil não pode entregar sua soberania, como tem feito, para os interesses estrangeiros do neoliberalismo.

Na visão com a qual concordo, Requião e Kliass, para sair desse processo destrutivo, o Brasil precisa colocar freio no capital estrangeiro e para isso depende de um Banco Central controlado, com base em Projeto Nacional Popular. É fundamental a recuperação do protagonismo do Estado, para isso no Brasil há necessidade da maior presença do Estado. Isso passa segundo Requião por iniciativas que precisam ser corajosas, sem covardia, que incluam:

– Estabelecer como objetivo a valorização dos Bancos Públicos. Não é possível pensar em desenvolvimento baseado nos interesses dos bancos privados;

– Abertura da Imprensa e das Mídias;

– Escapar do liberalismo social – neoliberalismo, com investimentos maciços em Educação e Saúde Públicas Integradas. Recuperar os investimentos nas dívidas sociais acumuladas durante séculos.

Com essas propostas factíveis, está traçado um rumo para A Transformação do Brasil que precisa recuperar seu protagonismo nas relações internacionais e também por dentro de seus limites territoriais. Assim, serão criadas as condições para um Projeto de Soberania Econômica, capaz de construir a Soberania Popular. A população brasileira merece esse esforço que só pode ser efetivado com liderança política e articulada com outros países, seus iguais, nos diversos continentes. A recuperação dos BRICS é indispensável (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e em seguida Argentina).

Pelo Brasil Soberano, com a Soberania Popular. Aí estão algumas das Propostas que devem compor os Planos de Governo das candidaturas para governos populares, transformadores, para Presidência da República, Governos de Estados e para os Parlamentos.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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