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André Martin: Pochmann no IBGE representa desafio ao liberalismo

Economista assume cargo nesta sexta-feira (18), após forte ofensiva da grande mídia brasileira – omissa aos crimes de lesa pátria de Campos Neto no BC
Amaro Augusto Dornelles
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

Direitista assumido, o que é raro, o Estadão manteve a maior parte do tempo um nível linguístico e político formal em editoriais, mesmo quando defendia excrescências sociais e políticas do poder conservador – ou ao desferir ataques virulentos à esquerda. Na edição da quinta-feira 27/07/23, o diário, que já foi dos Mesquita, quebrou esse paradigma justamente em sua coluna-editorial ilustrada por cartum, na nobilíssima página 2. O título merece figurar nos anais, orais e eletrônicos do jornalismo:

Por que o PT escolheu um ‘terraplanista econômico’ para o IBGE

Bahh. Bolsonaro não faria melhor. O autor referiu-se a Marcio Pochmann, um dos mais brilhantes economistas desse usurpado País. Ele assume o novo cargo nesta sexta-feira (18), no auditório do Ministério do Planejamento e Orçamento, em Brasília.

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Dias antes (21/07/23), Roberto Campos Neto, honorável presidente do Banco Central, disse em entrevista ao banco BlackRock – de investimento estrangeiro – estar disposto a terceirizar a gestão das reservas cambiais do Brasil. Apesar do desgoverno Bolsonaro – que arrasou com a indústria nacional e muito mais – o País tem US$ 380 bilhões em reservas, cerca de R$ 1,8 trilhão. Essa montanha de dinheiro é usada pra aliviar o sufoco nas altas do dólar, entre outras variações. 

Esse é o pano de fundo sobre o qual a mídia messalina explicou ao distinto público o perigo de um economista desenvolvimentista assumir o IBGE. Nem nos mais selvagens anos da ditadura a imprensa brasileira rastejou tanto. Quem defende a renda do trabalhador, investimento social e produtivo é visto como inimigo figadal por rentistas, especuladores e pelo imperialismo. Além de crentes e inocentes inúteis.

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A seguir, vejamos o que monsieur André Martin – professor de Geopolítica da USP, aqui entrevistado – tem a dizer sobre a última tentativa de crime contra a economia popular em prol da alcateia da Faria Lima.

Amaro Augusto Dornelles – Será que a bandalheira de pseudo jornalistas – turbinada pelo fim do diploma de jornalista imposta por Gilmar M… – vai durar muito?
André Martin –
 (Risos) A nossa burguesia parece ter achado o seu Vladimir Putin. Veja só que ilário: os liberais precisam ter um inimigo. Mortal de preferência. Hoje em dia, na decadência do capitalismo, o maior inimigo é qualquer tipo de regulação estatal ao capital. O capital não quer freio nenhum, nada de imposto. Ou qualquer tributação, nada de freio em sua atividade. Um perfil como o de Marcio Pochmann é inaceitável pra essa gente. Ele está longe de ser um liberal. Curioso, o liberal se acha muito democrata, mas na prática não aceita quem não seja liberal. O que estão fazendo com o professor Pochmann é a prova. Portanto, o liberal não é um democrata. Esse é o ponto. Estamos vivendo no mundo um desafio ao liberalismo.

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Ué, logo quem suga o erário público com tanta volúpia quer o fim da mama?
A nova ordem que o capital internacional quer construir dispensa os estados nacionais. Se no começo eles precisaram desses estados, agora eles os dispensam para chegar ao controle global. Faço a comparação com Putin pois ele foi escolhido como alvo de todas as baterias. Mas no exato momento em que deveríamos estar discutindo o crime de lesa pátria do sr. Roberto Campos Neto no BC, a (Falha) Folha de SP – o jornal a serviço do Brasil, como se apresenta – desqualifica um dos mais importantes economistas do Brasil com fúria.

