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Mídia foca em coronavírus e omite que sob Bolsonaro dengue matou 754 pessoas em 2019

Casos confirmados do COVID-19 são insignificantes se confrontados com doença transmitida pelo Aedes aegypti, que aumentou 517% no ano passado
João Baptista Pimentel Neto
Diálogos do Sul Global
Rio Claro (SP)

Tradução:

Segundo dados do Boletim Epidemiológico distribuído nesta segunda-feira (09) pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, em sete semanas, foram notificados 181.670 casos de dengue e pelo menos 32 pessoas morreram vítimas da doença no país.

Entre 29/12/2019 a 15/02/2020 foram registradas 14 mortes no Paraná, sete em São Paulo, sete no Mato Grosso do Sul, dois no Distrito Federal e 2 no Acre. Permanecem sob investigação 115 mortes.

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Os dados apontam ainda que a faixa etária acima de 60 anos concentra 62,5% dos óbitos confirmados (20 óbitos) por dengue. 

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, estes números representam um aumento de 72% na comparação com o mesmo período de 2019.

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 Os mesmos dados apresentados através do Boletim Epidemiológico registram que 20 estados apresentam um significativo aumento de casos de dengue em 2020 e que até o momento, com mais de 61 mil casos notificados, o estado de São Paulo lidera o número de registros.

Casos confirmados do COVID-19 são insignificantes se confrontados com doença transmitida pelo Aedes aegypti, que aumentou 517% no ano passado

Agência Brasil
Atendimento aos infectados pelo mosquito da dengue continua precário e insuficiente

Primeiro ano do governo Bolsonaro, 2019 registrou 754 mortes até o dia 7 de dezembro, o segundo maior número de mortes por dengue desde 1990, quando os registros passaram a ser contabilizados. Tal letalidade só foi superada em 2015, com 986 mortes.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, até a primeira semana de dezembro de 2019, já haviam sido confirmados 1.527.119 casos de dengue no país, número que apontava para um crescimento de 517% em relação a 2018, quando foram registrados 247.983 casos.

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João Baptista Pimentel Neto é jornalista e da equipe da Diálogos do Sul

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As opiniões expressas neste artigo não refletem, necessariamente, a opinião da Diálogos do Sul Global.

João Baptista Pimentel Neto Jornalista e editor da Diálogos Do Sul.

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