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Com contágios fora de controle, Brasil registra maior média de mortes por Covid-19

Foram 1.428 mortes nas últimas 24 horas. A covid-19 já deixa quase 250 mil mortos no Brasil, que passa por um dos piores momentos do surto desde março
Redação Rede Brasil Atual
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São Paulo (SP)

Tradução:

Nesta quarta-feira (24) o Brasil registrou um dos dias com mais Mortos pela covid-19. Em um período de 24 horas morreram 1.428 brasileiros.

Com os novos óbitos oficialmente notificados ao Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), o Brasil tem praticamente 250 mil mortos por Covid-19. São exatos 249.957 vítimas.

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Também hoje, o país registrou a maior média de mortes diárias, calculada em sete dias, desde março. 

São 1.124 vítimas diárias em média, o que supera o até então pior momento no dia 25 de julho, com 1.102 vidas perdidas para a Covid-19.

Em relação ao número de novos casos, nas últimas 24 horas foram registrados mais 66.588 infectados no país. O número total de casos desde março é de 10.324.463.

Desde dezembro o Brasil vive um recrudescimento da pandemia, com elevação acentuada de casos e mortos.

Na virada do ano, o número de casos diários já superava a primeira onda, entre junho e setembro. 

Hoje, este número está em 49.388 infectados por dia.  

Foram 1.428 mortes nas últimas 24 horas. A covid-19 já deixa quase 250 mil mortos no Brasil, que passa por um dos piores momentos do surto desde março

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Desde dezembro o Brasil vive um recrudescimento da pandemia, com elevação dramática de casos e mortos

Situação dramática

O contágio no Brasil segue fora de controle desde o início do ano de acordo com a Imperial College de Londres.

A taxa de transmissão está em 1,02, ou seja, 100 pessoas contaminadas transmitem para 102 pessoas saudáveis. Esse registro reflete a semana anterior, sem considerar o salto ainda maior que começa nesta semana, após aglomerações em diferentes lugares do Brasil durante o Carnaval.

O abandono das medidas de isolamento que vigoraram – com rigor leve – no ano passado, aliado às aglomerações de fim de ano e, mais recentemente, do Carnaval, foram grandemente responsáveis pelo atual cenário da covid-19 no país. Em algumas cidades e estados a situação é dramática.

Algumas cidades e Estados endurecem medidas

Em São Paulo, cidades como Araraquara e Campinas adotam medidas mais rígidas de isolamento com o esgotamento de leitos de UTI. Já no âmbito estadual, o governador João Doria (PSDB) segue uma política de combate ao vírus sem a necessária firmeza.

Mesmo com o maior número de internados em UTIs de todo o histórico, tudo que Doria fez foi uma medida de eficácia duvidosa: um “toque de restrição”. O isolamento proposto pelo tucano só vale entre as 23h e 5h.

A situação também é grave nos estados do Sul. Ontem, o Rio Grande do Sul registrou a média diária de mortes mais alta da pandemia e também o dia com maior número de internados em UTI.

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No Paraná, em situação similar, Curitiba tem o maior número de internados e a ocupação total dos leitos, mesmo com a ampliação da estrutura de atendimento, chegou a 93%. Até o início da noite de hoje, a capital paranaense tinha apenas 27 leitos de UTI desocupados.

Campanha de vacinação: STF e Congresso pressionam

Enquanto isso, o Brasil mantém a campanha nacional de vacinação a passos lentos, quando não parada. Hoje, algumas cidades que tinha suspendido a vacinação pela escassez dos imunizantes voltaram a vacinar. É o caso do Rio de Janeiro, que recebeu 3,5 milhões de doses da CoronaVac e 2 milhões da AstraZeneca.

Algumas cidades que tinha suspendido a vacinação pela escassez dos imunizantes voltaram a vacinar

Ontem, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Câmara dos Deputados aprovaram medidas para acelerar a compra de vacinas e facilitar o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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A ação do Judiciário e do Legislativo foram pensadas para compensar a falta de ação do governo federal do presidente Jair Bolsonaro, que segue com morosidade o programa de vacinação, após uma longa campanha de negação da ciência e até mesmo de ataques mentirosos contra vacinas.

Redação Rede Brasil Atual

Edição: João Baptista Pimentel Neto


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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