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O Socialismo é a única saída, mas como? | Pt 1: Olhar o passado para construir o futuro

A única maneira de superar esse estado de coisas é indo além do capitalismo, e não pedindo um “acordo de classes” ou “um pacto social”
Marcelo Colussi
Prensa Latina
Cidade da Guatemala

Tradução:

Esta publicação é parte de uma série de três artigos. Leia também:
O Socialismo é a única saída, mas como? | Pt 2: Caminhos para evitar e para seguir
– O Socialismo é a única saída, mas como? | Pt 3: Movimentos sociais X revoluções coloridas

* * *

Com o avanço portentoso da direita nestas últimas décadas em todo o mundo, as propostas de transformação do capitalismo (leia-se: revolução socialista) foram ficando acuadas. Hoje se levantam como “esquerda” propostas que algum tempo atrás teriam sido descartadas, por serem tíbias e reformistas (os “progressismos” latino-americanos, por exemplo).

Na arquitetura global atual, manejada pelos megacapitais ocidentais, com os Estados Unidos à frente e a OTAN como seu braço armado, aparecem outros polos de poder que enfrentam a supremacia do dólar: China e Rússia. Os ideais de esquerda estão tão dizimados que esse multipolarismo que começa a projetar-se – daí a guerra da Ucrânia, e provavelmente logo a de Taiwan – é saudado como um “triunfo”. Triunfo para quem? Os capitais são sempre os capitais, não importa a procedência (“O capital não tem pátria”, disse um pensador do século XIX, hoje supostamente superado, fora de circulação).

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Os capitais – ou, dito de outro modo: o modo de produção capitalista – não tem pátria, etnia nem gênero. Que diferença há se quem me explora é negro, mulher, branco, homossexual, alemão, norueguês, homem, transexual, crente, ateu, de Burundi ou dos Estados Unidos? Ou, exagerando, até se poderia imaginar: que importa se é um robô com inteligência artificial manejado por qualquer dos mencionados, sempre na órbita capitalista?

O capital se move exclusivamente com uma lógica inexorável, inamovível: trata de extrair até a última gota de mais valia de quem trabalha, não importando se este ou esta trabalhador/a é negro, mulher, branco, homossexual, alemão, norueguês, homem, transexual, crente, ateu, de Burundi ou dos Estados Unidos, sem importar se é operário industrial, peão agrícola, mulher empregada doméstica, consultor de organismo internacional com doutorado, engenheiro ou engenheira chefe em uma moderna fábrica automatizada ou vendedor ambulante precarizado. A exploração continua presente. E isso é o que prima em nosso mundo capitalista atual!

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É por isso que a única maneira de superar esse estado de coisas é indo além do capitalismo, e não pedindo um “acordo de classes”, “um pacto social” ou um “capitalismo sério”, como demandam algumas das pessoas “progressistas” que hoje estão na presidência de alguns países. Como reza um ditado popular: “Para fazer um omelete é preciso quebrar alguns ovos”. Sem fazer um apelo à violência, ainda que do ponto de vista de um pacifismo um tanto ingênuo ela possa ser rejeitada, devemos convencer-nos de que “a violência é a parteira da história”, como disse o pensador citado, declarado morto inúmeras vezes (curioso cadáver, não é?).

O humano está marcado pelo conflito, e nem sempre existe a possibilidade de resolvê-lo pacificamente. A luta de classes – que continua existindo, ainda que pretendam que “saiu de moda”- continua marcando o ritmo da história.

A violência está no fenômeno humano, mas isso não deve levar-nos a sua entronização. Seja dito de passagem: não esquecer nunca que a indústria armamentista é a principal avançada científica da humanidade, captando os avanços técnicos mais desenvolvidos e produzindo os maiores – imensamente espetaculares – lucros de toda atividade humana: gastam-se 70 mil dólares por segundo em armas, mais de dois trilhões por ano, e essa soma vai parar em gigantescas corporações que lucram com a venda de suas mercadorias, sem se importar para que as usa o comprador.

Obviamente, as utiliza para matar. Não esquecer nunca que isso é o capitalismo! Por isso tem sentido a epígrafe de Rosa Luxemburgo, popularizando uma frase de Engels: “socialismo ou barbárie”.

