Pesquisar
Pesquisar

Ou Brasil entra em lockdown ou não daremos conta de enterrar nossos mortos, diz Nicolelis

Considerado um dos maiores cientistas do mundo, o brasileiro citou o lockdown decretado pelo governo inglês para fazer um apelo ao governo brasileiro: "Acabou!"

Ivan Longo
Revista Fórum
São Paulo (SP)

Tradução:

Miguel Nicolelis, coordenador do comitê científico de combate ao coronavírus do Consórcio Nordeste e considerado um dos maiores cientistas do mundo, foi às redes sociais na noite desta segunda-feira (4) para pedir um lockdown nacional no Brasil para impedir o avanço da pandemia.

“Acabou. A equação brasileira é a seguinte: Ou o pais entra num lockdown nacional imediatamente, ou não daremos conta de enterrar os nossos mortos em 2021”, disparou Nicolelis.

0d640317 7d9a 42fb 9398 91a29f375525

E ainda foi além: “O Brasil precisa criar uma Comissão de Salvação Nacional p/ ontem. Passamos de todos limites aceitáveis de estupidez. Estamos correndo o risco de entrar em colapso sanitário, social e econômico em 2021. O Brasil está na UTI e o diagnóstico é falência terminal de múltiplos órgãos”.

Antes da postagem, o cientista havia citado o lockdown decretado pelo governo da Inglaterra que, diferente do Brasil, tem bem menos casos e mortes de Covid-19 e já está vacinando a população.

“Inglaterra decretando o terceiro lockdown nacional para conter. explosão de casos. Até Boris Johnson se rendeu aos fatos. Por aqui, a palavra lockdown virou palavrão para gestores. Tanto melhor para o coronavirus que se beneficia da inoperância, omissão e ignorância rampantes”, escreveu.

Até a noite desta segunda-feira, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil já tinha chegado à marca de 196.561 vidas perdidas para a Covid-19. Além disso, o balanço mais recente mostra que mais 20.006 diagnósticos positivos foram registrados, o que resulta em 7.753.752 infecções por Sars-Cov-2 confirmadas no país.

Considerado um dos maiores cientistas do mundo, o brasileiro citou o lockdown decretado pelo governo inglês para fazer um apelo ao governo brasileiro: "Acabou!"

José Luiz Somensi
Nicolelis foi considerado, em 2009, um dos 20 maiores cientistas da atualidade.

Lockdown na Inglaterra

Em função do novo avanço da pandemia do coronavírus, Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, anunciou um novo lockdown em toda a Inglaterra.

Com a decisão, as escolas devem ser fechadas para a maioria dos alunos, além de as pessoas serem aconselhadas a trabalhar em casa. As novas regras valerão já a partir da meia-noite.

cf21a13a 882a 43de 885c b995137b7a87

Duas mutações do coronavírus foram descobertas no Reino Unido, o que ajuda, também, a que haja o registro de novos picos diários de casos e mortes.

O Parlamento britânico será convocado nesta quarta-feira (6) para debater as medidas de lockdown.

Antes de Johnson, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, já havia imposto o lockdown mais rígido para seu país, desde o primeiro semestre de 2020.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Veja também


Se você chegou até aqui é porque valoriza o conteúdo jornalístico e de qualidade.

A Diálogos do Sul é herdeira virtual da Revista Cadernos do Terceiro Mundo. Como defensores deste legado, todos os nossos conteúdos se pautam pela mesma ética e qualidade de produção jornalística.

Você pode apoiar a revista Diálogos do Sul de diversas formas. Veja como:


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

Ivan Longo

LEIA tAMBÉM

Sanções contra Cuba Trump reduz esperança de vida de crianças com câncer (4)
Como sanções de Trump contra Cuba atingem esperança de vida de crianças com câncer
Cuidados de longo prazo os desafios da América Latina para garantir o bem-estar dos idosos
Cuidados de longo prazo: os desafios da América Latina para garantir o bem-estar dos idosos
Agên
Dia de Zumbi e da Consciência Negra: um olhar sobre o direito a saúde e cidadania nos quilombos
Sequela da Minustah, cólera volta a ameaçar Haiti em meio a saúde e saneamento precarizados
Sequela da Minustah: Haiti enfrenta nova ameaça de cólera com saúde e saneamento devastados