Campos Neto está negociando, às escondidas, a transferência do controle dos ativos brasileiros para uma empresa multinacional. Não lembro o nome dela porque a mídia camarada abafou. Deram a primeira notícia e logo abafaram, não deram sequência nisso. Casualmente, o neto do “Bob Fields” (aquele tirano da Economia da ditadura de 1964) deu entrevista ao canal da gestora de investimentos Black Rock Brasil no YouTube, e falou sobre o assunto. A declaração provocou reação negativa da base do governo Lula. Gestores privados poderiam decidir onde aplicar e como especular esses recursos. Já pensou que maravilha para o capital externo?

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O ataque maciço a Pochmann, portanto, também serve para proteger Campos Neto, esse sim, hoje, o grande traidor da pátria. A tigrada faminta crucifica todo profissional comprovadamente competente, reconhecido que se destaque.

Mídia & capital especulativo

Qual é o crime do Economista preferido do PT?
O Josias de Souza escreve na Folha (a serviço do Brasil) que o crime de Pochmann é o inaceitável desenvolvimentismo. O Estado o carimbou de terraplanista. O que vem a ser isso pra turma da Faria Lima? Primeiro lembre que Marcio foi contra o PIX. Mas espera um pouco, o PIX é de 2020. Porque o Pochmann foi contra a invenção? Já que o economista foi contra, o certo seria recuperar seus artigos, ou argui-lo sobre a posição dele. O cara alerta a sociedade para o perigo da desnacionalização da economia do País – onde o Pix é um dos vetores.

E ele tem toda a razão, pois o Pix centraliza tudo no Banco Central. Tem controle de todas as transações e depois transfere para o setor privado. Isso é privatizar o Banco Central. Com isso, as reservas monetárias ficam todas com o capital estrangeiro. É esse crime de lesa pátria que o sr. Pochmann estava alertando em 2020, os riscos que passaríamos a correr.

Embora ele tenha sido indicado para o IBGE – que nada tem a ver com isso, pois não interfere absolutamente na política econômica – ele é colocado sob suspeição. Por que? Estão colocando a credibilidade, o nome do IBGE, em cheque. Sem contar o fato de chamarem o processo de ‘aparelhamento obscurantista’, como diz a Folha, que não deixa por menos: “Confiamos nos técnicos do IBGE para bloquear o aparelhamento obscurantista”. O crime de lesa pátria se estende aos meios de comunicação, que estão adiantando uma manipulação que virá. Mas o que é isso?

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TV Diálogos do Sul

Delírios de quem teme perder a mamata…
É isso mesmo. Afora a grande injustiça contra a pessoa, o quadro político, o intelectual que é o sr. Marcio Pochmann. O que essa mídia está fazendo é claramente um desserviço ao País e um ataque especulativo contra a nação. É justamente isso que estão programando. O que fica escancarado é que a imprensa do Brasil serve (descaradamente) ao capital especulativo internacional, sempre contra os interesses do País e sobretudo do povo brasileiro.

Jeito histérico

Também sobrou lenha pra queimar Guido Mantega vivo…
No governo Dilma Rousseff, Mantega era o grande defensor de salários, renda e do salário do povo. Mas virou inimigo. Adiantou que o capital especulativo estava fazendo uma jogada especulativa contra nossa moeda: enchiam de dólares o mercado mundial. Pelos fatos se aprende a lição: quem defende a renda do trabalhador, investimento social e produtivo é visto como grande inimigo por rentistas, especuladores e pelo imperialismo. Voltando ao Pochmann, é chocante porque o IBGE é apenas uma empresa de suporte das políticas públicas. Não decide nada. Se já agora eles já estão desse jeito histérico, imagine se o governo assumir alguma política realmente desenvolvimentista…

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Estão desidratando instituições responsáveis pelo planejamento econômico…
Exatamente. Querem caos e liberdade completa para os capitais. É só isso que eles querem, capital especulativo solto. Já era hora, como demonstram todos os índices, de acabar com a política de juros preconizada por Roberto Campos. Não tem cabimento. Quem está lutando contra os índices oficiais, contra a matemática, contra as evidências empíricas? Quem está sendo obscurantista ideológico? É o sr. Campos Neto. Estamos vivendo um mundo invertido.