A única maneira de superar esse estado de coisas é indo além do capitalismo, e não pedindo um “acordo de classes” ou “um pacto social”

Foto: Max Böhme/Unsplash

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A inteligência artificial, esse grande portento de nosso desenvolvimento científico atual como humanidade, está elaborada em boa medida por técnicos ocidentais, criados em e defensores do capitalismo. É com essa ideologia que ela é elaborada; é por isso então que – como já ocorreu um par de vezes – consultada sobre como resolver o problema do crescimento humano e as penúrias atuais, a resposta foi “esterilização em massa e eutanásia”. Esta é a solução? E quem decide sobre os que devem ficar? A Marcha Internacional Comunista pede a construção de “uma pátria para a humanidade”. Obviamente são projetos incompatíveis, radicalmente distintos, irreconciliáveis.

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O capitalismo se mantem com violência, violência suprema, sanguinária, monstruosa: 20 mil mortos diários por falta de alimentos, quando sobram alimentos no mundo. A violência do sistema é inaudita. Como transformar isso? Hoje, quando parece que os caminhos estão tão fechados, com o campo popular e as esquerdas intimidadas pela avalanche neoliberal (capitalismo selvagem) vale refletir sobre tudo isso. Poderíamos partir de algumas ideias básicas que poderiam ser resumidas em três âmbitos, linhas ou perguntas:

1. Está o marxismo vigente hoje como teoria revolucionária para mudar o mundo?

2. Como é hoje esse mundo? (entendendo que o mundo de que falou Marx em seu momento sofreu grandes transformações).

3. Como fazer essa mudança?

Do que se deduz uma quarta, que impõe decidir que caminhos tomar. Isto é: qual é o instrumento para essa mudança: partido, movimento, frente ampla, fundação, algo novo etc.?

Cada linha de pensamento destas três “ideias-força” esboçadas dá para uma eternidade de trabalho que ultrapassa infinitamente o presente modesto opúsculo. Mesmo correndo o risco de ser irreverente, e só como síntese introdutória, poderia dizer-se algo sobre cada uma destas linhas, para chegar à quarta.

1. Está vigente o marxismo hoje como teoria revolucionária para mudar o mundo?

Sim, continua vigente. Seus conceitos fundamentais, enquanto construções científicas, continuam sendo ferramentas válidas para entender e propor alternativas para a realidade. As sociedades humanas (hoje em dia sociedade absolutamente mundializada: “aldeia global”, para usar a expressão de McLuhan, ou “sistema-mundo”, seguindo Wallerstein) baseiam-se na produção material que assegura a vida.

A forma de organização que adota hoje esta sociedade planetária é, basicamente, capitalista. Experiências socialistas neste momento quase não existem, e as que sobrevivem realizaram ou estão realizando profundas modificações em suas estruturas básicas para poder sobreviver. O capitalismo, portanto, é de longe o sistema amplamente dominante (sociedades não agrárias, ainda no neolítico, se bem sejam em número muito limitado, são raridades antropológicas). Portanto, se algo temos, é capitalismo triunfante, com auréola de vencedor depois da queda do campo socialista europeu e da reversão das mudanças na República Popular da China – o que sugere uma pergunta de para onde vai esse processo, e como ajuda, ou não, uma revolução global -. Capitalismo triunfante que, por meio de um de seus porta-vozes acadêmicos (Francis Fukuyama), permitiu-se dizer eufórico que “a história tinha terminado” quando se desintegrou a União Soviética.

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Entender essa estrutura básica que move o mundo é entender as relações de produção que a sustentam; as mesmas são relações de exploração de um fator (o capital, em suas novas formas – capital financeiro global, despersonalizado, sem pátria – mas capital afinal) e quem produz a riqueza: os trabalhadores (também em suas novas formas: um proletariado industrial urbano em processo de mudança / redução / extinção, contratações terceirizadas no Terceiro Mundo, perda de conquistas trabalhistas históricas, trabalhadores de carne e osso substituidos cada vez mais por processos de automatização e robotização etc.).

Mas, mais além da nova fisonomia, as relações capital-trabalho seguem absolutamente vigentes, são a própria essência do mundo, o que o explica, o que o dinamiza. O que move o capital, a essência última que põe em marcha o sistema global, continua sendo a obtenção de mais valia (o trabalho não remunerado que constitui o lucro capitalista, o mais valor), e a acumulação do mesmo, que termina sendo capital monopolista, e depois imperialista.

