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Eduardo Leite nem reassumiu governo do RS e Porto Alegre já virou um inferno

O estado de espírito de ignorantes de pai, mãe é avós – expulsos do “paraíso” da mamata de viver sugando tetas do governo – é de revolta visceral
Amaro Augusto Dornelles
Diálogos do Sul Global
São Paulo (SP)

Tradução:

* Atualizado em 10/11/2022 às 17h22.

Porto é Alegre só no nome. A capital do Rio Grande do Sul virou campo de batalha onde fascistas invadem ruas e avenidas com seus carros supersônicos que lembram tanques de guerra. Todos disfarçados de patriotas em verde/amarelo, (misturado, cor da diarreia). E como vêm fazendo nos últimos anos, ameaçam a população com agressividade gratuita no trânsito, na rua, restaurantes ou bares, praças.

E eis que, sem mais nem menos, na tarde do domingo eleitoral, em 30 de outubro, as telas telefônicas – e as enormes também – foram tomadas em SP por um abjeto ser, que entra num bar decadente da pauliceia, arma em punho, a mirar um grupo de apavorados frequentadores. A criminosa não foi presa. Nenhum editorial da mídia vadia aventou tal possibilidade. O uso do cachimbo entorta boca. E a herança da negação da razão e da ciência ainda vai atrasar muito a retomada do “Lula Iluminismo”. 

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Depois de trevas cultuadas pela família-quadrilha Bolsonaro, milicianos de aluguel e Militares Traidores da Pátria (MTP), é hora de voltar à luz da verdade. O lugar da matilha é atrás das barras da lei. Na Justiça, onde possivelmente serão levados à cadeia. Depois de livrar a cara de todos os ditadores do golpe de 64, a esquerda não tem direito de passar por cima dos crimes cometidos por Bolsonaro e seus amásios. Muito menos dos crimes da Banda Podre das Forças Armadas. Como diz o geopolítico André Martin, da USP, “Traição à Pátria é a pior corrupção”.


Gigante de 2 metros, ‘chucrute’ de ascendência

O estado de espírito de ignorantes de pai, mãe é avós – expulsos do “paraíso” da mamata de viver sugando tetas do governo – é de revolta visceral. A realidade é que a “tigrada” acabou se viciando em passar bem – consumir só o que há de melhor no mercado. “Uiqui Endi na Lua, quem sabe Marte, meu bem?”. Eles estão “possessos”. Explodem como bomba sem pretexto. Às vezes por mera diversão sádica.  

Como o ‘gigante de 2 metros’ de altura, ‘chucrute’ de ascendência. Era véspera do primeiro turno, em Porto Alegre. E esses tipos já estavam soltos na rua atemorizando civis. Pacientemente, eu esperava um coletivo lendo jornal. Foi quando vi um carrão do futuro – todo preto, vidro fumê. Vá saber se não tinha piscina e sauna a bordo. O grande ás no volante estacionara na frente da parada d’ônibus como proprietário da via pública.


Puro medo

Um senhor num carro atrás deu breve buzinada. Voltei a meu jornal, mas fui interrompido pela voz de um troglodita: “Ahh, tu tá com pressa é? Pois eu vou te mostrar o que eu faço com a tua pressa, quer ver o meu 38?”. Gente fina. Não pude acreditar no que ouvi. O motorista da buzina era um homem franzino, magro, de idade avançada. Ele estava amarrado, indefeso, no cinto de segurança. O fascista se aproximou, e com uma verborragia digna de apenados de longa estadia nas penitenciárias gaúchas, humilhou o pobre homem, que olhava a direção com os olhos arregalados. Puro medo.

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Pessoas com esse perfil estão, estavam, em alta em todo o Brasil até aquele domingo. Mas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina é bem pior. É a “cultura transplanta” europeia – no caso, alemã e italiana –  berço do nazifascismo, no conceito de Darcy Ribeiro. A turba não vai largar o osso tão cedo, como anunciam certos caminhoneiros, cortando o tráfego para aumentar preço de alimentos. O ressentimento não é apenas por sair derrotado do pleito, mas principalmente, por perder a mamata.

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Antifascista!

Essa reportagem tem Porto Alegre como pano de fundo por causa de um jovem vereador do PT – eleito deputado estadual no primeiro turno – que representa a resposta da sociedade brasileira diante da escalada nazifascista no mundo e no Brasil. Leonel – homenagem de seu pai, o dramaturgo Ronald, a Brizola – Radde é mestre em artes marciais. Formado em História, Direito e Ciências Econômicas, é filho de Suzana Guterres, fundadora do PT no RS. Leonel Radde é o Agente Antifascista de Porto Alegre no mundo. E carrega o ‘DNA do PTB (não esse lixo atual, mas o de Getúlio/Jango) e do PT’, fundidos num só corpo, para combater a ditadura nazifascista.

Leonel é manjado em Porto Alegre – cidade pouco populosa, diante de Sampa, Rio ou BH. Os fascistas gaúchos conhecem o cara que anda na cola deles. E temem. Afinal, culpa no cartório é o que não falta. Pois bem,  junto com seu estafe, Brizola, digo, Leonel faz o mapeamento da atividade fascista na capital e adjacências, há anos. Na sexta-feira de 21 de outubro, junto com seus camaradas, Radde se preparava para seguir até Cachoeirinha (Grande Porto Alegre) ajudar na divulgação do candidato a prefeito do PT. Foi quando ele ficou sabendo que um grupo de Onyx Lorenzoni (PL) estava entregando propaganda, ilegal – do amigão do hoje Destronado Bolsonaro. Fabuloso Onyx Lorenzoni – quase tão burro quanto o capitão ressentimento.


