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Estudo revela que mulheres estão na linha de frente das batalhas contra Covid-19

Os postos de enfermagem e outros setores são ocupados na maioria pelas mulheres, que enfrentam desvalorização do trabalho e maior risco de contágio

Redação Prensa Latina
Prensa Latina
Bruxelas

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As mulheres estão na primeira linha na luta contra a Covid-19, sobretudo as trabalhadoras da saúde, cujo trabalho é pouco valorizado e remunerado na União Europeia (UE), revelou hoje um estudo regional.

Os postos de enfermagem e outros do setor são ocupados na maioria pelas mulheres, que enfrentam maior risco de contágio, grande carga de trabalho e frequentemente um preço emocional, segundo o Instituto Europeu da Igualdade de Gênero.

Em um contexto em que a sociedade se adapta a novas formas de vida devido à pandemia, a pesquisa se soma a pronunciamentos de outros organismos internacionais que advertem que esta terá um alto custo para elas.

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Cifras preliminares mostram que mulheres e homens são infectados pelo coronavírus em aproximadamente o mesmo número, mas a taxa de mortalidade é maior para os últimos; no entanto, a balança muda caso sejam analisados os efeitos sociais e econômicos.

Os postos de enfermagem e outros setores são ocupados na maioria pelas mulheres, que enfrentam desvalorização do trabalho e maior risco de contágio

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As mulheres enfrentam grande carga de trabalho e frequentemente um preço emocional

O estudo menciona desafios adicionais, como transporte público, do qual elas dependem muito mais para ir para o trabalho, ao médico ou para fazer compras, em meio às restrições de movimento.

O Instituto também mostra preocupação com a perda grave de empregos em profissões dominadas por mulheres, “que provavelmente não receberão nem terão direito a licença por enfermidade remunerada”, o que dificultará o pagamento das necessidades básicas.

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Uma quarta parte das empregadas na UE tem um trabalho precário e no caso dos migrantes e refugiados a situação é ainda pior, esclareceu.

Por outra parte, mostra uma carga no âmbito dos cuidados que já era desproporcional antes da crise, em função do fechamento de escolas e centros de trabalho; assim como o aumento do risco de abuso doméstico e a dependência econômica devida à crise.

O distanciamento físico não é uma opção para todos, pois na UE, epicentro da pandemia, quase uma quarta parte das famílias depende da assistência informal de familiares ou amigos, e há 61 milhões de mulheres e 47 milhões de homens com necessidades especiais.

Para o Instituto, outro ponto importante é o desequilíbrio no poder de tomada de decisões, razão pela qual recomenda aos formuladores de políticas considerar as diferentes experiências que as mulheres enfrentam – e os homens – durante uma pandemia para garantir que todos recebam a ajuda de que mais precisam.

Prensa Latina, especial para Diálogos do Sul — Direitos reservados.

Tradução de Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

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