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Economista assume cargo nesta sexta-feira (18), após forte ofensiva da grande mídia brasileira – omissa aos crimes de lesa pátria de Campos Neto no BC

Foto: Valeria Abras (Marcio Pochmann/Flickr)
Martin: O pecado do Pochmann foi antecipar o plano de Guedes e Campos Neto desde o começo, um projeto privatista, legítimo crime de lesa pát

Penas de 4 a 20 anos

É possível pôr os pingos nos ‘is’ com uma imprensa que foge da verdade como diabo da Cruz?
Existe uma correlação de forças entre governo e oposição. Mesmo com a derrota de Bolsonaro, eles tem uma capacidade de divulgação que a gente não tem. Se fossem honestos, já estariam entrevistando o próprio Pochmann.

Direita e extrema tem ‘monopólio da desinformação’, a serviço dos EUA e do capital especulativo internacional…
É o que tudo leva a crer. O pecado do Pochmann foi esse. Ele antecipou qual era o plano de Paulo Guedes e Campos Neto desde o começo: era um projeto privatista, legítimo crime de lesa pátria. Guedes, Campos Neto e Bolsonaro são traidores da pátria. Então, como diz o artigo nono da Constituição, deveriam estar submetidos às penas de 4 a 20 anos de prisão, crimes que comprometem a soberania do País. Eles estão jogando contra o Brasil e a favor do capital estrangeiro. Já fizeram isso pra entregar o Pré-Sal para o capital externo como queria o José Serra (Chevron Man). Agora querem privatizar o BC. Então tem o Pix. Ah, que maravilha. Ora, o Banco Central puxou tudo para si. Pra que? Pra controlar tudo e passar para o capital estrangeiro.

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Estamos em um processo de risco de perder o controle do dinheiro do País. As reservas cambiais estão à mercê do BC e sua política. Veja, pouca gente tem dinheiro. Todo mundo está pagando com o PIX e achando ótimo. Alguém está ganhando. Esse tipo de centralização do poder financeiro – que no final das contas é multinacional, representa um grande risco para a soberania nacional.

Postura revoltante da imprensa

Cada vez que uma criatura fala em regulação da imprensa, o céu desaba sobre a cabeça do autor. O poder de fogo da mídia bombardeia mentiras flagrantes e fica tudo por isso mesmo? E a Constituição? Isso não é crime de lesa pátria – contra informação e espionagem dos EUA, como ocorreu com Dilma Rousseff e Angela Merkel?
Realmente, a postura da mídia do Brasil é revoltante. Pra ela desenvolvimentista é uma ofensa tão grave quanto pedofilia. Um criminoso. Pochmann falou que o Pix era uma passo para o Brasil se tornar um protetorado dos EUA. Esse foi o crime dele. O que ele falou é a pura razão. É preciso estar alerta quanto a isso.

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Pochmann não vai assumir um instituto que tenha intervencionismo nesse nível que eles gostariam de ver. Infelizmente. Por que sendo ligado ao Ministério do Planejamento, o IBGE deveria ser dirigido por um geógrafo. Imagina como seria o desespero desse pessoal. Ora, Márcio é um economista capaz, que vai atuar muito mais na área estatística do que no planejamento territorial. Não é esse intervencionismo que a mídia vem falando. O que é uma pena.

* * *

Revolta nacional dos mestres contra a execração do novo presidente do IBGE 

Destacados professores universitários de quase todo o País, perplexos diante dos ataques da grande imprensa contra Marcio Pochmann, divulgaram um manifesto em apoio ao economista: “Tal ofensiva não encontra fundamento em uma análise minimamente objetiva da realidade”, advertem.

