Pesquisar
Pesquisar

Coisas que a mídia sionista não diz sobre o Hamas

Cabe ao povo palestino decidir pelos seus líderes e combatentes, por suas táticas e maneiras de defesa e não pelo aval e concordância do opressor
Amyra El Khalili
Pravda
São Paulo (SP)

Tradução:

“No deserto, a verdade é a melhor camuflagem, porque ninguém acredita nela!”
Provérbio beduíno por Fátima Sad El Din*

Ouçam o que nossos entrevistados dizem e não aceitem que chamem o Hamas de Grupo Terrorista. O Hamas é resistência palestina, um movimento de libertação nacional!

Esse discurso de que Hamas é terrorista sempre será usado para desqualificar, desclassificar e estigmatizar o direito de autodefesa contra o invasor, o colonizador sionista e o imperialismo dos países do norte na Palestina Ocupada.

Portanto, cabe ao povo palestino decidir pelos seus líderes e combatentes, por suas táticas e maneiras de defesa e não pelo aval e concordância do opressor.

Se, numa manifestação pública, alguns dos que subiram em palanques se posicionaram claramente em apoio ao Hamas, não é correto censurar e nem amordaçar o direito de fala e de posicionamento político e institucional de cada uma dessas lideranças que defendem o povo palestino.

Continua após o banner

Portanto, reafirmo que esta decisão não deve ser influenciada por campanhas venenosas e desonestas da grande mídia, sob o comando e controle sionista no Brasil e no mundo. Senão, vejamos os fatos sob a perspectiva jurídica e geopolítica desse massacre persistente e brutal contra o povo palestino.

Segundo Lailla Bal’Mahdi, acadêmica da Diáspora:

“Há acadêmicos e estudiosos que argumentam que o Hamas pode ser visto como um movimento de luta pela liberdade. Essas pessoas acreditam que o Hamas, que é uma organização política e militar palestina, está lutando contra o que percebem como ocupação e opressão israelense. Eles argumentam que o Hamas está defendendo os direitos e aspirações do povo palestino, especialmente na Faixa de Gaza. Esses estudiosos frequentemente destacam o contexto histórico da ocupação israelense e do projeto colonial, enfatizando o deslocamento e marginalização dos palestinos, bem como a presença militar israelense contínua nos Territórios Palestinos e que a resistência armada do Hamas é uma resposta a essas injustiças e tem como objetivo alcançar a autodeterminação e liberdade para o povo palestino. Além disso, esses acadêmicos podem apontar para o direito internacional, especificamente o direito de resistir à ocupação, como uma justificativa para as ações do Hamas, de acordo com o direito internacional, ou seja, que os povos ocupados têm o direito de resistir aos seus ocupantes, inclusive através da luta armada, se meios pacíficos tiverem se esgotado ou não estiverem disponíveis.”

O Hamas é o governo oficialmente eleito de forma democrática na Faixa de Gaza. Jimmy Carter estava presente durante as eleições e afirmou que elas foram livres e justas. A maioria dos palestinos apoiou o Hamas porque o reconheceu como um movimento de resistência palestino com o objetivo de alcançar a independência palestina.

Leia também: Gaza na idade da pedra; EUA, os únicos responsáveis pela guerra – entrevista com Paulo Cannabrava

Em abril de 2014, o Hamas propôs um cessar-fogo com condições baseadas nos direitos humanos, que foi recusado por Netanyahu. Parece claro que Netanyahu não deseja a paz, mas sim terras e recursos. Não era o Hamas que visava crianças e cometia massacres com armas como o ilegal DIME (Explosivo de Metal Inerte Denso, do inglês Dense Inert Metal Explosive), o fósforo branco, etc., em áreas residenciais densamente povoadas e em outros lugares.

Segundo o ativista e historiador palestino Khaled Said Al-Thaher:

“De acordo com o Direito Internacional, as leis de direitos humanos e as 4 Convenções de Genebra, é perfeitamente legítimo que os territórios ocupados da Palestina, tenham permissão para “resistência armada”, quando o ocupante, Israel, utiliza ilegalmente uma força aérea, exército e marinha (a quarta mais poderosa do mundo) para eliminar uma população indígena que vive em sua própria terra. Os países que reconhecem o Hamas e não o consideram uma organização terrorista são o Irã, a Rússia, a Noruega, a Suíça, a Turquia, a China, o Catar e o Brasil. O Estado da Palestina é oficialmente reconhecido por 80% da população mundial, ou seja, 136 Estados, dos 193 membros da ONU. O estatuto do Likud nega o direito a um Estado Palestino, e é o governo israelense, não os palestinos, que tem estado envolvido em limpezas étnicas por 75 anos.”

