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Fidel explica a importância do 26 de julho para Cuba

“É necessário recordar essa história. Porém há um feito que sobressai, que foi a tenacidade do povo, a confiança do povo, a perseverança nessa luta"
Redação Diálogos do Sul
Diálogos do Sul
São Paulo (SP)

Tradução:

Fidel Castro:

“O Assalto ao Quartel Moncada não significou o triunfo da Revolução nesse instante; mas mostrou o caminho e traçou um programa de libertação nacional que abriria para nossa Pátria as portas para o Socialismo”.

“Sem o Moncada não teria existido o Granma, a luta de Sierra Maestra e a vitória extraordinária de Primeiro de Janeiro de 1959”. (Informe Central ao Primeiro Congresso do Partido Comunista de Cuba, La Habana, 17 de dezembro de 1975)

“Nem as armas, nem o tipo das armas, nem a experiência, e nem sequer os fatores fortuitos estiveram presentes naquele primeiro esforço. Porém, aquele primeiro esforço significou um caminho que depois jamais seria abandonado; significou um caminho percorrido ao longo de 14 anos; significou o caminho que abri para o povo revolucionário a conquista do poder”.

“É necessário recordar essa história. Porém há um feito que sobressai, que foi a tenacidade do povo, a confiança do povo, a perseverança nessa luta. Não chegamos ao final desse caminho, mas, conseguimos adiantar já um trecho importante”.

“É necessário recordar essa história. Porém há um feito que sobressai, que foi a tenacidade do povo, a confiança do povo, a perseverança nessa luta"

Marcelo Montecino – Flickr

Fidel Castro: "Nossos mortos heroicos não caíram em vão. Eles mostraram o dever de seguir adiante"

“E essa característica essencial do movimento revolucionário que surgiu naquele dia, é hoje também a característica essencial de nossa Revolução: a confiança do povo em si mesmo, a fé do povo em sua causa, a convicção do povo de que não haverá dificuldade, por grande que seja, que não conseguiremos vencer. De que não haverá caminho, por difícil que seja, que não sejamos capazes de seguir até o final”. (Discurso em comemoração do XIV aniversário do assalto al Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, 26 de julho de 1967)

“O Moncada nos ensinou a converter os reveses em vitórias. Não foi a única amarga prova da adversidade, mas já nada pode conter a luta vitoriosa de nosso povo. Trincheiras de ideias foram mais poderosas que trincheiras de pedras. Mostrou-nos o valor de uma doutrina, a força das ideias e nos deixou a lição permanente da perseverança e a perseverança nos propósitos justos. Nossos mortos heroicos não caíram em vão. Eles mostraram o dever de seguir adiante, eles acenderam nas almas a inspiração inextinguível, eles nos acompanharam nos cárceres e no desterro, eles combateram junto conosco durante toda a guerra. Vemos que renascem nas novas gerações que crescem ao calor fraternal e humano da Revolução”.

“No programa do Moncada, que com toda clareza expusemos diante do tribunal que nos julgou, estava o germe de todo o desenvolvimento ulterior da Revolução. Sua leitura cuidadosa evidencia que já nos afastávamos por completo da concepção capitalista de desenvolvimento econômico e social”.

“Como dissemos outras vezes, aquele programa continha o máximo de objetivos revolucionários e econômicos que se podia querer naquele momento, pelo nível político das massas e a correlação nacional e internacional de forças. Porém sua aplicação consequente nos conduziria aos caminhos que hoje percorremos. Nós confiávamos plenamente nas leis da história e na energia sem limite de um povo libertado”.

Leia também:
Cadernos do Terceiro Mundo: A situação do Afeganistão vista por Fidel Castro

“Nenhum programa econômico e social jamais foi executado neste continente como se executou o programa do Moncada. Com o passar do tempo e a própria luta foram largamente superadas todas as esperanças de então e avançamos já faz tempo muito mais, pela trilha gloriosa da revolução socialista”. (Ato central em comemoração do XX aniversário do ataque ao Quartel Moncada, 26 de julho de 1973).

El Moncada: Reflexiones de Fidel Castro (Fragmentos de discursos del Comandante)
Granma

Publicado originalmente em 22/04/2014.


As opiniões expressas nesse artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul

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