Eis a íntegra do histórico documento – que pode virar peça de acusação em eventual processo:

Durante sua gestão no IPEA, Pochmann renovou amplamente o Instituto, por meio de diversas iniciativas que atingiram interesses cartoriais que o mantinham em moldes obsoletos. Realizou concursos públicos para ampliação de seu corpo técnico-administrativo, conferindo-lhe status de carreira de Estado ao dotá-lo de autonomia frente a indicações políticas; abriu o programa de Cátedras que integrou o pensamento econômico ao social, o que permitiu atualizar a contribuição de nomes como Celso Furtado, Darcy Ribeiro, Ruy Mauro Marini, Florestan Fernandes e Milton Santos; criou a Diretoria de Relações Internacionais que internacionalizou a instituição até então fortemente apartada dos grandes temas globais; estabeleceu escritório fora do país, na América Latina; priorizou a integração regional, o multilateralismo e o papel ativo do Brasil na construção de uma nova ordem Internacional mais democrática e plural, que possa converter o desenvolvimento em um direito dos povos e fortalecer o papel do Sul Global na gestão dos destinos do sistema mundial. 

Economista com curriculum inquestionável, Pochmann é ainda um crítico contundente da desigualdade estrutural que permeia o padrão de acumulação neoliberal que, embora ameaçado, jamais se dissolveu em nosso país desde os anos 1990, sendo profundamente cético das narrativas que apresentaram o Brasil como um país de classe média durante a primeira metade da década passada. 

Sua nomeação à Presidência do IBGE traz o melhor do pensamento nacional-popular à gestão de uma importante instituição pública brasileira. A reação da mídia hegemônica ao seu nome é expressão de setores que se envolveram com o golpe de 1964 e são seus herdeiros, limitaram o alcance da redemocratização na Nova República, articularam o golpe de 2016 e querem  um Estado funcional para a burguesia interna e as oligarquias que apequenam as possibilidades do Brasil, financeirizando-o, desindustrializando-o e subordinando-o a uma liderança unipolar decadente representada pelo imperialismo estadunidense.

A ameaça fascista que paira sobre o Estado brasileiro é expressão de uma democracia retórica, vazia e sem apoio popular. Restabelecer a pluralidade e o debate sobre modelos de desenvolvimento e padrões de acumulação em nosso país é absolutamente fundamental para concretizar a legitimidade de nossas instituições e afastar o risco de desastre político em nosso futuro próximo.

Apoiamos a nomeação de MArcio Pochmann e lhe desejamos uma gestão firme e serena. 