Estes são os pontos propostos pelo Hamas, em 2014, para que se celebrasse um cessar-fogo na região, que, no entanto, foram recusados por Netanyahu:

  • retirada de tanques israelenses da fronteira de Gaza;
  • levantamento do bloqueio e abertura das passagens de fronteira para comércio e pessoas;
  • estabelecimento de um porto e aeroporto internacionais sob supervisão da ONU;
  • ampliação da zona de pesca permitida para 10 quilômetros;
  • internacionalização do Cruzamento de Rafah (importante ponto de passagem na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito) sob supervisão da ONU e de algumas nações árabes;
  • presença de forças internacionais nas fronteiras;
  • facilitação das condições para obter permissões para orar na Mesquita de Al-Aqsa;
  • proibição de interferência israelense no “acordo de reconciliação” (acordo entre o movimento Fatah e o grupo Hamas, que visa a reconciliação e a unificação das duas principais entidades políticas palestinas);
  • reestabelecimento de uma zona industrial e melhorias no desenvolvimento econômico na Faixa de Gaza.

Mas quais são os interesses econômico-financeiros e geopolíticos dos países aliados de Israel?

Leia também: Crianças palestinas operadas sem anestesia: crime perverso equipara Netanyahu a Hitler

Há pouco tempo, o ministro das Relações Exteriores de Israel emitiu uma declaração preocupante, revelando todo o plano. Ele afirmou que, após a guerra, a área de Gaza diminuirá. Isso significa que a região onde foram descobertas grandes quantidades de gás se tornará parte da entidade. Além disso, a estrada que liga o leste ao oeste passará por essa área. Essa é uma das razões para a guerra, e é importante notar isso. Segundo fontes da resistência, originalmente, o plano era que a entidade atacasse a resistência de forma súbita em novembro. No entanto, a inteligência iraniana e as forças Qassim (As Brigadas da Resistência Nacional – Forças do Mártir Omar Al-Qasim – são o braço militar da Frente Democrática para a Libertação da Palestina) descobriram o plano, e decidiram lançar um “contra-ataque” surpresa, em vez de agir defensivamente, com esta ação a que estamos assistindo, filmando, fotografando e registrando, com a operação “Inundação de Al Aqsa”.

Continua após a imagem

Cabe ao povo palestino decidir pelos seus líderes e combatentes, por suas táticas e maneiras de defesa e não pelo aval e concordância do opressor

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Manifestantes fazem ato em solidariedade ao povo palestino, na Cinelândia, em 10 de outubro de 2023

O estrategista israelense Ronny Ben-Yishai publicou um artigo sobre as emendas legais de Israel, no qual disse que era importante que o público soubesse que o golpe legal, independentemente de seus objetivos declarados, visava secretamente estabelecer uma base legal que serviria a dois interesses políticos, processos que poderiam mudar irreversivelmente a face de Israel e o modo de vida dos israelitas.

O historiador Khaled Said Al-Thaher nos relata sobre os fatos:

“O primeiro plano para deportar a população de Gaza foi apresentado em 1972, quando a população era de 300 mil habitantes, mas fracassaram. Posteriormente, em 2018, conceberam outro plano, coincidindo com o chamado Acordo do Século. O Egito preparou a infraestrutura para deslocar 1,5 milhão de pessoas de Gaza, no nordeste do Sinai, e estabeleceu 5 cidades numa área de 720 quilômetros quadrados. Eles vêm planejando o Acordo do Século desde 1956. Assisti a uma palestra sobre este assunto ministrada pelo líder mártir Salah Khalaf (Abu Iyad), no Líbano, em 1978.”

Em seu twitter, o Dr. Sam Youssef nos alerta sobre as principais razões para a atual guerra sangrenta em Gaza, envolvendo o Ocidente e Israel.

“Primeiro, trata-se do gás e, em segundo lugar, da ocupação das terras em Gaza e do deslocamento de sua população para o Sinai. Tudo isso, aparentemente, com o objetivo de garantir o controle sobre as imensas reservas de gás localizadas nas costas de Gaza. Vale a pena destacar que vastas reservas de gás foram descobertas ao largo da costa de Gaza em 2000. Sim, esta é a verdade! Deve-se observar que cerca de 60% das reservas de gás ao longo da costa entre Gaza e Israel pertencem à Palestina.

A BG Group perfurou dois poços em 2000: Gaza Marine 1 e Gaza Marine 2. Estima-se que as reservas de gás da British Gas sejam de aproximadamente 430 milhões de metros cúbicos, o que equivale a cerca de 4 bilhões de dólares. Esses são os números anunciados pela British Gas Company, embora seja possível que o tamanho das reservas de gás na Palestina seja ainda maior. A questão da soberania sobre os campos de gás em Gaza é de extrema importância e, do ponto de vista legal, essas reservas pertencem à Palestina.

