Na última quinta-feira (23), a deputada espanhola no Parlamento Europeu Irene Montero qualificou como “perigoso delinquente” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o apontou como “a maior ameaça para a democracia e para os direitos humanos”, durante sua intervenção no plenário do Parlamento Europeu.
Montero, que pertence ao partido Podemos e faz parte do grupo misto do Congresso comunitário junto a outras forças de esquerda, afirmou que o magnata e seu “bando de super ricos” não são loucos, mas “filhos saudáveis de um sistema neoliberal que está destruindo a vida e o planeta”.
Ela acrescentou que Trump defende o modelo de “um mundo em que um punhado de grandes corporações e multimilionários pode viver acima da lei e decidir o destino da humanidade”, e afirmou que o republicano alimenta a extrema-direita, “que faz o penúltimo lutar contra o último para que aqueles que não podem pagar o aluguel culpem o vizinho migrante por seus problemas, em vez do fundo de investimento que lhes tira as casas”.
Sobre a política exterior do mandatário, Montero afirmou que é “violenta e autoritária” e garantiu que, para os europeus, isso não representa nenhuma surpresa, “porque a elite europeia vem nos submetendo há anos a esse tipo de política exterior que, já antes de Trump, era agressiva e unilateral”.
Além da espanhola Irene Montero, outros parlamentares europeus criticaram
Por sua parte, o eurodeputado espanhol Jaume Asens afirmou que, com Trump, o projeto de futuro da Europa está em perigo, diante do risco de que exploda uma “crise de governança global”. Ele destacou que as regras do jogo vistas até agora “estão se desmoronando” e enfatizou que a Europa deve decidir o que quer ser quando crescer neste contexto sombrio”.
O também eurodeputado, mas de origem dinamarquesa e de extrema-direita, Anders Vistisen, chegou a insultar Trump durante o plenário: “Querido presidente Trump, escute com muita atenção: a Groenlândia faz parte do reino da Dinamarca há 800 anos. É uma parte integrada do nosso país. Não está à venda. Deixe-me colocar isso em palavras que você possa entender: senhor Trump, vá à merda!”, declarou o legislador de 37 anos.
La Jornada, especial para Diálogos do Sul Global – Direitos reservados.