A luta de classes (em suas novas e diversas formas) continua sendo o motor da história. Ler esta realidade e propor alternativas revolucionárias é (foi, e seguramente será) o próprio coração do pensamento marxista, socialista, crítico, ou como se lhe queira chamar (saiu de “moda” falar de socialismo ou comunismo? Isso leva a perguntar-nos porque. Que significado histórico teve a queda do Muro de Berlim?). Conclusão: o marxismo, enquanto expressão científica que estuda a realidade social, segue vigente como método de análise e como proposta de transformação. Mas é preciso adequá-lo aos novos tempos, muito distintos em muitos aspectos – talvez não na estrutura de base, mas sim com mudanças importantes em sua dinâmica – em relação ao que viram os clássicos há um século e meio.

2. Como é hoje esse mundo? (entendendo que o mundo de que falou Marx em sua época sofreu grandes transformações).

O mundo atual, capitalista em seus alicerces, mudou muito neste mais de século e meio, desde a formulação do Manifesto Comunista como documento fundacional do socialismo científico.

Hoje em dia o processo de mundialização (globalização) transformou o planeta em um mercado único, com capitais tão fabulosamente desenvolvidos que estão além dos Estados nacionais modernos (60 por cento dos ativos e dos lucros das corporações transnacionais provem de suas atividades fora de seus países de origem). O desenvolvimento portentoso das tecnologias abre novos e complexos desafios para o campo popular e para as propostas revolucionárias: o poder militar do capital é cada vez maior, os métodos de controle (em todos os sentidos, em especial o ideológico-cultural, a ponto de que se fala de uma “guerra de quarta geração: midiático-psicológica”) são cada vez mais eficientes, o capitalismo selvagem e sem limites (eufemisticamente chamado de neoliberalismo) fez retroceder conquistas sociais históricas; a desesperança e a despolitização que se seguiram à queda do campo socialista soviético continuam sendo grandes – o que não significa que não haja protestos, muitos e variados, feitos todos a partir da reação e da saciedade dos povos e coletivos subjugados, mas sem chegar a fazer colapsar o sistema,

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A isso se somam, neste novo mundo inexistente mais de um século e meio atrás, novos elementos, como o capital mafioso (capitais andorinhas, fundos falcões, paraísos fiscais, capitalismo especulativo, narcotráfico como novo fator de acumulação e estratégia de dominação renovada), novos sujeitos que se somam ao protesto: reivindicações de gênero contra a opressão patriarcal, contra a opressão étnica, a reação ante o desastre ecológico em jogo, resultado do modo de produção e consumo vigentes, grupos marginalizados como, por exemplo, o campo da diversidade sexual que hoje se soma enquanto novo elemento de , questionando a homofobia.

As contradições de classe continuam sendo o motor da história, com a agregação e articulação destes novos sujeitos. Isto leva a recolocarmos o tema das contradições principais e secundárias: em certo sentido, todas as contradições são importantes e podem funcionar como detonadoras de mudanças. Aí temos, por exemplo, os movimentos de defesa territorial que percorrem a América Latina: não são uma expressão clara de contradição capital – trabalho assalariado, mas igualmente podem funcionar como faísca transformadora. Assim como, em outro contexto, podem ter sido os movimentos juvenis que puseram em marcha a Primavera árabe ou, em seu momento, o Maio Francês de 1968.

A pauperização/ decomposição do proletariado industrial dos países centrais abre igualmente novos cenários. O capitalismo globalizado e seu abandono crescente do Estado que satisfaz de cunho keynesiano, impõe também uma nova dinâmica. A privatização de tudo o que é público começou nestes anos, processo aparentemente sem retorno neste momento, fomentando a enganosa ideologia de “empresa privada: sinônimo de eficiência, setor público: equivalente a desastre, burocracia e ineficiência”.

O sistema sabe muito bem o que faz, porque tem muito a perder (a classe trabalhadora “não tem nada a perder senão suas correntes”, ensinavam Marx e Engels no Manifesto Comunista). É por isso que está sempre travando a luta de classes no vermelho vivo, mesmo que não seja de forma violenta e sangrenta – coisa que, se tem que fazê-lo, o faz sem maiores considerações.