A morte de Yasser Arafat, a eleição do governo do Hamas e a destruição da Autoridade Palestina são alguns dos fatores que ajudaram Israel a exercer controle efetivo sobre as reservas de gás offshore em Gaza. A empresa British Gas (BG Group) negociou com o governo de Tel Aviv. Em contrapartida, o governo do Hamas foi ignorado no que diz respeito aos direitos de exploração e desenvolvimento de campos de gás. Em 2006, a British Gas estava prestes a assinar um acordo para transportar gás para o Egito (“BG Group at centre of $4bn deal to supply Gaza gas to Israel”, The Times, 23 de maio de 2007), e documentos indicam que o primeiro-ministro britânico Tony Blair interveio em nome de Israel para cancelar o acordo com o Egito.

A ocupação militar de Gaza visa transferir a soberania sobre os campos de gás para Israel, um crime que viola o direito internacional e envolve massacres, para deslocar os palestinos até que os objetivos sejam alcançados. Tudo isso ocorre em meio à conivência de países árabes e ocidentais.”

Numa análise sobre o Grupo Hamas, à luz do direito internacional, a escritora Lailla Bal’Mahdi menciona os seguintes autores.

  • Norman Finkelstein – cientista político e autor que escreveu extensamente sobre o conflito israelo-palestino. Seu livro “Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict” oferece uma análise crítica do conflito e inclui discussões sobre o Hamas.
  • Sara Roy – acadêmica e autora conhecida por sua pesquisa sobre a economia política da Faixa de Gaza. Seu livro “Hamas and Civil Society in Gaza: Engaging the Islamist Social Sector” oferece insights sobre as dinâmicas sociais e políticas do Hamas em Gaza.
  • Richard Falk – estudioso do direito internacional que escreveu sobre o conflito israelo-palestino. Seu livro “Palestine: The Legitimacy of Hope” explora vários aspectos, incluindo o papel do Hamas.
  • Ilan Pappé – historiador e autor que escreveu extensivamente sobre a história da Palestina e do seu povo indígena. Seu livro “The Ethnic Cleansing of Palestine” discute os eventos que levaram à criação de Israel e inclui discussões sobre o Hamas.

Assim Lailla Bal’Mahdi conclui seu artigo:

Esses estudiosos oferecem perspectivas diferentes da mídia tradicional, fornecendo insights sobre os argumentos que reconfiguram a narrativa que busca desconsiderar o Hamas como um movimento de luta pela liberdade. Por que Nelson Mandela foi visto como um ‘terrorista’ pelos EUA até 2008?

“Sabemos muito bem que nossa liberdade está incompleta sem a liberdade dos palestinos.” Nelson Mandela.

A Frente Anti-imperialista Internacionalista publicou o comunicado emitido pelo porta-voz das Brigadas Al-Qassam sobre os últimos acontecimentos da Batalha de Al-Aqsa, mostrando que, ao contrário do que repetem insistentemente todos os políticos do establishment e os meios de comunicação de massa, a operação “Inundação de Al-Aqsa”, na verdade um contra-ataque da resistência palestina em 7 de outubro de 2023, está longe de ser uma ação de terroristas, mas sim uma operação militar cuidadosamente planeada e brilhantemente executada para destruir a divisão de Gaza do exército sionista, no direito legítimo de um povo ao uso da força contra um poder opressor.

Enquanto as riquezas minerais e os recursos naturais estratégicos correm nas profundezas do oceano e por debaixo da terra da Palestina Ocupada, os sionistas e seus aliados gastam por um míssil de 100 mil dólares, lançado por um avião de 20 milhões de dólares, viajando a um custo de 6 mil dólares por hora para matar pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia na Faixa de Gaza, cuja a equação financeira tem sido sustentada há 75 anos pelo sangue de milhares de inocentes na Palestina Ocupada impiedosamente!

Que Allah tenha misericórdia da humanidade!

Leia também: Frei Betto | Por que é um erro usar Bíblia para legitimar genocídio palestino?

* Fátima Sad El Din (slạḥ ạldyn), beduína Saladina, foi tutora do patrimônio do Shayk Muhammd al-Khalili, líder da Irmandade Qadiri Sufi e talvez o “homem santo” mais famoso do seu tempo na Palestina; Shayk Muhammd al-Khalili nasceu no primeiro mês muçulmano de Shaban do Hijra do ano 1139, que corresponde ao ano 1724 d.C.


