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Promotores nos EUA recomendam 48 meses de prisão para Emma Coronel, vinculada com El Chapo Gusmán

Ela se declarou culpada de acusações de conspiração de narcotráfico relacionadas a seu esposo Joaquin Guzman Loera (El Chapo)
David Brooks
La Jornada
Nova York

Tradução:

Promotores dos Estados Unidos recomendaram uma condenação de 48 meses de prisão para Emma Coronel Aispuro quando ela se apresentar diante de um tribunal federal em Washington no próximo 30 de novembro para escutar sua sentença, depois de ter se declarado culpada de acusações de conspiração de narcotráfico relacionadas com seu esposo Joaquin Guzman Loera, El Chapo.

Em um memorando registrado na quinta-feira (18) no Tribunal Distrital de Estados Unidos em Washington, os promotores fazem um reconto da história delitiva de Emma Coronel Aispuro, e recomendam ao juiz federal Rudolph Contreras, encarregado do caso, que imponha uma condenação de 48 meses seguido por um período de cinco anos de liberdade sob supervisão das autoridades. Também recomendam o confisco de um milhão 499 mil 970 dólares.

Emma Coronel Aispuro foi presa em 22 de fevereiro deste ano no aeroporto internacional Dulles em Washington.  Segundo as autoridades federais, no dia 17 de fevereiro já tinham sido formuladas e aprovadas uma série de acusações de conspiração, de distribuição e importação aos Estados Unidos de narcóticos (incluindo heroína, cocaína, metanfetaminas e maconha), tudo em relação com o negócio de seu esposo e seus cúmplices.  

Em 10 de junho, a acusada se declarou culpada em um acordo negociado com os promotores e com isso cedeu seu direito a um julgamento diante de um júri. O juiz Contreras lhe advertiu nesse momento que seu acordo de culpabilidade não garantia uma pena reduzida que poderia ser entre 9 e 11 anos. Ao mesmo tempo, se sabia então que existia a possibilidade de que fosse menor, já que esse tipo de acordo costuma ser em troca de algum tipo de cooperação com os promotores. 

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Os promotores federais Arthur Wyatt, Anthony Nardozzi e Katherine Wagner assinalam em seu memorando ao juiz Rudolph Contreras que a sentença recomendada ao juiz está muito abaixo das sentenças aplicáveis para este tipo de delito, e que neste caso poderiam ter sido entre 57 e 71 meses de prisão. 

Em seus argumentos para a sentença recomendada, os promotores afirmam que “dado o impacto adverso que o narcotráfico tem sobre a sociedade e os efeitos prejudiciais da cocaína, heroína, metanfetaminas e maconha em comunidades, é importante que o tribunal imponha uma sentença que dissuada outros a minar o império da lei.  No entanto, o tribunal deveria equilibrar o fator de dissuasão contra o papel da acusada e a rápida aceitação de responsabilidade da acusada neste assunto”. 

Embora seja indicado que os promotores estão propondo esta recomendação com o acordo do réu e seus advogados de defesa, a decisão final sobre o tamanho da sentença está nas mãos do Juiz Contreras.  

Tradução Beatriz Cannabrava


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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David Brooks Correspondente do La Jornada nos EUA desde 1992, é autor de vários trabalhos acadêmicos e em 1988 fundou o Programa Diálogos México-EUA, que promoveu um intercâmbio bilateral entre setores sociais nacionais desses países sobre integração econômica. Foi também pesquisador sênior e membro fundador do Centro Latino-americano de Estudos Estratégicos (CLEE), na Cidade do México.

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