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Relaxar a quarentena? Dados do RJ revelam que mortalidade cresceu com flexibilização

Com mais de 60 mil infectados, estado do Rio de Janeiro completa 10 dias seguidos de aumento na média móvel do número de mortes

Mariane Barbosa
Diálogos do Sul Global
Franco da Rocha

Tradução:

Não é de hoje que estamos acompanhando as notícias sobre as aglomerações nos finais de semana em bares e praias do Rio de Janeiro. Na noite deste domingo (27), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro divulgou os números atualizados da doença. 

O estado registrou 31 mortes e 2.190 casos nas últimas 24 horas, no total, são 61.860 pessoas infectadas e 18.278 óbitos por Covid-19 desde o começo da pandemia no Brasil.

Com esses números, o Rio de Janeiro completa 10 dias seguidos de aumento na média móvel do número de mortes, além de um aumento de 47% comparado às duas semanas anteriores, o que aponta para uma tendência no crescimento do contágio da doença.

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Segundo o jornal Extra, o último grande aumento na média de mortes aconteceu entre os dias 20 e 31 de agosto, quando o crescimento variou entre 20% e 89%.

Com mais de 60 mil infectados, estado do Rio de Janeiro completa 10 dias seguidos de aumento na média móvel do número de mortes

Facebook | Reprodução
Aglomerações nas praias do Rio de Janeiro são cada vez maiores

Média três vezes maior

No início de setembro, pesquisadores da FioCruz já alertavam para a média do Rio de Janeiro apresentar uma taxa de mortes três vezes maior não só em comparação à do Brasil, mas do mundo, com 10,7%. A taxa de letalidade no Brasil é de 3,7%, compatível com a taxa mundial, de 3,3%.

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“Essa taxa carioca está muito acima de um valor aceitável. Ela pode ser fruto da soma dos dois fatores: a subnotificação, com a precarização do atendimento à saúde na esfera pública. Acompanhamos pelo noticiário uma tentativa de desmonte do sistema de saúde pública”, denunciou o sanitarista Christovam Barcellos, vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict/FioCruz).

A fundação também divulgou um levantamento realizado entre os dias 6 e 19 de setembro sobre a quantidade de leitos nos hospitais da cidade do Rio de Janeiro, alertando para o fato de que 86% das vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinadas aos adultos estavam ocupadas. 

Segundo o pesquisador da Fiocruz Daniel Villela, a flexibilização das medidas de isolamento social é um dos fatores do aumento do número de casos na capital fluminense. 

Mariane Barbosa é jornalista da equipe da Diálogos do Sul


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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