Referências bibliográficas:

BEM-YISHAI, Ronny. “Como eles pensam sobre o destino dos palestinos?”.  Tradução do hebraico para o inglês e árabe aqui: https://lnkd.in/dXTRnYyY. Publicado em 01 de abril de 2023, capturado em 30 de outubro de 2023. https://lnkd.in/dhsfSH87

BAL’MAHDI, L.  “Uma análise jurídica sobre o Grupo Hamas”. 19/10/2023, no Linkedin  (O Linkedin censurou o texto, retirando a página de Lailla do ar). http://www.linkedin.com/in/laillab

CHOSSUDOVSKY, Michel. ARBUTHNOT, Felicity. “Limpar Gaza do Mapa: Agenda do Muito Dinheiro. Confiscando as reservas marítimas de gás natural da Palestina.” Oriente Mídia. Publicado em 2023, 23 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro.
https://www.orientemidia.org/limpar-gaza-do-mapa-agenda-do-muito-dinheiro-confiscando-as-reservas-maritimas-de-gas-natural-da-palestina/

CLEMESHA, Arlene et alii.  “Ter coragem para evitar o pior”. Folha de São Paulo. Oriente Mídia. Publicado em 2023, 23 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/10/ter-coragem-para-evitar-o-pior.shtml

CANNABRAVA, Paulo. “A luta do povo palestino por justiça e liberdade”. LIVE – TV Diálogos do Sul. Você acompanha essa entrevista de Amyra El Khalili no “Dialogando com Paulo Cannabrava”, na TV Diálogos do Sul. 2023, 19 de Outubro. https://youtube.com/live/s6fhI9SVifo

EL KHALILI, Amyra. “Gaza e o Genocídio Programado para o Controle Geopolítico no Oriente Médio”. Entrevista concedida para Ahmed Elattar, editor da Ozone, Rede Árabe Clima e Ambiente, formada por jornalistas investigativos desde o Egito. Oriente Mídia. Publicado em 2023, 21 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro.
http://www.orientemidia.org/gaza-e-o-genocidio-programado-para-o-controle-geopolitico-no-oriente-medio/

Acesse o vídeo, Manifestação da Juventude Palestina na Itália – 2023, 10 de Outubro. https://lnkd.in/duVx4VR3

FRENTE ANTIIMPERIALISTA INTERNACIONALISTA, https://lnkd.in/da7e64tT. Publicado em 10, out. 2023, capturado em 30/10/2023,  https://lnkd.in/da7e64tT

ONU NEWS, 28 Agosto 2019. Oriente Mídia. Publicado em 2023, 22 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro. https://www.orientemidia.org/territorios-palestinos-tem-gas-e-petroleo-que-podem-gerar-centenas-de-bilhoes-de-dolares/

YOUSSEF SHAHEEN, Ruba. “O povo palestino confirma que sua Resistência é a ‘Operação Inundação de Al-Aqsa’”. Oriente Mídia. Publicado em 2023, 21 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro.
https://www.orientemidia.org/o-povo-palestino-confirma-que-sua-resistencia-e-a-operacao-inundacao-de-al-aqsa/

YOUSSEF, Sam. DPT.@drossamsamy65. Publicado em 2023, 17 de Outubro e capturado em 2023, 25 de Outubro. https://twitter.com/drhossamsamy65/status/1714402563070509081?s=20

Edição de texto: Alexandre Rocha, Heresis Sustentabilidade.

Amyra El Khalili é beduína palestino-brasileira da linhagem de Saladino e do Sheik Mohamed El Khalili. É professora de economia socioambiental, editora das redes Movimento Mulheres pela P@Z!, e Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras. É autora dos e-books “Commodities ambientais em missão de paz” e “A construção coletiva de um projeto de vidas – novo modelo econômico para a América Latina e o Caribe”, Heresis Sustentabilidade.

É autorizada a publicação desta reportagem desde que citada a fonte Pravda.RU. Link da publicação original: https://port.pravda.ru/mundo/58267-hamas_outro_lado/

Amyra El Khalili | Jornal PRAVDA.RU


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

Assista na TV Diálogos do Sul

 


As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul do Global.

Amyra El Khalili Beduína palestino-brasileira da linhagem de Saladino e do Sheik Mohamed El Khalili. É editora das redes Movimento Mulheres pela P@Z!, e Aliança RECOs – Redes de Cooperação Comunitária Sem Fronteiras.

LEIA tAMBÉM

Hospital-Al-Shifa
160 postos médicos destruídos: Israel devasta sistema de saúde palestino para acelerar extermínio
Palestina
Ocidente deveria se preocupar com massacre operado por Netanyahu livremente
Palestina-jovens
No 76° aniversário da Nakba, juventude internacional se levanta pela Palestina
ONU
Palestina como membro pleno da ONU: entenda os reflexos da resolução aprovada