Adalberto Cardoso (IESP/UERJ)
Adrian Sotelo Valencia (UNAM)
Alexandre Barbosa (ECA/USP)
Alisson Droppa (Dieese)
Ana Garcia (Brics Policy Center e IRI/ PUC- RJ)
Andrea Dias Victor (CNPq)
Andrea Galvão (UNICAMP)
Angela Borges (Ucsal – Salvador)
Anita Leocadia Prestes (UFRJ)
Aparecida Neri de Souza (UNICAMP)
Armando Boito (Ciência Política/UNICAMP)
Atilio Boron (Ex- Secretario Executivo de CLACSO e UBA)
Bernardo Mançano Fernandes (UNESP)
Caio Navarro de Toledo(Unicamp)
Carla Curty (ITR-UFRRJ)
Carlos Eduardo Martins (IRID/UFRJ)
Carlos Fidelis Ponte (COC- Fiocruz)
Carlos Savio (UFF)
Carol Proner (IRID/UFRJ)
Dani Balbi (Deputada Estadual PC do B)
Danilo Enrico Maturscelli (UFU)
Denise Lobato Gentil (IE/ UFRJ)
Denise Osório Severo(Saúde Coletiva/UnB)
Doraci Alves Lopes (PUC-Campinas)
Edemilson Paraná (LUT University, Finlândia)
Edna Castro (Presidente da SBS e UFPA).
Eleonora Ziller (UFRJ)
Elisio Estanque (Universidade de Coimbra/ FEUC)
Emir Sader (Ex-Secretário Executivo de CLACSO, ex-Presidente de ALAS e ERJ)
Enéas Gonçalves de Carvalho (UNESP)
Fabricio Pereira da Silva (UNIRIO)
Flavia Lessa (ELA/ICS/UNB)
Francis Bogossian (IBEP)
Gabriel Merino (Universidad de la Plata)
Glauber Braga (Deputado Federal PSOL)
Graça Druck (UFBA)
Gustavo Lins Ribeiro (UnB)
Iracema Brandão (UFBA)
Isabela Nogueira (IE/UFRJ)
Isaías Albertin de Moraes (IERI/UFU, CIRIEC-Brasil)
Ivana Jinkings (Boitempo)
Jacqueline Samagaia (UFBA)
Jaime León (IE-UFRJ)
Jaime Preciado (Ex-Presidente de ALAS e Universidade de Guadalajara)
Jales Dantas da Costa (UnB)
Javier Vadell (PUC-MG)
Joana Coutinho (UFMA)
Joana das Flores Duarte (ISS/UNIFESP )
Jose Marcio Rego (FGV-SP)
Juan Pablo Painceira (Banco Central do Brasil)
Julio Gambina (Universidade de Rosário)
Karina Batthyány (Secretária Geral de CLACSO)
Leandro Morgenfeld (UBA/CONICET)
Lília Tavolaro (ELA/ICS, UnB)
Lincoln de Abreu Penna (IBEP-Modecom)
Luciana Boiteaux (FND/ UFRJ e Vereadora PSOL- RJ)
Lucio Flávio Rodrigues de Almeida (PUC-SP)
Luis César Ribeiro (INCT/Observatorio das Metrópoles UFRJ)
Luiz Filgueiras (UFBA)
Magda Biavaschi (CESIT/Unicamp)
Magda de Almeida Neves (UFMG)
Marcelo Carcanholo (UFU)
Marco Aurélio Santanna (IFCS/UFRJ)
Marcos Pedlowski (LEEA/UENF)
Maria Caramez Carlotto (EPM/UFABC)
Maria Liduina de Oliveira e Silva (ISS/UNIFESP)
Maria Malta (IE/UFRJ)
Maurício Metri (IRID/UFRJ)
Nadia Bambirra (Atriz e Diretora)
Otávio Velho (Museu Nacional/UFRJ)
Pablo Vommaro (CLACSO)
Patricia Vieira Tropia (UFU)
Paulo de Tarso Presgrave Leite (FEA USP)
Paulo Henrique Martins (Ex Presidente de ALAS e UFPE)
Pedro Aguiar (UFF)
Pedro Amaral (PUC- RJ)
Pedro Paulo Bastos (IE/Unicamp)
Raphael Padula (IRID/UFRJ)
Renato Cabral Ramos (Museu Nacional/UFRJ)
Ricardo Alemao Abreu (Fundação Grabois)
Ricardo Antunes (Sociologia/UNICAMP)
Ricardo Festi (UnB)
Ricardo Zortea (IE/UFRJ)
Roberta Traspadini (UNILA)
Roberto Amaral ( Ex Ministro de Ciência e Tecnologia)
Roberto Menezes Goulart (IREL/UNB)
Roberto Leher ( Ex- Reitor UFRJ)
Rosa Freire D’Aguiar (Centro Celso Furtado)
Roseli de Fátima Corteletti (UFCG/TDEPP)
Saulo Pinto (DECON/UFMA)
Sedi Hirano (USP)
Simone Wolff (Universidade Estadual de Londrina/UEL)
Susana Castro (IFCS/UFRJ)
Vitor Iorio (IRID/UFRJ)
Wanderley de Souza (UFRJ)
Wilson Vieira (IE/UFRJ e Centro Celso Furtado)
Zacarias Gama (UERJ)

Amaro Augusto Dornelles | Jornalista e colaborador da Diálogos do Sul


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.
Amaro Augusto Dornelles

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