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Nessa perspectiva se inscreve a atual febre onguizadora – permitam-nos o neologismo. Sabemos que entre as ONGs há de tudo, inclusive companheiras e companheiros muito honestos e convencidos de que realizam um trabalho social com conteúdo político. Certo é que, vistas em conjunto, não constituem senão uma forma de remendar / cobrir os serviços que não prestam os Estados nacionais (a União Soviética e a China comunista não precisaram disso para desenvolverem-se), razão pela qual sua incidência na realidade de um país é mínima, sempre marginal. Existem porque os países doadores – as potências capitalistas – estabelecem ali uma forma de controle social; a cooperação internacional (“estratégia contrainsurgente não armada”, segundo os manuais de operação da CIA) busca justamente isso: a fragmentação social, as reclamações ou reivindicações parciais: por um lado mulheres lutando pela equidade de gênero, por outro lado: povos indígenas levantando bandeiras antirracistas, toda a diversidade sexual concentrada em suas demandas contra a homofobia, os ecologistas focados em um melhor relacionamento com o meio ambiente; mas falta a visão de classe que articule todos esses movimentos. Ganha assim sentido a histórica máxima maquiavélica de “divide e reinarás”. Essa suposta “cooperação estrangeira” busca fomentar a dependência dos dólares ou dos euros que chegam como presente, o estabelecimento de agendas que, afinal, beneficiam apenas as potências. “A cooperação internacional coça onde não pica”, disse certeiro um dirigente camponês da América Central. O movimento revolucionário não pode ser uma ONG, de jeito nenhum.

Ou seja: embora a estrutura de base se mantenha (a exploração do trabalho, portanto do trabalhador em qualquer de suas formas: operário industrial, camponês, produtor intelectual etc.), há novas formas do mundo que implicam necessariamente novas formas de luta.

O teletrabalho que se está implantando – já existe uma plêiade de “nómadas digitais” que trabalham solitariamente movendo-se de um país a outro – força-nos a pensar nestas realidades novas: o que será no futuro dos sindicatos, então?

O “distanciamento social” imposto pela pandemia de Covid-19 estabeleceu as pautas para esta chamada “nova normalidade”, que estabelece a distância para tudo. Isso não significa que os povos viverão distanciados, mas a modalidade de distância que o digital impõe vai modelando uma nova sociedade, e eventualmente um novo sujeito (até o sexo está se tornando virtual! Termina o presencial para tudo?) Sigamos pensando firmemente que a revolução não é virtual: se não há gente, encorajada por sua situação de exploração, na rua levantando o protesto, não pode haver mudança, transformação revolucionária real.

A catástrofe do meio ambiente leva também a incorporar essa nova dimensão ao pensamento revolucionário; se há catástrofe ecológica- e não “mudança climática”, como se isso fosse um processo geológico natural – é devido ao modelo de produção e consumo gerado, disparatadamente predatório – pense-se na obsolescência programada, por exemplo.

Conhecer este mundo, diferente do capitalismo inglês da segunda metade do século XIX, implica estudar muitíssimo todas estas novas variantes. No essencial, o sistema capitalista se mantem, mas todas essas novas facetas impõem novas problematizações, novas formas de luta. O contínuo processo de robotização e automatização dos trabalhos (hoje até se faz psicanálise de forma virtual; será feita proximamente por um robô?), nos marcos do capitalismo, em vez de ser um fator de bem estar para as pessoas, é um castigo, pois aumenta a desocupação. Sem dúvida, de um ponto de vista revolucionário, isso não pode deixar de ser levado em conta. No momento, a flagrante divisão dos países entre um Norte super desenvolvido e um Sul global infinitamente empobrecido, propõe desafios: como mudar isso?

3. Como travar essa luta, como conseguir essa mudança ansiada?

Esta é a razão de ser de propormos estes problemas e estudar tudo o que foi dito para poder formular propostas concretas em relação a como mudar o mundo capitalista, como construir o socialismo.

Nisto pode ser importantíssimo, talvez imprescindível, rever as passadas experiências socialistas revolucionárias (as que triunfaram e se tornaram poder político em nível nacional: a russa, a chinesa, a cubana, a nicaraguense etc.), e as que não conseguiram, como a guatemalteca, a colombiana, a salvadorenha, a alemã. Falhou algo nos projetos triunfantes? O que aconteceu?

Igualmente, neste estudo histórico, devemos perguntar-nos: por que retrocederam as revoluções vencedoras nos primeiros Estados socialistas? Por que não foi possível triunfar nas que não ocorreram? A Comuna de Paris de 1871 foi afogada em sangue. Por que na União Soviética, por exemplo, passou-se a um capitalismo voraz em 1991? Por que a grande quantidade de movimentos armados do mundo desarmou-se, tornando-se partidos políticos que entraram na lógica capitalista sem maior incidência em mudanças sociais reais? Muito a estudar, sem dúvida. (Segue).

Marcelo Colussi | Catedrático universitário, politólogo e articulista argentino.
(Tomado de Firmas Selectas)
Tradução: Ana Corbisier


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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