Contra informação, indução & espionagem

Junto com sua trupe, o antifascista rumou ao centro de PA. Foram até o velho abrigo de bondes, onde funcionários da nulidade candidata ao governo, Onyx, rasgavam a lei entregando mentiras vetadas pela Justiça à população desavisada. “Estávamos fazendo um monitoramento de entrega de material apócrifo, de campanha ilegal”, disse Leonel. E seguiu: “Bom, nós temos a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, TER, de caçar material ilícito de campanha. 

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Radde guardou número do processo, na 1278ª Zona Eleitoral de Passo Fundo. E também no Instagram dele. “É crime eleitoral, é o mesmo material encontrado no viaduto da Conceição – ação que eu fiz também”. A “contra informação” (técnica de indução coletiva, usada muito pelos EUA para interferir em áreas de interesse do Império). Um panfleto comparava Comunismo com PCC (!). O material tinha uma estrela do PT em vez da foice e do martelo. Tudo sem CNPJ nem identificação de candidatura, tudo sendo entregue à luz do dia, como se não fosse um crime que dá cadeia.

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, já tem fortuna de US$ 100 bilhões -  Agenda CapitalMeta, ex-Feici: troca nome mas segue a tunga.

A eleição de Bolsonaro foi manipulada pela tecnologia de ponta da espionagem ianque através do feicibuc. A saída da Inglaterra da comunidade europeia foi fruto do mesmo feice. Os ianques bonzinhos usaram o Feici pra induzir súditos da Rainha (à época viva) a sair do Euro pra morrerem abraçados na Casa Branca. Aliás, há dois anos a Meta, ex feici, empurra com advogados, processo movido pelo Regulador de Concorrência Britânico, CMA, que busc’a proibição da atuação da Meta na Zona do Euro por 50 anos. Meta é considerada empresa tóxica. Tal qual sua “mamãe Feicibuc”.

Aliás, em tese, o governo ianque está processando o manda-chuva cacique Meta, Mark Zuckerberg (aquele porquinho rosado que adora chafurdar em american dollars). Zukerboy faz o trabalho sujo que nem a NSA tem condição de fazer. Mas aqui no quintal tá tudo free. Pode tudo até o final do ano. Deus, ou ETs, nos salve.


Surto psicótico

Mas, voltando à vaca fria: “Quando eu estava me retirando de uma das bancas, o vereador Bobadra apareceu correndo e me agrediu com vários socos. Fui pego de surpresa, pelas costas. Fui ao chão”, lembra ele, que passou a sentir na pele a violência do ressentido vereador marginal. O fascista ficou fora de si (só faltou babar). Chutava a cabeça Leonel Radde como louco. Tudo no centro da capital. Leonel poderia ser fuzilado ali, em sua juventude, sem defesa. Nem sombra de Brigada Militar – do governo ‘amigo’(?) do PSDB de Eduardo Leite. Muito menos do lamentável prefeito bolsonarista Sebastião Melo (MDB).

Sexta-feira de 21 de outubro de 2022, 10h, a 9 dias do pleito.

Pausa para conhecer um pouco douto vereador, Alexandre Bobadra.

A peça é alvo de processo de cassação de mandato. Foi expulso da Câmara Municipal de Porto Alegre por roubar dinheiro público. Em junho deste ano, a Justiça Eleitoral no Rio Grande do Sul cassou o diploma e o mandato dele, sob a alegação de se beneficiar pela interferência do poder econômico e dos meios de comunicação social em sua campanha eleitoral. O cara deve ter costas quentes até na Justiça.


Justiça Maculada RS

Em agosto, a Justiça Eleitoral negou pedido para a execução imediata da sentença. Isso porque ele teria direito ao exercício do mandato até o trânsito em julgado (cana só depois de todos os recursos em todas as instâncias). Com toda sua ficha criminal, como? Assim até Hitler sai limpo. Tanto a decisão de cassar o mandato do criminoso, quanto a negativa de execução imediata, foram da mesma eminência jurídica: Edson Jorge Cechet, da 158ª zona eleitoral de Porto Alegre. Aos amigos tudo, aos demais a Lei. Grande justiça. 

A Justiça do RS está maculada, eternamente, desde a condenação ilegal do Operário em Porto Alegre. O “(A)Bobadra” se defendeu. Disse ter recebido ameaças, conta Leonel, que completa: “Ele agrediu um jovem homossexual, deu socos no rosto de um menino. Inclusive é investigado por violência, com boletim de ocorrência”. Segundo o caçador de fascistas, a equipe da campanha de ‘Onyx Nix’ estava provocando o grupo de Eduardo Leite.

Tentavam ocupar o lugar que era do Milk (é assim que pelotenses críticos chamam o tucano amigo do PT) – na escala do rodízio do mais disputado ponto político de Porto Alegre. Radde lembra que, no percurso, eles agrediram um idoso de muleta. Na esquina democrática (rua da Praia com Borges de Medeiros) foram repelidos e partiram até a rua da Ladeira com Andradas. Nome oficial da histórica Rua da Praia.

* * *

Este é o segundo texto de uma série de três reportagens sobre a situação de Porto Alegre (RS) sob a ótica do deputado estadual Leonel Radde (PT). Confira também Leonel Radde: o deputado e policial antifascista na mira da extrema-direita de Porto Alegre e Fascistas nas ruas, serviço público precário e prefeito negligente: Porto Alegre volta a 1964.

Amaro Augusto Dornelles | Colaborador da Diálogos do Sul.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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