A agressão da ocupação ao setor de Gaza foi interrompida após 470 dias, durante os quais o exército invasor praticou todas as formas de assassinato, cerco, fome, sede e destruição sistemática, buscando empurrar os palestinos para o deslocamento forçado e a expulsão para fora do setor.
O setor de Gaza testemunhou políticas repressivas que incluíram assassinatos, fome e destruição, com casas sendo bombardeadas e destruídas com seus moradores dentro, o que resultou no aumento do número de mártires, ultrapassando os 46 mil, e feridos, mais de 107 mil, enquanto mais de 12 mil pessoas estão desaparecidas. Investigações de uma revista italiana indicaram que o número real de mártires é muito maior do que as estatísticas do Ministério da Saúde palestino, alcançando 64 mil.
O cessar-fogo entrou em vigor conforme o planejado, no dia 19 de janeiro de 2025, às 8h30 da manhã, mas o governo de ocupação se desvinculou de seu compromisso e atrasou o cessar-fogo por três horas. Às 8h30, os cidadãos correram para verificar suas casas e pertences nas áreas de onde o exército de ocupação se retirou, embora soubessem de antemão que suas casas já não existiam mais. Imagens de jornalistas palestinos, junto com vazamentos de soldados de ocupação, documentaram a extensão da destruição total, especialmente no norte e no sul do setor de Gaza.
Os cidadãos ficaram atônitos diante da magnitude da cena, que parecia um terremoto que não deixou vestígios de seus bens. As casas foram completamente destruídas e queimadas junto com seus conteúdos. A imprensa hebraica revelou os crimes dos soldados de ocupação, que roubaram as casas dos palestinos antes de incendiá-las e destruí-las.
Apesar da enorme destruição e dos crimes de assassinato, bem como das políticas de cerco e deslocamento forçado, o otimismo apareceu nos rostos dos cidadãos com a interrupção da agressão, ao perceberem que o que foi destruído pela ocupação seria reconstruído pelas mãos dos rapazes e das moças de Gaza. Como uma fênix, os palestinos se levantarão dos escombros para reconstruir e renovar novamente.
Respeito ao povo palestino
O povo palestino, com sua resistência e apego à sua terra, provou o fracasso dos planos da ocupação, especialmente o que é chamado de “Plano dos Generais”, que visava esvaziar o norte do setor de seus habitantes. Os palestinos forçaram o inimigo a se submeter, entrar em negociações indiretas, aceitar o cessar-fogo, desmontar seus acampamentos militares e se retirar humilhado.
No campo, a resistência palestina, com todos os seus braços, foi criativa e conseguiu infligir pesadas perdas ao exército de ocupação, tanto em vidas quanto em equipamentos, apesar das tentativas de ocultar suas derrotas da opinião pública. Da mesma forma, a resistência obteve uma grande vitória ao resgatar os prisioneiros palestinos à força, por meio de uma operação de troca que resultou na libertação de centenas de prisioneiros, incluindo crianças e mulheres, contra a vontade da ocupação.
Nosso mais profundo respeito aos resistentes livres, que feriram o inimigo e travaram batalhas ferozes com ele nas ruas e campos de refugiados, e se sacrificaram ou foram presos no campo de batalha, alguns dos quais retornaram em segurança às suas bases.
Nosso mais profundo respeito aos persistentes em Gaza, que frustraram o “Plano dos Generais” com sua resistência, apego à sua terra e recusa ao deslocamento. Nossa saudação de reverência e respeito aos nossos mártires heróis, aos nossos feridos resilientes, às suas famílias que merecem cuidados e apoio, e a todo o nosso povo que precisa curar suas feridas e garantir abrigo.
Edição de texto: Alexandre Rocha